quarta-feira, 27 de junho de 2012

Maria e o ecumenismo

Veja a palestra de Marcial Maçaneiro sobre Maria no diálogo entre as Igrejas cristãs. Uma colocação com lucidez e equilíbrio!

sábado, 19 de maio de 2012

Novo compêndio de mariologia

Acaba de ser lançado por Ed. Paulinas e Ed. Santuário o livro “Maria, toda de Deus e tão humana. Compêndio de Mariologia”. Meu intento é partilhar de forma clara, simples e sintética os principais elementos da marialogia contemporânea, nos seus três grandes blocos: Maria na bíblia, nos dogmas e no culto cristão.
Conto-lhe brevemente a história desta obra. Na passagem do milênio, a CNBB me convidou para escrever um texto pastoral sobre a mãe de Jesus. Elaborei então o livrinho “Com Maria rumo ao novo Milênio”. Anos depois, recebi o convite de uma editora espanhola, com ênfase em catequese, para escrever uma obra de mariologia na coleção “Livros Básicos de Teologia”. Publicou-se então, na Espanha, no México e no Brasil, “Maria toda de Deus e tão humana”, que teve quatro edições no nosso país.
Continuei a lecionar Mariologia (em Belo Horizonte, São Paulo e Taubaté), fiz palestras e conferências, participei de simpósios e congressos para distintos públicos, li autores recentes, conheci mais textos patrísticos sobre Maria, participei na elaboração de um EAD (Educação à distância) sobre a Mãe de Jesus e então senti a necessidade de fazer uma nova obra, apoiando-me no que já havia produzido. Procurei responder às perguntas que captei de meus alunos, colegas teólogos(as), agentes de pastoral e líderes de comunidade. Acompanhei pela Internet os sites marianos dos últimos anos e as publicações de movimentos aparicionistas. Tudo isso me motivou a escrever o novo livro.
Há muitos elementos originais e outros que foram mantidos da obra anterior, “Maria toda de Deus e tão humana”. A primeira novidade consiste na interface das linguagens. Além do conteúdo do livro, o leitor(a) pode acompanhar novos textos, músicas e clips, além de manifestar sua opinião e deixar perguntas, neste blog. Também encontrará no Youtube uma série de pequenos vídeos intitulada “Trem da mariologia”, em linguagem pastoral, em estreita ligação com os assuntos desenvolvidos no livro.
Além disso, ao final de cada capítulo, foram acrescentados “Textos complementares” de teólogos(as), de pastoralistas e do magistério recente da Igreja, de forma a estimular a busca de novos conhecimentos. Atualizou-se a bibliografia. Criaram-se capítulos novos. Ampliaram-se outros. Veja as novidades e os elementos comuns desta obra, em relação à anterior.

Prefácio: completamente novo.
Cap 1: Refletir sobre Maria Hoje. Atualizamos várias questões teológico-pastorais. Acrescentamos as “linhas básicas da mariologia do Vaticano II” e fizemos uma reflexão original sobre “as fontes da mariologia” e “o uso do pensamento dedutivo na mariologia”.
Cap 2: Maria em Marcos e Mateus. Como em quase todos os capítulos de mariologia bíblica, mantivemos o núcleo de “Maria, toda de Deus  e tão humana”. Aperfeiçoamos a linguagem. Acrescentamos elucidativos textos complementares sobre os Apócrifos Marianos, a instituição familiar no tempo de Jesus e uma interpretação original de “Quem são a minha mãe e os meus irmãos”.
Cap 3. Maria em Lucas (I). A perfeita discípula; Cap 4. Maria em Lucas (II). Louvor e profetismo. Aqui reside o núcleo da mariologia bíblica. Para facilitar a leitura e assimilação, a visão sobre Maria no evangelista Lucas foi dividido em dois capítulos. Apresentamos textos complementares para ampliar a reflexão.
Cap 5. Maria em João: Caná e Cruz; Cap 6. Maria no Apocalipse e outros escritos Bíblicos. Estes capítulos também tiveram poucas modificações. A novidade consiste nos “textos complementares” de vários mariólogos(as).
Cap 7. Maria, da bíblia ao dogma. Este capítulo foi bastante modificado. Suprimiram-se vários parágrafos. Fundiu-se com parte do capítulo anterior, que versava sobre Hermenêutica bíblica. Conferiu-se assim maior unidade na apresentação do tema.
Cap 8. Maria Mãe e Virgem. O texto foi atualizado e ampliado, com a ajuda de literatura recente. Acrescentamos várias informações acerca do tema da Virgindade de Maria.
Cap 9. Imaculada Conceição. Além de fornecer mais informações sobre o caminho de maturação do dogma, ampliou-se a reflexão sobre a Imaculada, à luz da Antropologia Teológica. Os textos complementares possibilitam a compreensão plural sobre o tema.
Cap 10. Assunção. Devido os significativos acréscimos de caráter bíblico, histórico e teológico-dogmático, separamos o tema da Assunção num novo capítulo. Mostrou-se com mais clareza os liames do tema com a escatologia cristã. Analisaram-se textos de apócrifos assuncionistas. Por fim, abordou-se um tema atual, que tem suscitado muitas perguntas:  as tentativas de novos dogmas marianos.
Cap 11. Maria na devoção e na liturgia. Este capítulo é fundamental para compreender a legitimidade do culto a Maria, na comunhão dos Santos, mantendo a crença na única mediação de Jesus. Além de aperfeiçoar o texto existente, a nova versão acrescenta os critérios de renovação para a piedade mariana, de Paulo VI, e orientações de João Paulo II sobre a oração do rosário. Encerra-se com a reflexão sobre “Religiosidade católica e devoção mariana”.
Cap 12. As aparições de Maria. Capítulo todo original, apresenta o fenômeno em sua complexidade e fornece elementos teológico-pastorais para análise e discernimento das presumidas aparições atuais.
Oração conclusiva. A reflexão teológica acerca de Maria se encerra com a reverência ao mistério de Deus neste mulher tão especial. Concluí-se o livro com uma oração de ação de Graças a Deus, por Maria, que já estava na obra anterior.
Bibliografia geral: Atualizamos as obras de marialogia e as dividimos em grandes temas, para ajudar o estudante e encontrar o que procura nos distintos blocos da marialogia.

O livro se encontra nas livrarias Paulinas ou nas distribuidoras da Editora Santuário. Fonte: Afonso Murad, Maria toda de Deus e tão Humana. Compêndio de Mariologia, prefácio.

sábado, 21 de abril de 2012

Novos dogmas marianos?

Em ambientes católicos é comum encontrar pessoas e grupos que atribuem a Maria os títulos de “corredentora” e “medianeira”. Baseiam-se no fato de existir uma longa tradição devocional, que justificaria tais títulos. Realmente, esses foram aplicados a Maria nos últimos dois séculos, inclusive por alguns Papas, embora não estejam presentes de forma significativa no primeiro milênio, tanto no oriente quanto no ocidente. Ou seja, não remontam à longa Tradição da Igreja, mas somente a uma parte dela. Importa também levar em consideração que certas afirmações sobre Maria não podem ser absolutizadas e retiradas de seu contexto. Antes, devem ser compreendidas dentro do horizonte em que foram formuladas, e reelaboradas com a perspectiva da visão mariológica do Capítulo 8 da Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II.
O problema aflora atualmente quando movimentos marianistas se põem a defender a criação de novos dogmas marianos, a partir da prática devocional, desrespeitando e desvalorizando o Concílio Vaticano II, como se ele fosse algo secundário.
Vejamos os principais argumentos apresentados a favor de um novo dogma mariano, o da corredenção, e os argumentos contrários. Para tal síntese, usar-se-á principalmente o livro “María corredentora? Debate sobre um título mariológico” de H. Munsterman (Paulus, 2009).
Segundo seus defensores, o título de Corredentora tem se aplicado à Maria há muito tempo, aparece com mais clareza e maior frequência no Magistério recente, de Pio IX a João Paulo II na Encíclica “Redemptoris Mater”, embora não tenha sido assumido pelo Vaticano II. Maria pode ser chamada com propriedade de Corredentora em virtude do plano divino de associá-la plenamente à pessoa e à obra redentora de seu Filho. Maria cooperou com nossa redenção: (1) Crendo nas palavras do Anjo Gabriel e dando seu “sim” no mistério da encarnação, e (2) aceitando todos os sofrimentos que experimentou seu filho nas dores da Cruz. Maria é corredentora porque, abdicando de seus direitos de Mãe, imolou a seu Filho, oferecendo-o voluntariamente pela salvação da humanidade.
Devido à associação tão intensa com a obra salvífica de seu filho, pode-se afirmar que Ela verdadeiramente redimiu a todos e pode ser chamada corredentora do gênero humano. A corredenção mariana deve ser entendida como uma função subordinada, especial e extraordinária de Maria na obra salvadora de seu Filho. Mesmo que Cristo seja o único Mediador, nada impede que haja outros mediadores, com mediação secundária, subordinada à de Cristo. (Fonte: http://www.escuelacima.com/corredentora.html).
A pesquisa histórica, no entanto, mostrou que o título “corredentora” não tem raízes históricas profundas. É praticamente desconhecido na patrística. O renomado mariólogo René Laurentin, no clássico livro “O título de Corredentora. Estudos históricos. Roma/Paris, Ed. Marianum, 1951 (original em francês), traz informações preciosas sobre o tema. Laurentin mostra que na idade média alguns autores aplicam o título de “redentora” a Maria, no sentido de que ela deu à luz ao redentor. Com o desenvolver da devoção medieval a partir do século XII, a atuação de Maria passa a ser compreendida também no momento da cruz. Isso gera conflitos, pois redentor na cruz somente é Jesus. Para diminuir os equívocos, cria-se o termo “co-redendora”.
Os dois títulos coexistiram por um bom tempo, praticamente até o século XVIII. Laurentin sustenta que o título “corredentora” é utilizado durante todos esses séculos numa pequena minoria de obras e raramente por grandes teólogos. Já no início do século passado, com o rápido crescimento do marianismo, o termo ganhou corpo e se encontra disseminado, como em Bover, Roschinni, Kolbe, E. Stein, Escrivá, Padre Pio... No magistério, a expressão “corredentora” aparece pela primeira vez num discurso de Pio XI, em 1930. Portanto, não se fundamenta em fontes consistentes na história da Igreja. É algo relativamente recente, dos últimos 100 anos.
O discurso sobre a corredentora se serve de dois grandes argumentos teológicos pré-conciliares, ligados à teologia da Graça: redenção objetiva e paralelismo Maria-Eva. Usa-se a distinção entre “redenção objetiva” e “redenção subjetiva”, proveniente da teologia de M.J. Scheeben. A redenção objetiva refere-se à obra salvífica de Cristo, consumada na cruz. E a redenção subjetiva diz respeito à aplicação individual dos efeitos dessa obra a cada cristão e à Igreja. Todos os fiéis participam da redenção subjetiva, mas somente Maria atua, de “maneira única e ativa”, na redenção objetiva, por ser a mãe do salvador e sofrer com ele na cruz.
Este discurso recupera, num contexto muito diferente do original, o paralelismo entre Eva e Maria, que aparece em Justino (+165) e Ireneu de Lyon (+202). Afirma-se que pelo Sim de Maria, no momento da Anunciação, é anulada a queda de Eva. Neste sentido, Maria coopera na salvação. Ora, basta conhecer um pouco de teologia bíblica, para constatar a fragilidade do argumento. Maria de Nazaré é personagem histórico. Eva é figura simbólico-mitológica, pois não existiu como pessoa. Tal paralelismo foi útil no século II. Hoje, se mostra anacrônico, impreciso do ponto de vista linguístico, além de trazer consigo um ranço patriarcal e machista, ao culpabilizar a mulher pela origem do mal no mundo.
Hendro Munsterman, no livro citado (Maria corredentora, Paulus, 2009, p. 71-89) elenca argumentos contra o uso do termo corredentora. Apresentamos aqui uma síntese e reelaboração do pensamento do autor. Quais seriam os inconvenientes do termo “corredentora”, aplicado a Maria?
- O título fere a unicidade da redenção realizada por Cristo. A Bíblia é clara: redentor e salvador, somente Jesus! (1 Tm 2,5; At 4,12). Do ponto de vista puramente lexical, o termo coredemptrix é problemático e ambíguo. Mesmo que se diga que o prefixo “co” não significa estar no mesmo nível de Jesus, a imprecisão permanece.
- O titulo é ambíguo. Nas nossas línguas modernas, o prefixo “co” em grande parte das palavras significa ou subentende uma igualdade entre duas entidades. Por exemplo: coproprietário, coassociado... Tal imprecisão semântica deixa margem para pensar que Maria não é salva por Cristo, pois ela ajuda a Cristo no processo de redenção. Quando um determinado termo ou conceito necessita de muita explicação, é sinal de inadequação. E não se trata somente da interpretação dada ao prefixo “co”. Os termos “redenção” e “salvação” representam doutrinas precisas. Já a idéia de corredenção não goza de consenso de interpretação.
- Ele Torna obscuro o papel do Espírito Santo. Na realidade, quem atua como “corredentor” é o Espírito Santo, que realiza nos corações o encontro salvífico do cristão com o Pai e o Filho. Ao transferir tal atribuição para Maria, se olvida esta tarefa do Espírito.
- O conteúdo de “corredentora” reflete um sistema teológico ultrapassado. Segundo W. Beinert, a dificuldade de refletir sobre este tema reside na teologia (neo)escolástica, que reduziu a conceitos o que os Padres da Igreja escreveram em linguagem imaginária e simbólica. Quando Ireneu diz que “Maria é causa de salvação para o gênero humano”, não está fazendo uma afirmação dogmática. Mas foi (e ainda é) interpretado assim. Por isso, é melhor recorre ao método da História da Salvação, preconizado pelo Vaticano II, do que se enredar em conceitos prévios, que por vezes são ambíguos e inoperantes.
-“Corredentora” serve à mariologia desequilibradamente maximalista. No século passado, o título situava Maria como coadjuvante de Jesus, na assim chamada “redenção objetiva”. Com a virada do Vaticano II, a tendência inicial consistiu em enfatizar a participação de Maria na “redenção subjetiva”, enquanto modelo da Igreja. De uma mariologia predominantememente cristotípica (em comparação com Cristo) passou-se para uma eclesiotípica (em relação com a Igreja). No entanto, o neoconservadorismo supervaloriza a Igreja, no processo de redenção. E Maria, também. O título corredentora serve a este propósito.
- A argumentação fundamenta-se pouco na bíblia e na patrística e privilegia testemunho de videntes e determinada interpretação dos papas. Basta ler os escritos dos movimentos marianos que defendem mais este dogma para perceber que a construção de sua doutrina se baseia numa leitura prototípica do Antigo Testamento, sem levar em conta a contribuição da teologia bíblica, faz uma leitura escolástica dos padres da Igreja (paralelismo Eva e Maria), não levando em conta sua linguagem simbólico-alegórica, e se serve de textos de papas da era mariana (e João Paulo II). Para completar, usam o argumento de videntes recentes, como Ida Peerdeman, que em suas mensagens dizem “Maria solicita a definição de um novo dogma!”
- O título nega o acordo de católicos e luteranos sobre a justificação. Em 1999, a Igreja católica e Federação luterana mundial assinaram a “Declaração comum a respeito da doutrina da justificação”. Foi um passo importantíssimo para curar feridas no seio do cristianismo ocidental, apontar os elementos comuns e reconhecer de forma respeitosa as diferenças entre as duas confissões cristãs sobre esta questão teológica fundamental. No documento se afirma: “Quando os católicos dizem que a pessoa humana coopera por seu consentimento no agir justificante de Deus, eles consideram tal consentimento pessoal como sendo um ato da graça e não o resultado de uma ação onde a pessoa seria capaz disso” (n.20). Ou seja, trata-se de uma resposta ativa do ser humano à proposta divina, possibilitada pela mesma graça. Ora, o termo “corredentora” suscita impecilhos na teologia da Graça, pois põe na sombra o fato de que a cooperação de Maria na obra da salvação é manifestação da graça de Deus.
- O título cria enormes problemas ecumênicos com ortodoxos e protestantes. Para os ortodoxos, um novo dogma mariano aumentaria o fosso de separação, pois dificilmente seria formulado por um concílio ecumênico e obscureceria o grande dogma mariano da Theotókos, aceito por praticamente todas as Igrejas cristãs históricas. Para os protestantes, tal dogma atentaria contra a única mediação de Cristo e a unicidade da sua obra redentora.
Espera-se que os agentes de pastoral, os presbíteros, os teólogos(as), os bispos, as Conferências Episcopais, a Cúria Romana e o Papa tomem consciência da inconveniência de atribuir a Maria o título de “corredentora”. Tanto do ponto de vista pastoral quanto dogmático, é mais sábio utilizar em seu lugar termos menos ambíguos, mais sintonizados com a perspectiva da História da Salvação, no horizonte da “comunhão dos Santos”.
Fonte: Afonso Murad, Maria toda de Deus e tão humana. Compêndio de Mariologia. Paulinas, 2012.

domingo, 18 de março de 2012

José, Maria e Jesus

Este poema de Zé Vicente, intitulado "Divino Recado" apresenta São José em relação ao "Sim" de Maria e à missão de Jesus. Leia e medite. E viva São José!

Mensageiro que Deus enviou / Veio trazendo divino recado
Pra menina o anjo anunciou/ Que o seu Deus estava apaixonado!
Ela disse "sim" e se entregou/ E o dia da graça enfim começou
E o amor se fez corpo/ No corpo de mulher/ De Maria de Nazaré!

Carpinteiro e trabalhador/ De Maria enamorado
Se envolveu no mistério do amor/ E de Deus se tornou aliado
Ele disse "sim" também aceitou/ E a vida enfim alegrou cantou/
E o amor se fez Filho/ De um homem de fé/ De um artista chamado José!

Companheiro e libertador/ Do divino o Filho amado
Todo cheio da graça e do ardor/ Aos mais pobres se fez consagrado
Ele disse "sim" e se encarnou/ E a boa notícia enfim se escutou
E o amor se fez gente como a gente é / Em Jesus homem de Nazaré!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Bibliografia atualizada sobre Maria

1. Livros
a) Maria na Bíblia (contexto, teologia e espiritualidade)
APARICIO, A (org.), Maria del evangelio. Claretianas, 1994.
BEATTIE, T., Redescobrindo Maria a partir dos Evangelhos. Paulinas, 2003.
BOFF, Cl, O cotidiano de Maria de Nazaré, Salesiana, 2003.
BROWN, R (org.), Maria no Novo Testamento, Paulinas, 1985.
BROWN, R., O nascimento do Messias. Comentários das narrativas da infância nos evangelhos de Mateus e Lucas. Paulinas, 2005.
MALINA, B.J., El mundo social de Jesús y los evangelios. Sal Terrae, 2002, p. 131-155.
MURAD, Afonso, Quem é essa mulher. Maria na bíblia. Paulinas, 1996.
PIKAZA, X., Amiga de Dios. Mensaje mariano del Nuevo Testamento. San Pablo, 1996.
SEBASTIANI, L., Maria e Isabel. Ícone da solidariedade. Paulinas, 1998
SERRA, A., Maria según el evangelio. Sígueme, 1988.

b) Maria no culto cristão: liturgia e devoção
BEINERT, W (org.), O culto a Maria hoje. Paulinas, 1980.
BISINOTO, E., Conheça os títulos de Nossa Senhora. Santuário, 2010, 2ed.
BOFF, Li, Maria na vida do povo. Ensaios de mariologia na ótica latino-americana e caribenha. São Paulo: Paulus, 2001.
BOFF, Li., Culto e práticas de devoção a Maria. Santuário, 2004.
DE FIORES, S., Eis aí tua mãe. Um mês com Maria. São Paulo: Ave-Maria, 2010, 2ed.
GONZÁLEZ DORADO, A., Mariologia popular Latino-americana, Loyola, 1991.
MAGGIONI, C., Maria na Igreja em oração. Solenidades, festas e memórias marianas no ano litúrgico. Paulus, 1998.
MEGALE, Nilza, 112 invocações da Virgem Maria no Brasil, Vozes, 1986.

c) Maria nos dogmas
BOFF, Cl., Dogmas marianos. Síntese catequético-pastoral. Ave-Maria, 2010.
BUCKER, B. et ali, Maria e a trindade. São Paulo: Paulus, 2002, p.119-162.
COSTA, S.R. (org.), Imaculada. Maria do povo, Maria de Deus. Vozes, 2004.
MARTINEZ SIERRA, A., La Inmaculada y el mistério del hombre, (Madrid) BAC Pastoral, 2004.
MEUNIER, B.,O nascimento dos dogmas cristãos. Loyola, 2005.
MUNSTERMAN, H., María corredentora? Debate sobre um título mariológico. São Paulo: Paulus, 2009
SOCIEDAD MARIOLOGICA ESPAÑOLA (ORG.), Mariologia en crisis? Los dogmas marianos y su revisión teologica, Estudios Marianos XLII, Barcelona, 1978.
SÖLL, Georg, Storia dei dogmi mariani, LAS, 1981.
TEMPORELLI, C., Dogmas Marianos. Paulus, 2010.

d) Marialogia Sistemática (Maria na bíblia, no culto e no dogma. Introdução geral)
BOFF, Cl., Introdução à mariologia, Vozes, 2003, p.11-16.
BOFF, Cl., Mariologia Social, Paulus.
BOFF, L, O rosto materno de Deus, Vozes, 1979.
CALIMAN, C (org.), Teologia e Devoção mariana no Brasil. Paulinas, 1989.
COYLE, K., Maria na tradição cristã a partir de uma perspectiva contemporânea. Paulus, 2005, 5ed.
DE FIORES, S., Maria en la teologia contemporánea, Sigueme, 1991.
DE FIORES, S., María, Madre de Jesús. Síntese histórico-salvífica. Secretariado Trinitário, 2002
DE LA POTTERIE, I., Maria en el misterio de la alianza. Madrid, BAC, 1993
FORTE, B., Maria, a mulher ícone do mistério. Paulinas, 1991.
GARCÍA PAREDES, J.C.R., Mariología, (Madrid) BAC, 2001.
GONZÁLES, C. I., Maria, Evangelizada e evangelizadora. Loyola, 1990.
JOHNSON, E., Nossa Verdadeira irmã. Teologia de Maria na comunhão dos Santos. Loyola, 2006, p.175-386.
L. BINGEMER, M.C. e GEBARA, I., Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres. Vozes, 1987.
MURAD, A., Maria, toda de Deus e tão humana. Compêndio de Mariologia. Paulinas - Santuário,  2012.
PIKAZA, X., La Madre de Jesús. Introducción a la mariologia, Sígueme, 1990.
TAVARD, G.H., As múltiplas faces da Virgem Maria. Paulus, 1999.

e) Temas diversos de mariologia
CANTALAMESSA, R., Maria, um espelho para a Igreja. Loyola. 1992.
COMISSÃO INTERNACIONAL ANGLICANO-CATÓLICA, Maria: Graça e esperança em Cristo. Paulinas, 2005.
DUQUESNE, J., Maria. A mãe de Jesus. Bertrand Brasil, 2005, p. 31-52.
GOMES-ACEBO, I., María y la cultura mediterránea em: VVAA, María, Mujer mediterránea, Desclée de Brouwer, 1999, p. 19-75.
GRUPO DE DOMBES, Maria no desígnio de Deus e a comunhão dos Santos. Santuário, 2005.
LAURENTIN, R., Apariciones actuales da la Virgen María. Madrid: RIALP, 1991
LAURENTIN, R., Maria, Clave del mistero cristiano, San Pablo, 1996.
MESTERS,C.,  Maria, a mãe de Jesus. Vozes, 3ed, 1987.
MÜLLER, G.L., Que significa Maria para nosotros, los cristianos? Reflexiones sobre o capítulo mariológico de la Lumen Gentium. (Madrid) Ed. Palavra, 2001.
MURAD, Afonso, O que Maria tem a dizer às mães de hoje. Paulus, 1997.
MURAD, Afonso, Visões e aparições. Deus continua falando? Vozes, 1997.
NAVARRO PUERTO, M., Maria, la mujer. Claretianas, 1987.
OSSANNA, T., Maria nossa irmã. Paulinas, 1997.
PIKAZA, X., Maria e o Espírito Santo. Loyola, 1987
Revista CONCILIUM, Maria nas Igrejas. Perspectivas de uma mariologia ecumênica. Fasc. 188, 1983/8. Ed. Vozes.
RIBLA – Revista de interpretação bíblica latino-americana. Maria. N.46. 2003/3. Vozes.
SCHILLEBEECKX, E. et HALKES, C., Maria ayer, hoy, mañana. Sígueme, 2000, p. 29-76 (introdução à mariologia).
UMBRASIL (org.), Maria no coração da Igreja. Paulinas, 2011.

2. Dicionários
DE FIORES, S. et MEO, S. (org.), Dicionário de mariologia. Paulus, 1995.
DE FIORES, S., SCHIEFER, V.F et PERRELLA, S.M (org). Mariologia (Dizionario), (Milano), San Paolo, 2009.

3. Documentos do magistério da Igreja católica
CONCÍLIO VATICANO II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, capítulo 8, Vozes.
CNBB, Aparições e revelações particulares. Coleção Subsídios doutrinais, Brasilia: Ed. CNBB, 2009.
PAULO VI, O culto à Virgem Maria (Marialis Cultus), 1974, Paulinas.
JOÃO PAULO II, A mãe do redentor (Redemptoris Mater), 1989, Paulinas
JOÃO PAULO II, Carta Apostólica “O rosário da Virgem Maria. Paulinas, 2002.
CELAM, Documento de Aparecida
 
(Atualizado em março de 2013)
Observações:
- Prioridade para bibliografia de língua portuguesa. Citamos obras importantes em espanhol e algumas em italiano.
- Classificação por aproximação. Há obras que correspondem a mais de um ítem.