sábado, 18 de maio de 2013

Maria em Pentecostes

Alegra-te, Maria
Pois o Espírito Santo fecundou seu corpo, todo, inteiro, intensamente.
E o Filho, Palavra-comunicação do Pai, se fez carne de nossa carne, história de nossa história.

Exulte de alegria, Maria
Pois o Espírito Santo fecundou a comunidade das testemunhas do Ressuscitado, como línguas de fogo.
Ele, comunicação ao ritmo cada pessoa, de cada cultura, tece os fios da comunhão planetária.
Contigo proclamamos alegremente: O Deus-conosco é também Deus-em nós! Espírito em nosso espírito, esperança de nossa esperança! Amém

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Maria na teologia latino-americana após o Vaticano II

Partilho com você a palestra no Congresso de Mariologia de Aparecida, adaptado da apresentação no Grupo de língua portuguesa do Congresso Internacional Mariano, promovido pela PAMI

http://www.slideshare.net/AfonsoMurad/maria-aps-o-vaticano-ii-na-teologia-latinoamericana-22147750

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Litania Alegre-se Maria




Alegre-se Maria,
Aleluia.
Seu Filho e nosso Senhor
Ressuscitou e venceu a morte,
Aleluia.
Alegrem-se também todos os cristãos
Pois Jesus glorioso está conosco,
Aleluia.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Maria na sexta-feira da paixão

Firme, de pé,
junto da cruz
Estava Maria
Mãe de Jesus.
Estava Maria,
Mãe de Jesus.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Plano de Ensino-aprendizagem de Mariologia

Partilho com você, professor(a) de mariologia/marialogia, uma proposta de Plano de Ensino-aprendizagem, destino ao Curso de Graduação em Faculdade de Teologia, a partir da minha prática de docência no ISTA (Instituto Santo Tomás de Aquino – BH), no ITESP (São Paulo) e atualmente na FAJE (Faculdade Jesuíta – BH).

Ementa     
O curso de Mariologia visa oferecer aos alunos uma visão ampla sobre  a mãe de Jesus, em articulação com outras disciplinas teológicas. Aborda a figura de Maria na bíblia, no dogma e no culto. Apresenta elementos para enriquecer o diálogo ecumênico, a prática pastoral e a espiritualidade.

Objetivos
Identificar os elementos bíblico-teológicos a respeito de Maria no Novo Testamento.
Compreender os dogmas da maternidade divina, virgindade, imaculada conceição e assunção no contexto original e reinterpretá-los à luz da teologia contemporânea.
Justificar o culto a Maria, no horizonte da comunhão dos santos, apontando sua legitimidade e limites.
Conhecer a contribuição do magistério recente da Igreja sobre a figura de Maria.
Compreender teologicamente o fenômeno das Aparições.

Conteúdo Programático
1. Introdução
Perguntas sobre Maria, advindas da pastoral
Breve história da mariologia.
Método, fontes e exigências da marialogia

2. Maria na Sagrada Escritura
Textos analógicos do AT.
Traços sobre Maria em Marcos e Mateus
A perfeita discípula de Jesus, em Lucas
A mãe da comunidade, em João
Maria no Apocalipse

3. Os dogmas marianos
Problemática teológico-pastoral dos dogmas
Maria, Mãe do Filho de Deus encarnado
A polêmica sobre a Virgindade de Maria
Maria, toda de Deus: Imaculada
A glorificação de Maria: Assunção
Anexo: a questão da “corredentora”

4. O culto a Maria
Principais manifestações devocionais latino-americanas
Comunhão dos santos e o culto a Maria
Orientações teológico-pastorais

5. Maria no magistério recente da Igreja:
Lumen Gentium 8, Marialis Cultus,  Aparecida

6. As aparições
Fenomenologia
Critérios de avaliação

7. Maria no diálogo ecumênico

Metodologia
Aula expositiva com projeção em PowerPoint.
Discussão sobre as questões advindas da pastoral e da devoção popular.
Leitura e discussão  do livro-base.
Análise de músicas, sites e vídeos.

Bibliografia
Ver: http://www.maenossa.blogspot.com.br/2012/03/bibliografia-atualizada-sobre-maria.html

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mariologia após o Vaticano II. Avanços e tendências na América Latina

Texto esquemático do Prof. Afonso Murad, apresentado na sessão brasileiro-portuguesa do 23º Congresso Mariológico-mariano Internacional, promovida Pontifícia Academia Mariana Internacional (Roma, 2012). A ser publicado nos Anais do Evento.

I. Luzes de Lumen Gentium 8 para a mariologia:
- Apresenta a Mãe de Jesus em interdependência com Cristo e a Igreja.
- Traz nova luz para os dogmas marianos e o culto a Maria, a partir de elementos da História da Salvação e da teologia bíblica.
- Elabora o discurso mariano de maneira equilibrada, lúcida e contemporânea, que evite a lógica dos privilégios, os silogismos e os argumentos de conveniência.
- Estimula os teólogos a continuar seus estudos, para esclarecer e aprofundar temas em fase de maturação (cf. LG 54). Os mariólogos não são meros repetidores do magistério da Igreja. Em comunhão com a Bíblia, a Tradição, o magistério e os Sinais dos Tempos, eles tem a missão de contribuir para o avanço da teologia mariana na Igreja.
- Articula-se principalmente com textos bíblicos e patrísticos. Não há referências explícitas a tradicionais tratados de devoção a Maria, nem a mensagens de videntes.
- Amplia as características do perfil bíblico-teológico de Maria, até então restrito a três elementos: o sim da anunciação, a maternidade biológica, a união com o filho no momento da cruz. Acrescenta-se: companheira de Jesus, servidora (LG 61), mulher que avança em peregrinação na fé, de Caná até a cruz (LG 58).
- Põe as bases teológicas para superar a ambiguidade de títulos marianos como “medianeira” e “corredentora”. Reafirma-se o dado bíblico central: “Jesus é o único mediador”. Maria e os Santos cooperam na missão salvífica de Jesus, o que não os elevam ao mesmo nível de Cristo.
- Aponta as múltiplas e complementares relações de Maria com a Igreja: simultaneamente membro, mãe e protótipo da Igreja.
- Alerta sobre os equívocos dos extremos do minimalismo (subtrair a presença de Maria do cotidiano dos católicos) e do maximalismo (devocionismo que se afasta da centralidade de Jesus). Nem toda forma de devoção mariana é aceita pela Igreja. Critica-se o afeto estéril e transitório e a vã credulidade. Valoriza-se a atitude de inspirar-se no perfil bíblico-espiritual de Maria (suas virtudes).

II. Avanços da mariologia bíblica após o Concílio, refletidos na teologia latinoamericana
1. A grande descoberta: os traços humanos de Maria de Nazaré, tematizados nos evangelhos.
2. Perfil lucano de Maria: perfeita discípula (ouve, medita e frutifica a palavra), peregrina na fé, mulher, sinal da opção preferencial de Deus pelos pobres, ungida pelo Espírito Santo.
3. Perfil joanino de Maria: pedagoga da fé (leva os amigos/servidores a fazerem a vontade de Jesus e reúne a comunidade em torno a Ele), perseverante junto à cruz, símbolo da resistência das mulheres e das “mães das dores”, solidária aos crucificados na história, mãe da comunidade.
Autores: Li. Boff, Cl. Boff, F. Taborda, A. Murad, M.C. Bingemer e I. Gebara. Ecos em Puebla e em Aparecida.

 III. Maria no culto cristão: devoção e liturgia
1. Valorização da devoção mariana (que não é somente popular), trazendo à luz seus elementos libertadores. Resgate dos elementos indígenas, africanos e mestiços.
2. Identificação e promoção das devoções locais.
3. Reflexão sobre a figura da Mãe como chave hermenêutica da intensidade do culto a Maria. Tensão e equilíbrio com a centralidade de Jesus.
4. Estímulo à renovação do culto mariano, seguindo os critérios da “Marialis Cultus”.
5. Maria, símbolo do feminino de Deus.
6. Discernimento sobre o fenômeno das Aparições no Brasil.
Autores: P. Iwashita, Li. Boff, Cl. Boff, L. Boff, M. Gonzáles Dorado, M. Bremen, C. Caliman, R.M.F. Silva, A. Murad.

 IV. Mariologia dogmática
1. Adoção de um esquema tríplice para leitura e interpretação dos dogmas marianos, superando o esquema dos “privilégios”: o que se diz sobre Maria, o que afirma sobre Deus, o que revela sobre nós.
2. Theotókos: Maria: mãe, educadora e primeira discípula do Filho de Deus encarnado (e não da Trindade). Filha predileta do Pai, templo humano do Espírito Santo.
3. Maria Virgem: associação com a imagem da “Terra Virgem”. Valorização do corpo da mulher. Virgindade como opção de vida.
4. Imaculada. A partir da Graça original e não do Pecado Original. Maria é a imagem realizada da Nova Humanidade sonhada por Deus. Leitura pastoral e ética, articulada com o perfil de “perfeita discípula”.
5. Assunção: Leitura à luz da ressurreição de Jesus. Deus assume e transforma toda a pessoa de Maria (corpo e alma). Tudo o que ser humano constrói de bom neste mundo, em resposta à graça de Deus, será assumido e transformado.
Autores: C. Temporelli, Cl. Boff, M.C. Bingemer, L. Boff.

 V. Tarefas teológicas e pastorais da mariologia no nosso continente
1. Administrar a permanente tensão entre “Maria de Nazaré” e “Maria glorificada”, inspirada na cristologia (o mesmo Jesus que seguimos é o Senhor que adoramos).
2. Colaborar com os bispos no discernimento e acompanhamento dos fenômenos aparicionistas.
3. Denunciar os equívocos e marcar limites ao devocionismo mariano maximalista.
4. Refletir sobre Maria, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso no contexto próprio do continente, com seus interlocutores concretos (diferentes dos europeus).
5. Continuar a elaborar a mariologia em relação aos outros tratados e áreas da teologia: bíblia, trindade, antropologia teológica, cristologia, liturgia, eclesiologia, pneumatologia.