quinta-feira, 25 de março de 2010

Anunciação

Hoje, dia 25 de Março, celebramos a festa da Anunciação.
“O anjo entrou onde ela estava, e disse: Alegre-se, agraciada por Deus, o Senhor está contigo”. Ouvindo isso, Maria ficou perturbada e perguntava sobre o sentido daquela saudação (Lc 1,28s). E Maria disse: “Eis aqui a servidora do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua palavra” (Lc 1,38).
A anunciação fala do encontro de cada ser humano com Deus. Em Maria acontece algo que é reservado, em intensidade diferente, para cada ser humano, quando entra em diálogo salvífico com Deus. À luz desse encontro único e original de Deus com Maria, celebramos os múltiplos encontros do Senhor com seus seguidores.
- Como Maria, recebemos a visita de Deus, que vem ao nosso encontro, na casa, na cidade, no lugar onde estamos;
- Ele nos convida a nos alegrarmos, pois com sua presença ficamos felizes e daí brota alegria no coração e nos lábios;
- Em Deus cada um se sente agraciado(a); e este encanto nos enche de graça;
- Como Maria, recebemos uma missão exigente. Por isso, o próprio Deus assegura que vai estar conosco, como esteve com Moisés, com os profetas e com os discípulos de Jesus.
- Ao receber as surpresas de Deus, quem não se perturba? Por vezes, a mensagem é tão original, que é preciso pensar muito sobre o seu sentido, até descobrir todo seu alcance.
- Por fim, ressoa no mais íntimo de cada ser humano que busca a Deus e quer colaborar na grande corrente do Bem, o gesto de Maria: ser servidora, deixar a palavra viva moldar sua existência. E assim, engajar-se num grande projeto que a extensão da humanidade e do mundo.
Hoje, com Maria, renovamos nosso SIM a Deus.

Texto: Ir. Afonso Murad
Imagem: Anunciação, Lorenzo di Credi.

sábado, 13 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Introdução à Mariologia

Iniciei um curso de Introdução à Mariologia, em Belo Horizonte. Desta vez, é destinado a jovens candidatos à Vida Religiosa Marista, etapa que se chama “postulantado”. Acontecerá a cada 15 dias, durante hora e meia, em dois semestres.

A Introdução à Mariologia terá um enfoque mais existencial e pastoral. Favorecerá a tematização da experiência, as conexões com outros saberes e a preparação para a Pastoral, sobretudo com crianças e jovens.

Utilizaremos o blog como meio de estudo, partilha e discussão. Caminharemos, ao ritmo do grupo, subindo os três degraus do conhecimento sobre Maria: na Bíblia, na Tradição Viva da Igreja e no culto.
Que interesses e perguntas os participantes trazem consigo?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ladainha a Maria

Serva do Senhor, rogai por nós
Mulher do Sim sempre renovado, rogai por nós
Peregrina na fé, rogai por nós
Amiga de Isabel, rogai por nós
Amada de José, rogai por nós
Coração alegre e sintonizado em Deus, rogai por nós
Profetiza da humanidade nova, rogai por nós

Jovem Mãe em Belém, rogai por nós
Educadora de Jesus, rogai por nós
Discípula do Senhor, rogai por nós
Perseverante no seguimento até a cruz, rogai por nós
Protagonista em Pentecostes, rogai por nós
Iluminada pelo Espírito Santo, rogai por nós
Companheira dos amigos de Jesus, rogai por nós

Mãe da comunidade cristã, rogai por nós
Maria, toda de Deus e tão humana, rogai por nós

(Afonso Murad)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Introdução à Mariologia

Clodovis BOFF, Introdução à mariologia. Petrópolis: Vozes,
Reedição 2009, 125 páginas.

O livro está dividido em três capítulos: Introdução geral à mariologia, Maria no Novo Testamento e Maria no capítulo VIII da Lumen Gentium.
No primeiro capítulo, o autor explana o estudo da mariologia, dos objetivos aos princípios metodológicos, perpassando os principais temas do estudo da mariologia. Aí se mostra a originalidade do pensamento de Clodovis, como teólogo.
O segundo capítulo é o mais extenso. Ocupa, praticamente, a metade do livro. Neste, encontra-se uma síntese da mariologia de cada evangelista.
Mostra a “mariologia a-mariológica” (p. 37) de Marcos, porquanto esse evangelista não dá um relevo especial à figura de Maria. Destaca os evangelistas Mateus e Lucas, que mostram o papel exercido por ela na história da salvação. Indica a relevância do significado de Maria para João como uma “personalidade corporativa” (p. 32).
No terceiro capítulo, o Autor expõe a mariologia do Vaticano II, como se encontra no capítulo VIII da Lumen Gentium, perpassando cada número do documento conciliar em tela. Por fim, após mostrar os enfoques eclesiológico e cristológico dados pelo documento, conclui apontando mais quatro enfoques transversais: histórico-salvífico, bíblico, antropológico e pastoral (p. 119s).
O livro de Clodovis Boff oferece, de acordo com o título, uma ótima introdução ao estudo da mariologia, partindo da Bíblia, em relação dinâmica com a Igreja e o seu magistério.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dizer teu nome, Maria

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a pobreza
compra os olhares de Deus.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a promessa
vem com leite de mulher.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a nossa carne
veste o silêncio do Verbo.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que o Reino chega
caminhando com a história.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer ao pé da cruz
e nas chamas do Espírito.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que todo nome
pode estar cheio de graça.
Dizer teu nome, Maria,
é chamar-te toda Sua,
causa da nossa alegria.
(Dom Pedro Casaldáliga)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009