terça-feira, 2 de março de 2010

Introdução à Mariologia

Iniciei um curso de Introdução à Mariologia, em Belo Horizonte. Desta vez, é destinado a jovens candidatos à Vida Religiosa Marista, etapa que se chama “postulantado”. Acontecerá a cada 15 dias, durante hora e meia, em dois semestres.

A Introdução à Mariologia terá um enfoque mais existencial e pastoral. Favorecerá a tematização da experiência, as conexões com outros saberes e a preparação para a Pastoral, sobretudo com crianças e jovens.

Utilizaremos o blog como meio de estudo, partilha e discussão. Caminharemos, ao ritmo do grupo, subindo os três degraus do conhecimento sobre Maria: na Bíblia, na Tradição Viva da Igreja e no culto.
Que interesses e perguntas os participantes trazem consigo?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ladainha a Maria

Serva do Senhor, rogai por nós
Mulher do Sim sempre renovado, rogai por nós
Peregrina na fé, rogai por nós
Amiga de Isabel, rogai por nós
Amada de José, rogai por nós
Coração alegre e sintonizado em Deus, rogai por nós
Profetiza da humanidade nova, rogai por nós

Jovem Mãe em Belém, rogai por nós
Educadora de Jesus, rogai por nós
Discípula do Senhor, rogai por nós
Perseverante no seguimento até a cruz, rogai por nós
Protagonista em Pentecostes, rogai por nós
Iluminada pelo Espírito Santo, rogai por nós
Companheira dos amigos de Jesus, rogai por nós

Mãe da comunidade cristã, rogai por nós
Maria, toda de Deus e tão humana, rogai por nós

(Afonso Murad)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Introdução à Mariologia

Clodovis BOFF, Introdução à mariologia. Petrópolis: Vozes,
Reedição 2009, 125 páginas.

O livro está dividido em três capítulos: Introdução geral à mariologia, Maria no Novo Testamento e Maria no capítulo VIII da Lumen Gentium.
No primeiro capítulo, o autor explana o estudo da mariologia, dos objetivos aos princípios metodológicos, perpassando os principais temas do estudo da mariologia. Aí se mostra a originalidade do pensamento de Clodovis, como teólogo.
O segundo capítulo é o mais extenso. Ocupa, praticamente, a metade do livro. Neste, encontra-se uma síntese da mariologia de cada evangelista.
Mostra a “mariologia a-mariológica” (p. 37) de Marcos, porquanto esse evangelista não dá um relevo especial à figura de Maria. Destaca os evangelistas Mateus e Lucas, que mostram o papel exercido por ela na história da salvação. Indica a relevância do significado de Maria para João como uma “personalidade corporativa” (p. 32).
No terceiro capítulo, o Autor expõe a mariologia do Vaticano II, como se encontra no capítulo VIII da Lumen Gentium, perpassando cada número do documento conciliar em tela. Por fim, após mostrar os enfoques eclesiológico e cristológico dados pelo documento, conclui apontando mais quatro enfoques transversais: histórico-salvífico, bíblico, antropológico e pastoral (p. 119s).
O livro de Clodovis Boff oferece, de acordo com o título, uma ótima introdução ao estudo da mariologia, partindo da Bíblia, em relação dinâmica com a Igreja e o seu magistério.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dizer teu nome, Maria

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a pobreza
compra os olhares de Deus.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a promessa
vem com leite de mulher.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a nossa carne
veste o silêncio do Verbo.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que o Reino chega
caminhando com a história.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer ao pé da cruz
e nas chamas do Espírito.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que todo nome
pode estar cheio de graça.
Dizer teu nome, Maria,
é chamar-te toda Sua,
causa da nossa alegria.
(Dom Pedro Casaldáliga)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Maria e o mistério do Natal

Neste tempo de Natal, partilho com você uns versos deste belo hino de Dom Pedro Casaldáliga

Dizer teu nome, Maria,
É dizer que nossa carne veste o silêncio do Verbo.

Dizer teu nome, Maria,
É dizer que o Reino
vem caminhando com a história.

Dizer teu nome, Maria,
É dizer que todo nome
pode estar cheio de Graça.

Dizer teu nome, Maria,
É dizer-te Toda Sua,
Causa de Nossa Alegria.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Minhas impressões sobre o curso de mariologia

Texto de ELISA ESTHER, estudante do terceiro ano de teologia no ITESP, São Paulo:
Para mim, o curso de mariologia foi muito gratificante, e sinto que adquiri outra experiência e novas descobertas em relação à pessoa de Maria na Sagrada Escritura, na história do cristianismo e seu papel na Igreja e na vida do povo de Deus. Sempre no início de um curso existem algumas curiosidades, de fazer algumas perguntas e isto serviu como primeira dinâmica que o professor usou para despertar as nossas perspectivas em relação à mariologia.
Durante o semestre percorremos um caminho dentro da história para contemplar profundamente a pessoa de Maria no mistério da salvação, bem como as contradições e questionamentos quanto às devoções Marianas, como aconteceu na Reforma Protestante. Para Igreja isto significou um tempo novo para perceber o lugar da mãe de Jesus na Igreja.
Vimos também que Deus revelou em Maria o verdadeiro amor (Trindade) que ele tem com o ser humano. Maria, acolhendo o verbo, abriu um novo caminho para todos aqueles(as) que buscam de coração sincero viver os valores de uma vida autentica, pautada na escuta e na acolhida da palavra de Deus (Lc 1,26-40). Maria ensina-nos a ser peregrinas (os) na fé, na história, sendo nova família com todos em Jesus (Mc 3,31-35), fazendo a sua vontade.
O professor nos ajudou a conhecer melhor o surgimento das devoções populares dentro da Igreja. Elas surgem como expressão cultural, livres, criadas e sustentadas pelo povo e por todos(as) que sentem uma identificação especial com a pessoa de Maria, dentro de sua experiência de fé.
O Concilio Vaticano II apresentou Maria de maneira equilibrada, criticando os exageros. Maria é mãe e companheira, serva, peregrina e mestra. No documento de Aparecida percebemos o mesmo espirito, ao afirmar como Ela está presente na vida dos nossos povos, que na América Latina Maria é a pedagoga na fé e na caminhada do povo.
Em suma, para mim é um novo começo, no campo pastoral bem como refazendo a própria compreensão diante das concepções que eu tinha sobre a mãe de Jesus. Sinto-me mais fortalecida e equilibrada, e também desafiada diante da realidade atual. Isto é bom, pois ser seguidora de Jesus é sentir-se desafiada dentro do projeto de vida e renovar-se a cada instante. Maria é exemplo como mestra nesta jornada e nos ensina como viver para ser fiel na missão.
Imensa gratidão, a ti professor, por teres nos proporcionado um tempo fecundo de estudos e reflexão, pelo teu esforço e dedicação. Forte abraço. Elisa
(Foto: Icone de Maria. Itaici-SP)