sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mariologia após o Vaticano II. Avanços e tendências na América Latina

Texto esquemático do Prof. Afonso Murad, apresentado na sessão brasileiro-portuguesa do 23º Congresso Mariológico-mariano Internacional, promovida Pontifícia Academia Mariana Internacional (Roma, 2012). A ser publicado nos Anais do Evento.

I. Luzes de Lumen Gentium 8 para a mariologia:
- Apresenta a Mãe de Jesus em interdependência com Cristo e a Igreja.
- Traz nova luz para os dogmas marianos e o culto a Maria, a partir de elementos da História da Salvação e da teologia bíblica.
- Elabora o discurso mariano de maneira equilibrada, lúcida e contemporânea, que evite a lógica dos privilégios, os silogismos e os argumentos de conveniência.
- Estimula os teólogos a continuar seus estudos, para esclarecer e aprofundar temas em fase de maturação (cf. LG 54). Os mariólogos não são meros repetidores do magistério da Igreja. Em comunhão com a Bíblia, a Tradição, o magistério e os Sinais dos Tempos, eles tem a missão de contribuir para o avanço da teologia mariana na Igreja.
- Articula-se principalmente com textos bíblicos e patrísticos. Não há referências explícitas a tradicionais tratados de devoção a Maria, nem a mensagens de videntes.
- Amplia as características do perfil bíblico-teológico de Maria, até então restrito a três elementos: o sim da anunciação, a maternidade biológica, a união com o filho no momento da cruz. Acrescenta-se: companheira de Jesus, servidora (LG 61), mulher que avança em peregrinação na fé, de Caná até a cruz (LG 58).
- Põe as bases teológicas para superar a ambiguidade de títulos marianos como “medianeira” e “corredentora”. Reafirma-se o dado bíblico central: “Jesus é o único mediador”. Maria e os Santos cooperam na missão salvífica de Jesus, o que não os elevam ao mesmo nível de Cristo.
- Aponta as múltiplas e complementares relações de Maria com a Igreja: simultaneamente membro, mãe e protótipo da Igreja.
- Alerta sobre os equívocos dos extremos do minimalismo (subtrair a presença de Maria do cotidiano dos católicos) e do maximalismo (devocionismo que se afasta da centralidade de Jesus). Nem toda forma de devoção mariana é aceita pela Igreja. Critica-se o afeto estéril e transitório e a vã credulidade. Valoriza-se a atitude de inspirar-se no perfil bíblico-espiritual de Maria (suas virtudes).

II. Avanços da mariologia bíblica após o Concílio, refletidos na teologia latinoamericana
1. A grande descoberta: os traços humanos de Maria de Nazaré, tematizados nos evangelhos.
2. Perfil lucano de Maria: perfeita discípula (ouve, medita e frutifica a palavra), peregrina na fé, mulher, sinal da opção preferencial de Deus pelos pobres, ungida pelo Espírito Santo.
3. Perfil joanino de Maria: pedagoga da fé (leva os amigos/servidores a fazerem a vontade de Jesus e reúne a comunidade em torno a Ele), perseverante junto à cruz, símbolo da resistência das mulheres e das “mães das dores”, solidária aos crucificados na história, mãe da comunidade.
Autores: Li. Boff, Cl. Boff, F. Taborda, A. Murad, M.C. Bingemer e I. Gebara. Ecos em Puebla e em Aparecida.

 III. Maria no culto cristão: devoção e liturgia
1. Valorização da devoção mariana (que não é somente popular), trazendo à luz seus elementos libertadores. Resgate dos elementos indígenas, africanos e mestiços.
2. Identificação e promoção das devoções locais.
3. Reflexão sobre a figura da Mãe como chave hermenêutica da intensidade do culto a Maria. Tensão e equilíbrio com a centralidade de Jesus.
4. Estímulo à renovação do culto mariano, seguindo os critérios da “Marialis Cultus”.
5. Maria, símbolo do feminino de Deus.
6. Discernimento sobre o fenômeno das Aparições no Brasil.
Autores: P. Iwashita, Li. Boff, Cl. Boff, L. Boff, M. Gonzáles Dorado, M. Bremen, C. Caliman, R.M.F. Silva, A. Murad.

 IV. Mariologia dogmática
1. Adoção de um esquema tríplice para leitura e interpretação dos dogmas marianos, superando o esquema dos “privilégios”: o que se diz sobre Maria, o que afirma sobre Deus, o que revela sobre nós.
2. Theotókos: Maria: mãe, educadora e primeira discípula do Filho de Deus encarnado (e não da Trindade). Filha predileta do Pai, templo humano do Espírito Santo.
3. Maria Virgem: associação com a imagem da “Terra Virgem”. Valorização do corpo da mulher. Virgindade como opção de vida.
4. Imaculada. A partir da Graça original e não do Pecado Original. Maria é a imagem realizada da Nova Humanidade sonhada por Deus. Leitura pastoral e ética, articulada com o perfil de “perfeita discípula”.
5. Assunção: Leitura à luz da ressurreição de Jesus. Deus assume e transforma toda a pessoa de Maria (corpo e alma). Tudo o que ser humano constrói de bom neste mundo, em resposta à graça de Deus, será assumido e transformado.
Autores: C. Temporelli, Cl. Boff, M.C. Bingemer, L. Boff.

 V. Tarefas teológicas e pastorais da mariologia no nosso continente
1. Administrar a permanente tensão entre “Maria de Nazaré” e “Maria glorificada”, inspirada na cristologia (o mesmo Jesus que seguimos é o Senhor que adoramos).
2. Colaborar com os bispos no discernimento e acompanhamento dos fenômenos aparicionistas.
3. Denunciar os equívocos e marcar limites ao devocionismo mariano maximalista.
4. Refletir sobre Maria, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso no contexto próprio do continente, com seus interlocutores concretos (diferentes dos europeus).
5. Continuar a elaborar a mariologia em relação aos outros tratados e áreas da teologia: bíblia, trindade, antropologia teológica, cristologia, liturgia, eclesiologia, pneumatologia.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O rosário de Maria (2): a contemplação

Trechos da Carta Apostólica de João Paulo II
9. «Transfigurou-Se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o sol » (Mt 17, 2). A cena evangélica da transfiguração de Cristo, na qual os três apóstolos Pedro, Tiago e João aparecem como que extasiados pela beleza do Redentor, pode ser tomada como ícone da contemplação cristã. Fixar os olhos no rosto de Cristo, reconhecer o seu mistério no caminho ordinário e doloroso da sua humanidade, até perceber o brilho divino definitivamente manifestado no Ressuscitado glorificado à direita do Pai, é a tarefa de cada discípulo de Cristo; é por conseguinte também a nossa tarefa. Contemplando este rosto, dispomo-nos a acolher o mistério da vida trinitária, para experimentar sempre de novo o amor do Pai e gozar da alegria do Espírito Santo. Realiza-se assim também para nós a palavra de S. Paulo: « Refletindo a glória do Senhor, como um espelho, somos transformados de glória em glória, nessa mesma imagem, sempre mais resplandecente, pela ação do Espírito do Senhor » (2Cor 3, 18).

Maria, modelo de contemplação
10. A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que Se plasmou, recebendo d'Ela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente o dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (cf. Lc 2, 7).
Desde então o seu olhar, cheio sempre de reverente estupor, não se separará mais d'Ele. Algumas vezes será um olhar interrogativo, como no episódio da perda no templo: « Filho, porque nos fizeste isto? » (Lc 2, 48); em todo o caso será um olhar penetrante, capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná (cf. Jo 2, 5); outras vezes, será um olhar doloroso, sobretudo aos pés da cruz, onde haverá ainda, de certa forma, o olhar da parturiente, pois Maria não se limitará a compartilhar a paixão e a morte do Unigénito, mas acolherá o novo filho a Ela entregue na pessoa do discípulo predileto (cf. Jo 19, 26-27); na manhã da Páscoa, será um olhar radioso pela alegria da ressurreição e, enfim, um olhar ardoroso pela efusão do Espírito no dia de Pentecostes (cf. Act 1,14).

As recordações de Maria
11. Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra sua: « Conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As recordações de Jesus, estampadas na sua alma, acompanharam-na em cada circunstância, levando-a a percorrer novamente com o pensamento os vários momentos da sua vida junto com o Filho. Foram estas recordações que constituíram, de certo modo, o “rosário” que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena.
E mesmo agora, entre os cânticos de alegria da Jerusalém celestial, os motivos da sua gratidão e do seu louvor permanecem imutáveis. São eles que inspiram o seu carinho materno pela Igreja peregrina, na qual Ela continua a desenvolver a composição da sua “narração” de evangelizadora. Maria propõe continuamente aos crentes os “mistérios” do seu Filho, desejando que sejam contemplados, para que possam irradiar toda a sua força salvífica. Quando recita o Rosário, a comunidade cristã sintoniza-se com a lembrança e com o olhar de Maria.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Rosário de Maria (1)

Trechos da Carta Apostólica de João Paulo II

1. O Rosário da Virgem Maria (Rosarium Virginis Mariae), que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milénio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério. Na sua simplicidade e profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milénio recém iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade. Ela enquadra-se perfeitamente no caminho espiritual de um cristianismo que, passados dois mil anos, nada perdeu do seu frescor original, e sente-se impulsionado pelo Espírito de Deus a « fazer-se ao largo » (duc in altum!) para reafirmar, melhor « gritar » Cristo ao mundo como Senhor e Salvador, como « caminho, verdade e vida » (Jo 14, 6), como « o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização ».
O Rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica,da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor.

5. O motivo mais importante para propor com insistência a prática do Rosário reside no fato de este constituir um meio validíssimo para favorecer entre os crentes aquele compromisso de contemplação do mistério cristão que propus, na Carta apostólica Novo millennio ineunte, como verdadeira e própria pedagogia da santidade: «Há necessidade dum cristianismo que se destaque principalmente pela arte da oração». Enquanto que na cultura contemporânea, mesmo entre tantas contradições, emerge uma nova exigência de espiritualidade, solicitada inclusive pela influência de outras religiões, é extremamente urgente que as nossas comunidades cristãs se tornem « autênticas escolas de oração ».
O Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã. Desenvolvido no Ocidente, é oração tipicamente meditativa e corresponde, de certo modo, à « oração do coração » ou « oração de Jesus » germinada no húmus do Oriente cristão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O rosário, bela oração mariana

Não se sabe quando os cristãos começaram a rezar a Ave-Maria como oração vocal. Na Idade Média, uns monges analfabetos, que não podiam ler os Salmos, recitavam de memória algumas frases. Lembrando os 150 salmos, eles rezavam, três vezes ao dia, blocos de 50 Ave-Marias, compostas somente pela saudação do anjo (Lc 1,28) e as palavras de Isabel (Lc 1,42). Outros faziam a mesma coisa com o Pai-Nosso. A segunda parte da oração (Santa maria, mãe de Deus, rogai por nós...) foi incorporada ao rosário provavelmente a partir do ano 1480.

O monge Henrique Kalkar, por volta do ano 1300, fez a divisão das Ave-Marias em 15 dezenas, com o Pai-Nosso iniciando cada uma. Mais tarde, outro monge propôs a meditação dos mistérios. Cem anos depois, o dominicano Alano de la Rocha propôs a meditação dos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos. Com eles se contemplam, respectivamente, a encarnação do Filho de Deus, sua paixão e morte, a ressurreição e glorificação de Jesus e de Maria. E assim o rosário se espalhou por toda parte. Muitas confrarias e Institutos religiosos promoveram sua devoção. Como é uma oração fácil, o povo aprendeu logo. O Papa João Paulo II acrescentou os mistérios da luz, que contemplam a missão de Jesus. Assim, o rosário passou de 150 para 200 Ave Marias, divididas agora em quatro sequências de “mistérios”: gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos.
A devoção do rosário é conhecida no Brasil como “terço”, pois as pessoas rezam cada vez 1/3 das 150 Ave-Marias. No correr de vários séculos, pessoas e grupos modificaram e organizaram a oração das Ave-Marias, até chegar ao que temos hoje. E da mesma forma como ele foi modificado com o tempo, pode também mudar hoje.

Embora tenha uma estrutura fixa para nos ajudar, o rosário é uma oração vocal livre. Você pode rezá-lo sozinho ou em grupo, em qualquer hora do dia ou da noite, de muitas formas. Faça-o como lhe guia o coração. Não se aconselha recitá-lo de forma mecânica, repetindo às pressas as Ave-Marias. É melhor rezá-lo de forma tranqüila, contemplando os mistérios, para experimentar seus frutos espirituais. Sugere-se que a recitação do rosário seja enriquecida com trechos Palavra de Deus, hinos e canções. Portanto, o rosário é uma devoção saudável, que ajuda os fiéis a entrar em sintonia com Deus, venerando a mãe de Jesus e contemplando os mistérios da vida de Jesus.
Veja mais em: Afonso Murad, Maria toda de Deus e tão humana. Compêndio de mariologia. Paulinas - Santuário, 2012, cap.11.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Aparição marianas recentes

Dom Rafael Maria da Silva, beneditino

Recentemente a Igreja se viu no dever de tomar uma posição sobre o caso das supostas mariofanias em Medjugorje que desde 1981 vem ocorrendo a seis videntes na Bósnia-Herzegovina. Foi formada uma Comissão de teólogos para aprofundarem tal fenômeno a 18 de Dezembro de 2009. A necessidade de formar uma Comissão Teológica entra nos parâmetros de documentos emanados pela Santa Sé a este respeito. Muitos são os frutos decorrentes de Medjugorie, mas também muitas polêmicas surgiram, levando a séria confusão e, porque não dizer, escândalos envolvendo eclesiásticos locais e internacional, assim como surgiram posições contra e a favor da suposta aparição.
Três recentes mariofanias foram aprovadas pela Igreja. Isto quer dizer que se pode encontrar nestes fenômenos a ação do Espírito de Deus a favor de sua Igreja, porque condizentes com a Palavra de Deus, a Tradição da Igreja e a voz do Magistério. As aparições reconhecidas são: Laus nos Alpes francês, Kibeho em Ruanda na África e em Champion nos USA.

As aparições da Virgem em Laus a venerável Benedita Recurel ocorreram em 1644 e duraram cerca de 54 anos até a morte da vidente em 1718. Caso excepcional (!) e quem sabe iluminante para os que criticam as supostas aparições de Medjugorje que acontecem a cerca de trinta anos. Em Laus, as aparições foram uma formação cristã pessoal para vidente e comunitária para os fiéis. A vidente demonstrou ao longo dos cinquenta anos de experiencia com a Virgem Mãe de Deus um crescimento na fé, na esperança e na caridade, fruto de uma ação contínua do Espírito Santo. Estas aparições foram estudadas por duas vezes e na última é que foi reconhecida oficialmente pelo episcopado local em 24 de Maio de 2008.
Em Kibeho, as aparições ocorreram a seis jovens videntes africanos em 1981 e terminaram em 1996. Destes seis jovens, o episcopado ruandês achou por bem reconhecer somente três deles por considerarem autênticos no comportamento de fidelidade à Igreja e das mensagens. Os outros três estão ainda a ser aprofundados. Os elementos proféticos, característica de quase todas as mariofanias estão presentes nas aparições de Kibeho. Aqui a Virgem Maria anuncia o caminho da conversão e da oração para evitar o genocídio que infelizmente ocorreu em 1994 onde cerca de 3. 070.000 pessoas morreram por causa de rivalidades tribais. Ainda, a Virgem Maria, se designando como «Mãe do Verbo», revigora uma antiga devoção local, o «Rosário das Sete Dores de Maria»… Se pode dizer que as aparições da Virgem em Kibeho possuem elementos de inculturação local ao qual a diferencia das aparições europeias, isto é modo de se expressar, seus gestos e a modalidade dos êxtases. Um detalhe curioso é a cor com que a Virgem, Mãe do Verbo aparece em Kibeho, não é de cor negra como a cor própria dos africanos, mas uma cor «negra» diferente, segundo os videntes, um negro transfigurado na ressurreição do Senhor.

Os bispos africanos de Ruanda se viram no dever de estudarem com todos os elementos necessários para poder dar uma resposta sábia e coerente ao povo local e mundial sobre os fenômenos ali acontecidos. Estas aparições foram aprovadas pelo episcopado ruandês em  2001.
Com Decreto de 8 de Dezembro de 2010 o bispo de Green Bay, Mons. David Ricken aprovou três aparições da Virgem Maria ocorridas em 1859 a Adele Brise, uma jovem imigrante belga, solicitando-a ao trabalho na conversão dos pecadores.
Para a América Latina no século XX duas aparições marianas foram aprovadas pelos bispos locais: Finca Betânia (Venezuela) aprovada em 28 de Novembro de 1987 e a San Nicolas (Argentina) a aprovação parcial em 28 de Outubro de 1988 com a construção do santuário, publicação das mensagens e liberdade do culto.
(Fragmento de um texto do autor).