terça-feira, 8 de setembro de 2009

Maria em Lucas: síntese(2)

(Reproduzo aqui o texto já publicado no mês de março, para facilitar o acesso ao blog para os alunos do ITESP)Lucas apresenta o mais belo e diversificado perfil de Maria na Bíblia. Para o evangelista, o discípulo de Jesus é aquele(a) que ouve seu apelo, segue-o e aprende com ele no caminho (Lc 5,10s; 13,22). Ser aprendiz de Jesus significa também fazer parte de sua comunidade, peregrinar na fé e participar da causa de Jesus, que é o Reino de Deus. O seguidor de Jesus é aquele que “ouve a Palavra de Deus num coração generoso, conserva no coração e frutifica na perseverança” (Lc 8,15: explicação da parábola da semente e dos tipos de terra). Ora, a grande novidade de Lucas é apresentar Maria como a imagem viva do discípulo(a) de Jesus.
Podemos resumir as seguintes características de Maria no terceiro evangelista: a seguidora de Jesus, a peregrina na fé, o sinal da opção de Deus pelos pobres e a mulher contemplada pelo Espírito Santo.

(1) Seguidora de Jesus: Maria realiza as três qualidades básicas do discípulo fiel. Ela acolhe a palavra de Deus com fé (relato da anunciação: Lc 1,28-38), conserva a palavra no coração e a medita, confrontando-a com os fatos (Lc 2,19 e Lc 2,51) e frutifica esta palavra viva; sendo uma pessoa de intensa fé (“feliz de você que acreditou”: Lc 1,40) e a mãe do messias (“bendito é o fruto do teu ventre” em Lc 1,42). Somente Lucas relata a cena da mulher na multidão que grita: “Feliz o ventre que te gerou e o seio que te amamentou”, em claro elogio à maternidade biológica. Mas Jesus lhe responde: “Antes, felizes os ouvem a palavra de Deus e a realizam” (Lc 11,27). Antes de ser uma crítica à Maria, este texto revela sua real importância. A maternidade é conseqüência e expressão de sua fé. Neste sentido também, Lucas refaz a expressão final do (des)encontro de Jesus com os familiares, com a expressão: “Minha mãe e meus irmãos são os que ouvem a Palavra de Deus e a realizam”(Lc 8,21). Há portanto uma prioridade da fé, enquanto adesão à Jesus e à sua causa, sobre o simples fato de ser mãe de Jesus.

(2) Peregrina na fé: Somente Lucas relata as palavras de Simeão a Maria: “Quanto a ti, uma espada transpassará tua alma” (Lc 2,25). Não se trata de uma alusão ao sofrimento de Maria na hora da cruz, pois nos evangelhos sinóticos Jesus morre sozinho e Maria não está incluída entre as mulheres que o observam, de longe. A espada tem um sentido metafórico. Alude a Jesus, que é a palavra-gesto do Pai, conforme Hb 4,12s: "A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes. Julga as disposições e as intenções do coração. E não há criatura oculta à sua presença". Maria, como os outros aprendizes de Jesus, não sabia tudo. Foi fazendo descobertas no correr de seu caminho espiritual. Neste sentido, o relato da perda no templo confirma que Maria e José não entendem naquele momento as palavras e os gestos de Jesus (Lc 2,41-50). Por isso mesmo, ela precisa refletir e buscar o sentido dos fatos. A interpretação nova que Jesus dá à Lei, ao sábado, ao templo e às tradições questionava seus seguidores, trazia conflitos e lhes provocava mudanças na sua visão religiosa. Era uma espada! Maria passou pelo crivo da espada da Palavra, e cresceu com isso.

(3) Sinal da opção de Deus pelos pobres: Lucas é o evangelista que mais desenvolve a dimensão social da Boa Nova de Jesus. Coerente com esta orientação, Maria é apresentada por ele como uma mulher pobre, da desconhecida terra de Nazaré da Galiléia. Jesus nasce num lugar sem recursos e é envolvido em faixas (Lc 2,12). Como são pobres, os pais de Jesus oferecem pássaros no templo, em vez do cordeiro (Lc 2,24). O cântico de Maria, chamado “Magnificat” resume, de forma poética, a proposta de Jesus nas Bem-Aventuranças (Lc 2,46-55 em comparação com Lc 6,20s). Sinaliza, com clareza, que a Boa Nova de Jesus propõe uma mudança nas atitudes das pessoas e nas estruturas sociais. Deus se volta sobretudo para os mais pobres, pois são os que mais necessitam. Sua misericórdia permanece para sempre.

(4) Mulher contemplada pelo Espírito Santo: Em Lucas, Jesus começa a missão recordando a profecia de Isaías: “O Espírito de Deus está sobre mim” (Lc 4,14). É o Espírito que age em Jesus e nos seus seguidores, após pentecostes. Maria é apresentada então como a mulher sobre a qual “a sombra do altíssimo” se estende, para possibilitar a concepção de Jesus. Ela também participa da comunidade que prepara a vinda do Espírito (At 1,14). Portanto, Maria é “contemplada” duplamente pelo Espírito Santo: no nascimento de Jesus e no nascimento da comunidade cristã, após a ressurreição de Jesus.

A partir de Lucas, descobrimos traços originais da figura de Maria. O “sim”, pronunciado com inteireza no início da juventude, se renova no correr da vida. Ela passa por crises e situações desafiadoras, que a fazem crescer e caminhar sempre mais na adesão ao Senhor. Maria nos recorda que Deus escolhe preferencialmente os simples e humildes para iniciar o Reino de Deus, esta recriação da humanidade e dos cosmos. A partir do Magnificat, ouve-se o apelo por novas relações interpessoais, econômicas, políticas, culturais e ecológicas. Maria simboliza o ser humano em construção, aberto a Deus, tocado pelo Espírito Santo, cultivando um coração solidário.
Essas características marianas inspiram atitudes de vida de cada cristão e da Igreja-comunidade. Sentimo-nos chamados a sermos discípulos fiéis de Jesus, ouvindo, acolhendo, guardando no coração e praticando sua Palavra. Renovamos o nosso “sim”, mesmo no meio das crises, pois sabemos que somos “bem-amados de Deus” (Ef 1,6). Alimentamos, como Maria, um coração agradecido a Deus, que O louva por todo o bem que Ele realiza em nosso meio e através de nós. E nos empenhamos pela solidariedade e pela cidadania planetária, construindo uma sociedade mais próxima do projeto de Deus.
Texto: Ir. Afonso Murad

36 comentários:

James MWAURA MBUGUA - ITESP disse...

Indeed God, by the choice which He is pleased to make of a poor virgin, for the accomplishment of the greatest of all mysteries and graces, clearly demonstrates that earthly diadems, dignities, and treasures are of no consideration with Him; and that perfect humility and sanctity alone constitute true greatness.Infact Mary was happier in loving Jesus Christ than in having conceived him and brought him forth,In submission, therefore, to God's will, without any further inquiries, she expresses her assent in these humble but powerful words: "Behold the handmaid of the Lord, be it done to me according to thy word." What faith and confidence does her answer express! What profound humility and perfect obedience!

José Eduardo Naves, CSSR, ITESP disse...

Ao longo da História da Salvação, a figura do anjo sempre aparece trazendo uma mensagem de Deus para o seu povo. É, portanto, um mensageiro de Deus – porta-voz de sua mensagem. Maria também recebeu a visita do anjo trazendo uma vocação, chamado para uma missão.
Alguns traços marcantes, digamos característicos, da personalidade de Maria aparecem neste trecho lucano (Lc 1, 26-56):
a) Simplicidade: Maria, mulher simples, de família pobre, educada na fé de seus pais – Joaquim e Ana -, certamente jamais imaginaria que receberia uma mensagem tão carinhosa e cheia de amor da parte de Deus. Deve ter ficado muito confusa diante das palavras de saudação, sem saber nada do que estava acontecendo. Acredito que a perplexidade tomou conta do seu coração, pois o mistério da Anunciação a levou a esse tipo de reação.
b) Maturidade de fé: A pergunta de Maria ao anjo de como seria sua gravidez revela uma fé madura, consciente. Não uma fé ingênua, que acredita em tudo que aparece e propaga sem indagar nada, mas uma fé questionadora quer saber em que acreditar.
c) Disponibilidade: Com o esclarecimento do anjo e a informação de que Isabel, sua parenta, estava grávida, se colocou inteiramente a serviço do plano de Deus; “Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo sua palavras”. Graças a essa entrega de Maria foi possível acontecer o mistério da Encarnação – “Deus se fez homem e veio morar entre nós”. Como diz Pe. Virgílio, SSP: “Maria, portadora da Vida, que é Cristo, é o retrato da Igreja, Povo de Deus a carregar em seus braços o dom precioso da fé no mesmo Cristo Libertador da humanidade.”
c) Humildade: A atitude de humildade de Maria após o anúncio causa qualquer uma admiração ímpar. Qualquer outra mulher sairia gritando aos quatro cantos em alto e bom som a escolha que recebera de Deus. Diria: estão vendo, eu fui a escolhida para ser a mãe do Filho de Deus! Sou melhor do que todas vocês. Não. Como sempre fazia diante dos mistérios ou fatos importantes, ficou calada, guardando essa graça para si mesma, a graça da maternidade divina. Deixando Deus agir livremente em sua vida.
Vida, Maria constitui um dos elementos de sua grande humildade. A Palavra de Deus se fez carne e habitou em berço esplêndido, não no sentido material, mas no sentido humano.
A vida de Maria se pautou por uma visão de fé muito forte. Percebia nas palavras, nos fatos e na vida sempre os sinais dos tempos.
Era uma mulher simples, pobre, mas com uma pobreza de espírito que saltava aos alhos. Sempre esteve ao lado das coisas de Deus e disponível para socorrer os necessitados. É exemplo de discípulo, de missionário e de serviço ao próximo.
Profetismo
Na proclamação do “Magnificat”, Maria, de maneira firme e corajosa, assume as dores e sofrimentos de seu povo, denunciando a arrogância dos poderosos e suas atitudes injustas, opressoras e excludentes. Mulher da oração, do silêncio, da contemplação, mas também da ação construtora do Reino de Deus.

Denis Mwenda ITESP disse...

To speak of Mary in the first place, is the starting point of knowing who Jesus Christ is. When we talk of Mary, it is impossible of referring of her without mentioning the various steps of life that Jesus passed. That why we see that in the Gospel of Luke, there is a lot of emphasis of the infancy of Jesus as compared to the Gospel of John. It is through this that we will understand clearly her role not only as a real mother of Christ but also as the first disciple who dedicates her life in following her son in his mission.

SOARES, Adimilson de Souza - ITESP disse...

Para mim, foi um importante aprendizado quando em nossos entendi que Lucas faz uma bela apresentação de Maria, pois em seu evangelho, ela adquire o perfil de seguidora de Jesus, de peregrina na fé, de sinal da opção de Deus pelos pobres e por fim de mulher contemplada pelo Espírito Santo. Estas constatações confirmam a importância da participação de Maria na causa de Jesus, que é o Reino de Deus, por meio da qual Maria torna-se exemplo de um discipulado constituído pela escuta generosa cheia de esperança, cujos frutos são a realização da Palavra e da vontade de Deus. Sendo assim, Maria é também reveladora da face feminina de Deus para o mundo, a fim de construir uma sociedade mais sensível para dizer abertamente um sim à vida e à vida em abundancia.

Edilei Rosa Silva - ITESP disse...

Para uma melhor compreensão do Reino de Deus ao longo da história da humanidade, alguns personagens se destacam, por sua fé e adesão a Boa Nova. Dentre eles, nos deparamos com amável e respeitada pessoa de Maria, mãe de Jesus. A figura de Maria merece destaque, não simplesmente, por ser ela a escolhida para ser a Mãe do messias, mas necessariamente, por ser discípulo(a) fiel de Cristo. Na Bíblia, segundo o Evangelho de Marcos, seu discipulado é devido o seguimento ao convite de Jesus. Ela ouve a Palavra semeada por Deus e acolhe em seu coração, não desperdiça o oposto, ainda que com medo, mas confiante no Senhor, mantém a Palavra viva. Guardou e selou a Palavra, que por conseqüência e, como o terreno (coração) era de excelente qualidade, produziu muitos frutos. Visto que Maria não sabia de tudo, atuou como aprendiz do Senhor. Foi no seguimento exigente de Jesus, caminhando á luz da Fé e inclusa aos pobres, que percebemos a figura de Maria no evangelista Lucas. Independente da religião, mas procurando com fidelidade entender a verdadeira mensagem de Deus, nos reportamos às palavras de Jesus e rezamos sonhando com um mundo mais fraterno, onde “Minha mãe e meus irmãos são os que ouvem a Palavra de Deus e a realizam”(Lc 8,21).

Wesley - ITESP disse...

Lucas nos ajuda a olhar a figura de Maria como discípula, antes de ser Mãe Maria é aquela que se coloca no caminho do seguimento e está atenta aos ensinamentos e ao projeto do Pai anunciado por Jesus. A atitude de escuta atenta e do discernimento produz em nós bons frutos, são os passos do seguimento. Ela não se coloca resistente à palavra, mas se deixa modelar e conduzir fazendo de sua vida uma escola de fé. Como discípula fiel Maria faz opção por aqueles e aquelas que são os preferidos do Reino, os pobres, ela a mulher pobre de Nazaré reconhece a generosidade de Deus que realiza grandes favores em favor de seu povo em sua pequenez e por isso não permanece estática, mas se coloca em movimento, a caminho daqueles que necessitam experimentar a presença de Deus.

Joyce Baxter - Centro Loyola disse...

Eu gostaria de colocar aqui minha opinião. Vou fazer isso amanhã.

JEAN PAUL KOMI SIKPE, Aluno de ITESP disse...

Depois ler esse reflexão sobre Maria em Lucas, pode perceber a grandeza de Maria na história de salvação. Agora, o que podemos ver nessa discípula que sabe guardar as coisas. Aqui esta uma reflexão minha cujo titulo é:
METRÔ – BOULOT – DODÔ.
Nosso mundo está com uma velocidade letal. Para poder ganhar bem você precisa trabalhar bastante. A lógica de pensamento moderno é ignorar a pessoa, visando só o lucro. Essa trilogia Metrô-Boulot-Dodo é uma maneira de descrever a vida do trabalhador e da trabalhadora de nosso tempo. Metrô, para ir ao serviço (Boulot) de madrugada. Dodô, quando chega a casa para dormir a noite. Não tem tempo para refletir sobre os fatos da vida. O trabalhador ou a trabalhadora não pode fazer nada em quanto não consulte sua agenda. A vida vira uma frustração. Mesmo com as recompensas de trabalho (salário) o trabalhador ou a trabalhadora não tem paz interior.
Há um ditado que fala assim “no silêncio encontra-se duas pessoas: Deus e Eu”. Para fazer silencio é preciso saber guardar. Guardar nesse caso é saber falar, dar noticias. O exercício da meditação nos ajude a chegar nessa caminhada de silêncio. Fazer silêncio é saber guardar no coração.
Na perspectiva de lutar contra a correria da vida, Lucas nos mostra uma pessoa que sabe guardar a palavra no coração para poder discernir e fazer uso quando precisa. Descobrir o sentido dos acontecimentos é sinal da maturidade. Duas vezes Lucas colocou Maria a Mãe de Jesus como modela (Lc 2,19; 51). Podemos pedir ao Senhor uma memória da fé para saber receber as mudanças de cada dia. Assim Maria deve ser sinal verde na nossa vida aqui na terra

JEAN PAUL KOMI SIKPE, aluno de ITESP (São Paulo)

Maria Lúcia disse...

Sou uma humilde devota de Maria. Fiquei feliz por ter encontado este site, com textos que nos levam a um conhecimento amplo em torno de nossa Mãe do céu.
Obrigada.

Francisco de Assis - Itesp disse...

“Quem é esta que avança como aurora, terrível como exército em campo de batalha..”
“Perfeito é quem te criou se o Criador te coroou te coroamos ó mãe nossa Rainha...”

Alguns cantos de nossas celebrações estão sempre mostrando Maria como Rainha, onipotente, toda poderosa mulher longe da realidade do seu povo.
Acredito que estes títulos muitas vezes ficam fora de lugar, pois Maria a mãe de Jesus foi uma mulher simples como as outras de sua época. Ela entrou na história pela sua simplicidade e pela sua obediência, se colocando como aquela que serve. Como está escrito no Evangelho de Lucas 1, 37. “ Eis aqui a escrava do Senhor. Faça – se em mim segundo a tua Palavra”.
Como serva ela vai servir a sua prima Isabel. Esta soube melhor duque ninguém amar a Deus e ao irmãos.

Francisco de Assis - Itesp disse...

Maria, mãe do sim, teu exemplo deve ser o exemplo para todos nós.
Teu exemplo me admira porque arriscaste tua vida no seguimento total a teu filho. Me admira porque não visastes os teus próprios interesses e sim o de toda a humanidade na escuta e pratica da palavra.

Francisco de Assis - Itesp disse...

Maria mulher missionaria que sai do seu mundo para encontra – se com aquela que estava necessitando, encontra-se com sua prima Isabel, que era de idade avançada e estava gravida. No encontro dessas duas mulheres acontece o encontro de duas gerações. Uma iniciando a vida e a outra idosa. Uma gravida de Jesus o filho de Deus e a outra gravida de João Batista, o precursor. Uma jovem mulher agiu com muita maturidade, rompe os preconceitos de seu tempo e colabora com o projeto de Deus, na doação total.

Boniface Issaka, ITESP disse...

The Mary´s image throughout the gospels has something relevant to teach all practicing Catholics, more especially, her humility in accepting God´s salvation plan for all humanity. In the first place, Mary represents all women in the patriarchal Palestinian society. In societies of this kind, women are relegated to the backyard; implying children, lepers and the sick in general were absolutely marginalised. As the saying goes; “God writes on crooked lines”, chose Mary, an ordinary woman as his handmaid and as a channel of restoring the broken covenant with the human race. She didn´t merely accept God´s message, but pondered over it; that involves hearing, listening and contemplation. The act of hearing demands attention and sometimes due to distraction, the second person sometimes looses concentration. On the other hand, the act of listening to someone, transmitting a goodwill message demands constant and active participation. Mary did not only hear the Message transmitted by the angel Gabriel but LISTENED and pondered every detail of it in her heart – contemplation. Mary´s “YES” to God´s will was a difficult process. First of all being a poor country lady and how could God favour the marginalise to the detriment of the powerful? In the magnificat, it is crystal clear that, there existed interpersonal relations in the Jewish community between the powerful and the marginalised. The figure of Mary, reminds us of God´s unconditional love for the poor and the marginalised.We are all invited to imitate the Mary´s example to listening and contemplating on God´s will for us.

Boniface Issaka, ITESP disse...

Mary´s image throughout the gospels has something relevant to teach all practicing Catholics, more especially, her humility in accepting God´s salvation plan for all humanity. In the first place, Mary represents all women in the patriarchal Palestinian society. In societies of this kind, women are relegated to the backyard; implying children, lepers and the sick in general were absolutely marginalised. As the saying goes; “God writes on crooked lines”, chose Mary, an ordinary woman as his handmaid and as a channel of restoring the broken covenant with the human race. She didn´t merely accept God´s message, but pondered over it; that involves hearing, listening and contemplation. The act of hearing demands attention and sometimes due to distraction, the second person sometimes looses concentration. On the other hand, the act of listening to someone, transmitting a goodwill message demands constant and active participation. Mary did not only hear the Message transmitted by the angel Gabriel but LISTENED and pondered every detail of it in her heart – contemplation. Mary´s “YES” to God´s will was a difficult process. First of all being a poor country lady and how could God favour the marginalise to the detriment of the powerful? In the magnificat, it is crystal clear that, there existed interpersonal relations in the Jewish community between the powerful and the marginalised. The figure of Mary, reminds us of God´s unconditional love for the poor and the marginalised.We are all invited to imitate the Mary´s example to listening and contemplating on God´s will for us.

Telles Ramon - ITESP disse...

Muito me fascina o modelo e exemplo de Maria a partir do discipulado como nos apresenta Lucas em seu Evangelho. Acredito ser uma original e digna a figura de Maria como aquela que nos aponta para o Mestre Jesus e a qual se faz caminhante conosco no seguimento dos passos de seu Filho.
Ser verdadeiramente discípulo (a) requer ter muita humildade e disponibilidade de desfazer-se de si mesmo para acolher, compreender, se relacionar com o Mestre num caminho de amor e aprendizagem, como fez Maria. Está é uma característica de Maria, mulher simples, que mostra para os cristãos e cristãs de todos os tempos que se precisa ter coragem e perseverança para caminhar com Jesus e acolher sua proposta.
Como em Lucas nos foi apresentada a figura de Maria como a que ouve a Palavra, guarda e medita no coração e responde com frutos de perseverança e sensibilidade, isso se torna um grande ensinamento para a Igreja que quer ser consciente de sua vocação enquanto comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus no mundo de hoje e de amanhã.
Que Maria, nossa mãe, sempre nos ensine como ser discípulos humildes e fiéis ao chamado do Mestre Jesus!

Jean Dickson Saint-Claire, ITESP disse...

Professeur, Murad, je tiens à vous féliciter, avant tout, pour ce beau texte que vous avez donné aux lecteurs sur Marie dans l’évangile selon Luc.
Aujourd’hui, nous vivons dans une société ou le rôle de la femme est strictement lié au sexe. C’est-à-dire, la femme subit toujours du machisme, les hommes les regardent comme la possibilité de satisfaire leur besoin. Notre société, aussi, a une culture d’agitation, c’est difficile de garder silence, de contempler, de méditer, d’entrer dans le tréfonds du coeur pour voir toutes les richesses que le Bom Dieu nous a déposées. Voilá pourquoi, je pense que Luc nous a donné une opportunité pour apprendre à l’exemple de la Vierge Marie à écouter, méditer la parole de Dieu dans notre vie. Marie est celle qui a pu écouter et mettre en pratique cette parole. Grâce à la Vierge, nous savons ce que veut dire: se mettre à l’école du Christ. Marie en Luc, c’est la vraie disciple, celle qui sait écouter, méditer, et faire la volonté du maître. Savons-nous écouter, faire silence, chercher à comprendre quand tout nous paraît obscur? L’internet, la rapide communication, la télévision, tous les moyens qu’offre la nouvelle technologie de pointe, aujourd’hui, nous laissent pas de dialoguer dans le silence avec notre Seigneur. Marie, dans cette évangile, est l’exemple de ce que vous devrions être, aujourd’hui, au non de notre foi.
Encore une fois, professeur Mudad, mercie pour le texte et le message qui em découle.

Leonardo Calazans dos Santos disse...

Maria em Lucas
Ao fazer uma reflexão deste evangelho em perspectiva mariana, passamos construir novos conceitos a respeito da mãe de Jesus. Pela imagem mais comum passada sobre Maria fez com que não enxergássemos a sua riqueza como mulher, porque se realizava uma leitura deturpada de que o evangelista queria dizer à comunidade .
Ela se pôs a caminho de discípula daquele que deveria ser seu dependente, pois era seu filho o mestre. Maria rompeu com uma cultura que lhe dava toda segurança e optou por um caminho arriscado, mas pela fé seria o novo caminho marcado por fraternidade e justiça aos famintos e aflitos. No canto do Magnificat percebe-se a nova postura social assumida por Maria através do seguimento de Jesus. Seguindo a perspectiva lucana percebemos que a humildade é a virtude dos fortes que reconhecem suas qualidades e se põem a serviço da comunidade. O humilde também é aquele que reconhece que tudo aquilo que possui é dom de Deus. Maria foi bem-aventurada, pois sua compreensão fez com que rompesse com as estruturas sociais rígidas e se abrir a esta nova compreensão de humildade.
Em Lucas, ela é mulher forte. Ela assume o discipulado de Jesus e segue na insegurança, porém confiante que o novo caminho é a realização plena da vontade de Deus: justiça aos que são oprimidos, aproximação do coração de Deus aos mais miseráveis, distribuição fraterna dos bens necessários para uma vida humana digna, a promessa universal do Ano da Graça.
Com Lucas Maria se torna mais humana. Ela é percebida como nossa irmã. Como nós hoje temos que tomar uma decisão radical diante dos conflitos atuais, ela também tomou sua decisão diante de uma espada de dor que transpassou seu coração, ou seja, provocou sofrimento em toda sua existência. Uma decisão que pode fazer perder amigos e até separação dos próprios familiares em prol da misericórdia dos mais necessitados.
Leonardo Calazans dos Santos – 3º ano de teologia (ITESP)

José Roberto Pessanha - ITESP disse...

Querido/a admirador/a de Nossa Senhora! É com imensa alegria em meu coração que digo a você: “Maria ouve a palavra de Deus com fé, guarda no coração e a põe em prática.” Se queremos ser de fato um autêntico discípulo e seguidor de Jesus é necessário que tenhamos ouvidos abertos para ouvir a palavra de Deus, conservá-la no coração e dar frutos. Nesse sentido, percebemos que a importância de Maria não reside somente em ser mãe de Jesus, mas, sobretudo, em ser discípula e seguidora. Portanto, acreditamos que a felicidade de Maria é saber guardar as coisas no coração para servir melhor. Por cultivar as coisas no coração, Maria se torna bendita entre todas as mulheres (Lc 1, 26-45).

Haroldo Moreira/ITESP disse...

Sou do interior de minas onde a religiosidade popular é muito forte. Na minha infância fui marianinho, depois me tornei congregado mariano. Toda espiritualidade era transmitida dos mais velhos para os mais novos, sem fundamentação bíblica, somente pela fé viva e simples de um povo simples. Algumas dúvidas e questionamentos apareciam, mas eram colocados de lado; e a nossa Maria continuava sempre muito espiritualizada. Estudar Maria em Lucas e perceber dentre outras coisas que Maria é aquela que se coloca a caminho assim como nós e que busca sempre fazer a vontade de Deus; e que também passou por dificuldades, assim como nós passamos. Perceber este lado humano de Maria; faz-nos mais próximos dela e nos tornamos mais filhos.

Francisco Oliveira , O. de M. - ITESP disse...

Francisco Oliveira,O. de M.- ITESP

Se reconhecemos a importância do Pentecostes para o cristianismo, quando o Espírito Santo, o Paráclito, o prometido do Pai, veio sobre os apóstolos, amedrontados e escondidos por medo dos judeus e infundiu-lhes um novo vigor e uma paresia (cf. At 2,1-47),ainda mais teremos motivos de considerar Maria como Bem-Aventurada segundo o próprio cântico do Magnificat, pois é nela que se dá a primeira experiência do Pentecostes no Novo Testamento. “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra.” (Luc 1,35b) A simples saudação de Maria a sua prima Isabel, narra o evangelista Lucas, a deixa cheia do Espírito Santo. Desta forma, ensina a Igreja: “O Espírito Santo preparou Maria com a sua graça. Convinha que fosse ‘cheia de graça’ a mãe daquele em que ‘habita corporalmente a Plenitude da Divindade’ (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso.” (Catecismo da Igreja Católica Nº 722).Que Maria nos abençõe!

franckpiaui@hotmail.com disse...

FRANCISCO OLIVEIRA,O.de M. - ITESP
MARIA SERVA FIEL....

Ao longo desses estudos sobre Maria em Lucas pude perceber e a admirar a figura de Maria.Maria foi um forte exemplo de humildade e serviço;Maria deu uma grande contribuição no plano da salvação.
Lucas nos mostra uma Maria bem humana,porém,inebriada da graça e do Espírito Santo.

Francisco Oliveira,O. de M. - ITESP disse...

Francisco Oliveira, O. de M.- ITESP
MARIA MÃE...
Após refletir sobre Maria em Lucas, foi possível uma maior compreensão sobre o verdadeiro valor e a importância de Maria no plano da criação.Lucas nos leva a ver uma Maria centrada, de pés no chão, um pouco da Maria que estamos acostumados ouvir falar por autores de diversa nacionalidades.Já estamos quase ao final deste curso,mas muitas coisas nos possibilitaram exergar a respeito de Maria Mãe de Deus...

Marcelo de Jesus - ITESP disse...

O Dogma da Assunção de Maria talvez não seja difícil de compreender, o complicado na vida pastoral é dar uma explicação para o nosso povo. A ideia que se tem é que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma, e daí? Isso é o que o nosso povo sabe. Agora fica muito clara a explicação da Assunção de Maria quando levamos em consideração que sua Assunção deve ser compreendida a partir da ressurreição de Jesus. Assim Maria foi ressuscitada, glorificada por inteiro, tudo foi transformado em seu corpo. É o que vai acontecer com o nosso corpo após a nossa morte, seremos glorificados e veremos como Ele realmente é assim diz a Sagrada Escritura. Maria já participa da glória de Deus, assim um dia nós participaremos, pela sua intercessão, quando for chegada a nossa hora.

CARLOS ITESP disse...

Na verdade que há muita coisa bonita para falar da figura de Maria, mais gostaria de resgatar a palavra ALEGRA-TE.
O evangelho de Lucas irradia alegria da salvação, esta alegria flui da confiança no amor e na misericórdia de Deus, ele nos manifesta uma nova faze da encarnação. É no anúncio do nascimento que vem esta grande alegria, porém esta palavra nos diz muito hoje...quantos nascimentos que em vez de alegria trazem tristezas, quantas mulheres e famílias que esquecem este belo sentimento. Na verdade cada dia podemos ver muitas pessoas que não vivem mais a vida alegremente, pois perderam esta vontade de viver. Oxalá que como o evangelho de Lucas que inicia com a alegria do nascimento de João Batista e de Jesus, e termina com os discípulos voltando de Jerusalém, cheios de alegria após a ascensão de Jesus (24,52), nós possamos irradiar esta alegria plenamente com aqueles que estão ao nosso lado

Marcio S. Passador disse...

O magnificat é o canto de alegria e de esperança dos pobres do Senhor. Deus quer sempre a vida das suas criaturas, e a vida não entendida como mera sobrevivência, mas como plenitude e dinamismo de ser. Maria tinha uma sensibilidade de escuta e estava atenta à voz de Deus e aos clamores do povo oprimido. Ela era a mulher da verdadeira fidelidade. Assim sendo, Maria é exemplo de discípula fiel ao projeto do Pai.

TI disse...

Diante de tantos obstáculos, superados ou não, me deparo logo com a figura de uma Mulher que no decorrer da história, se mostra não como Aquela que tem o poder, por ter trazido em seu ventre o Salvador, mas como aquela que nos mostra o caminho a seguir diante das dificuldades de nossa caminhada, Lucas mostra uma senhora que sabe responder ao projeto do Pai, e isso se deu através de toda a sua simplicidade, simplicidade esta que no limita compreender termos teológicos, se é ou se foi, se permanece Virgem ou não. Apesar de nossas limitações humanas, vemos bem claro o exemplo da verdadeira Discípula do amor do Pai, assim sendo, não podemos diante de tantos fatos questionar ou até mesmo colocar em prova sua Ascensão, sua virgindade, devemos ter claro em nossa mente e em nosso coração que Ela sempre será a Mulher escolhida para cumprir os desígnios de Nosso Senhor, “Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45), que possamos nos deixar ser abrasados por este amor que gera do Pai, que vem através do Filho, gerado no ventre de Maria, que por sua vez nos ensina a receber a Boa Nova de uma forma alegre e exultante, e nos ensina a sermos também verdadeiros discípulos deste Reino instaurado aqui na terra.


TIAGO - ITESP - o DIOCESANO

Vagner - ITESP disse...

Doze anos: idade da maturidade, obrigação de observar a Torah, a lei de Moisés.
A história se processa dentro do mistério da Encarnação onde Jesus vai aprendendo a viver a vida humana. Maria também aos poucos, vai discernindo a Vontade de Deus.
O que o Evangelista deseja aqui é inculcar uma antecipação do Tríduo Pascal (três dias)
O verbo “buscar” (procurar) aparece quatro vezes, é uma busca angustiante. Maria e José vivem a sorte de encontrá-lo, mas ao mesmo tempo o temor de perdê-lo.
Jesus chama seus pais a um processo de “conversão” – aceitar a verdadeira identidade daquele que deve estar a serviço das coisas de seu Pai.
Maria não compreendeu e guardava tudo em seu coração: atitude de silêncio, de contemplação diante do Mistério maior. Mistério da presença de Deus no limite humano.
Maria aprende a ler os fatos, acolhe-os, interioriza-os meditando em seu coração.
Somente Maria estava em condições, após a ressurreição de meditar em seu coração, tudo o que havia acontecido. Ou seja, somente após a ressurreição, diante das maravilhas da Igreja nascente, é que Maria podia fazer uma releitura de tudo o que tinha acontecido com Jesus, na sua Infância, Morte e Ressurreição.
Dentre os membros da Igreja apostólica, somente Maria fora protagonista singular e imediata da Encarnação do Filho de Deus.
Viver o discipulado é um caminho árduo de busca, encontro, desencontros, interiorização, perda, angústia, incompreensões, alegria, admiração, profetismo. Maria percorreu este caminho, ela é referencial para nós hoje.

Décio P. Bezerra - ITESP - 3ºANO disse...

Esse artigo é muito denso e traz esclarecimentos de forma profunda e de fácil entendimento. A tríade Lucana atribuída a um perfeito discipulado – Ouvir a Palavra, guardá-la e dar frutos – tem em Maria seu maior exemplo. Tanto que, para o evangelista, a grande importância de Maria, maior até mesmo que ser a mãe de Jesus, é ser uma perfeita discípula. Ela nos é um modelo por ter sido peregrina na fé, muitas vezes não entendendo bem o que seu filho queria ensinar, mas guardando todas as palavras no coração; em outros momentos tendo que romper com os tradicionais laços familiares judaicos – isso gerou sofrimento e dor: era a espada da Palavra que penetrava em seus coração (cf. Lc 2,41-51).
Outro traço importante destacado por Lucas é a escolha de Maria ser a opção de Deus pelos pobres. Maria canta com os pobres (cf. Lc. 1,49-55) a realização das promessas de Jesus (cf. Lc 6,20-26): é o grito profético para a transformação das pessoas e da estrutura.
Por fim, sabendo que não poderia esgotar tão rico assunto, encerro recordando que Maria foi muito agraciada por Deus e por isso muito mais teve que responder ao projeto do Reino, muito mais teve que lutar! O Espírito que a ungiu e fecundou, também a protegeu cobrindo-a com a sua sombra. Ela que esteve presente no nascimento de Jesus e no nascimento da comunidade cristã, após a ressurreição de Jesus, torna-se nossa companheira na fé, esperança e caridade!

macielpazevedo disse...

Lucas matiza os traços da figura de Maria e mostra que o importante, não é o ser a mãe de Jesus, mas ser uma mulher de fé que acolhe a Palavra de Deus e a concretiza. A condição para ser discípulo de Jesus acontece a partir de três palavras chaves: ouvir; guardar e frutificar. Com efeito, é dessa maneira que encontraremos Maria nesse Evangelho, isto é, aquela que ouve com alegria o chamado (alegra-te ó cheia de graças) e responde “sim”, nesse ato une liberdade com a vontade, arriscando-se nas mãos de Deus. Maria se transforma na primeira discípula cristã. Ela é também convidada a guardar a Palavra no coração, buscando sentido nos acontecimentos e se preparando para o que vai acontecer, e dando bons frutos.
Maria torna-se peregrina na fé, pois, desde jovem, a partir do sim dado a Deus iniciou uma travessia, que não sabia com detalhe aonde iria levá-la. Teve papel importante na educação de Jesus, em contrapartida, despojou de seu poder de mãe para se tornar discípula dele.
Maria foi uma mulher pobre (sinal da preferência de Deus pelos pobres), mas não miserável. Teve um coração aberto para Deus; veio de Nazaré, também pertenceu a uma multidão anônima, e não à família sacerdotal, não foi rica nem poderosa. Mas sua atitude qualificadora é a fé perseverante, a entrega nas mãos de Deus. No Magnificat ela apresenta-se como uma mulher toda de Deus e com consciência da história, da luta e esperança de seu povo.
Maria também é a mulher iluminada pelo Espírito; isto é, ela está presente nos três ciclos da trajetória Lucana que traz a presença motivadora do Espírito Santo, sendo contemplada por Ele. Tornou-se a mãe do Salvador por sua ação criadora. Há uma relação clara da ação do Espírito na Anunciação como dois momentos-chave na missão de Jesus: o batismo, e a transfiguração, nos quais o Pai revela a identidade de filho. Contudo, o Espírito age em Maria não somente no processo de encarnação do filho de Deus, mas também na sua fé, dando-lhe força para acolher o mistério divino, fazer-se serva e peregrinar como discípula do Senhor.

Ricardo Geraldo de Carvalho, CSsR. - ITESP disse...

Quando refletimos sobre a pessoa de Maria, encontramos uma jovem que apresentava, como algum de seus traços de personalidade, a audácia em auscultar a palavra de Deus e possibilitar, para essa palavra, a fecundidade de um coração sensível à desesperança de outrem.
Pois bem, Maria é considerada perfeita discípula, porque ela faz jus à afirmação de seu Filho Jesus, o qual proferia: “minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 8,21).
Os textos contidos no Evangelho de Lucas aludem que o sim expressado com tanta inteireza no início da juventude de Maria é reafirmado por ela no decorrer de sua vida. Experiências desafiadoras que chegam a níveis desumanos, como quando Simeão profetisa que uma espada transpassará o coração repleto de Amor daquela pobre mãe (Lc 2,35).
Elementos com tão grande envergadura confirmam para nós Maria como mulher peregrina na Fé, capaz de desinstalar-se em prol da construção do Reino de Deus, não se tornando uma pessoa monolítica, ensimesmada.
Sentimo-nos, pois, motivados a unirmos a Deus em sua opção preferencial pelos pobres, seguindo o exemplo de Maria mediante a rara liberdade de consciência demonstrada por ela perante aos apelos da sociedade de seu tempo.
Portanto, ao contemplarmos o cântico de Maria, denominado Magnificat (Lc 1,46-55), somos chamados a viver radical e profeticamente o sonho de IAWEH, o qual funda-se na solidariedade que transcende os ditames da raça, do gênero, da cultura e da religiosidade entre os seres humanos.

Antonio Franciscano disse...

Vou colocar meu comentário hoje mesmo.

antonio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Antônio - Gestão Pastoral - ISTA disse...

Um artigo interessante, que reforça a discussão da sala de aula, sobre Maria discípula, seguidora de seu filho. Nos dias atuais temos um grande devocionismo que apresenta Maria somente como a mãe de Jesus, a intercessora, como se sua grandeza estivesse ligada a isso. Esse artigo nos motiva a trabalhar junto ao povo as quatro perspectivas apresentadas: Maria seguidora de Jesus, peregrina na fé, sinal da opção de Deus pelos pobres e mulher contemplada pelo Espírito.
É muito forte vermos em Maria o exemplo daquela que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, e muito importante pra mim, perceber nessa mulher alguém que percorreu um caminho de crescimento na fé. Maria não nasceu pronta.
Maria de Nazaré nos ajuda a compreender o que realmente é ser discípulo de Jesus e a nos colocar no caminho do seguimento.

Ailto Gonçalves Ferreira disse...

Acredito que Maria no Evangelho de Lucas deixa para cada um de nós um grande exemplo de humanidade, amor, serviço, oração e fé. Sem nenhuma certeza do que estava acontecendo, ela soube acolher a palavra de Deus, escutou, guardou no seu coração e colocou em prática. Fica-nos muito claro que Maria longe de ser uma mulher privilegiada, ela realizou uma caminhada de fé. Embora tenha sido posta a prova, podemos observar que ela viveu todo o mistério sem pedir provas, ao contrário, deixou-se guiar pela fé e acreditou mesmo parecendo impossível o que lhe havia sido anunciado. Pelo seu SIM, a existência de Maria foi transformada da maneira mais radical que se possa imaginar.
Que voltemos nosso olhar para Maria e, mais que isso, que possamos seguir a Jesus sendo verdadeiros e perfeitos discípulos dele, assim como ela foi.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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