sexta-feira, 6 de março de 2009

Maria em Lucas: síntese

Lucas apresenta o mais belo e diversificado perfil de Maria na Bíblia. Para o evangelista, o discípulo de Jesus é aquele(a) que ouve seu apelo, segue-o e aprende com ele no caminho (Lc 5,10s; 13,22). Ser aprendiz de Jesus significa também fazer parte de sua comunidade, peregrinar na fé e participar da causa de Jesus, que é o Reino de Deus. O seguidor de Jesus é aquele que “ouve a Palavra de Deus num coração generoso, conserva no coração e frutifica na perseverança” (Lc 8,15: explicação da parábola da semente e dos tipos de terra). Ora, a grande novidade de Lucas é apresentar Maria como a imagem viva do discípulo(a) de Jesus.
Podemos resumir as seguintes características de Maria no terceiro evangelista: a seguidora de Jesus, a peregrina na fé, o sinal da opção de Deus pelos pobres e a mulher contemplada pelo Espírito Santo.
(1) Seguidora de Jesus: Maria realiza as três qualidades básicas do discípulo fiel. Ela acolhe a palavra de Deus com fé (relato da anunciação: Lc 1,28-38), conserva a palavra no coração e a medita, confrontando-a com os fatos (Lc 2,19 e Lc 2,51) e frutifica esta palavra viva; sendo uma pessoa de intensa fé (“feliz de você que acreditou”: Lc 1,40) e a mãe do messias (“bendito é o fruto do teu ventre” em Lc 1,42). Somente Lucas relata a cena da mulher na multidão que grita: “Feliz o ventre que te gerou e o seio que te amamentou”, em claro elogio à maternidade biológica. Mas Jesus lhe responde: “Antes, felizes os ouvem a palavra de Deus e a realizam” (Lc 11,27). Antes de ser uma crítica à Maria, este texto revela sua real importância. A maternidade é conseqüência e expressão de sua fé. Neste sentido também, Lucas refaz a expressão final do (des)encontro de Jesus com os familiares, com a expressão: “Minha mãe e meus irmãos são os que ouvem a Palavra de Deus e a realizam”(Lc 8,21). Há portanto uma prioridade da fé, enquanto adesão à Jesus e à sua causa, sobre o simples fato de ser mãe de Jesus.
(2) Peregrina na fé: Somente Lucas relata as palavras de Simeão a Maria: “Quanto a ti, uma espada transpassará tua alma” (Lc 2,25). Não se trata de uma alusão ao sofrimento de Maria na hora da cruz, pois nos evangelhos sinóticos Jesus morre sozinho e Maria não está incluída entre as mulheres que o observam, de longe. A espada tem um sentido metafórico. Alude a Jesus, que é a palavra-gesto do Pai, conforme Hb 4,12s: "A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes. Julga as disposições e as intenções do coração. E não há criatura oculta à sua presença". Maria, como os outros aprendizes de Jesus, não sabia tudo. Foi fazendo descobertas no correr de seu caminho espiritual. Neste sentido, o relato da perda no templo confirma que Maria e José não entendem naquele momento as palavras e os gestos de Jesus (Lc 2,41-50). Por isso mesmo, ela precisa refletir e buscar o sentido dos fatos. A interpretação nova que Jesus dá à Lei, ao sábado, ao templo e às tradições questionava seus seguidores, trazia conflitos e lhes provocava mudanças na sua visão religiosa. Era uma espada! Maria passou pelo crivo da espada da Palavra, e cresceu com isso.
(3) Sinal da opção de Deus pelos pobres: Lucas é o evangelista que mais desenvolve a dimensão social da Boa Nova de Jesus. Coerente com esta orientação, Maria é apresentada por ele como uma mulher pobre, da desconhecida terra de Nazaré da Galiléia. Jesus nasce num lugar sem recursos e é envolvido em faixas (Lc 2,12). Como são pobres, os pais de Jesus oferecem pássaros no templo, em vez do cordeiro (Lc 2,24). O cântico de Maria, chamado “Magnificat” resume, de forma poética, a proposta de Jesus nas Bem-Aventuranças (Lc 2,46-55 em comparação com Lc 6,20s). Sinaliza, com clareza, que a Boa Nova de Jesus propõe uma mudança nas atitudes das pessoas e nas estruturas sociais. Deus se volta sobretudo para os mais pobres, pois são os que mais necessitam. Sua misericórdia permanece para sempre.
(4) Mulher contemplada pelo Espírito Santo: Em Lucas, Jesus começa a missão recordando a profecia de Isaías: “O Espírito de Deus está sobre mim” (Lc 4,14). É o Espírito que age em Jesus e nos seus seguidores, após pentecostes. Maria é apresentada então como a mulher sobre a qual “a sombra do altíssimo” se estende, para possibilitar a concepção de Jesus. Ela também participa da comunidade que prepara a vinda do Espírito (At 1,14). Portanto, Maria é “contemplada” duplamente pelo Espírito Santo: no nascimento de Jesus e no nascimento da comunidade cristã, após a ressurreição de Jesus.
A partir de Lucas, descobrimos traços originais da figura de Maria. O “sim”, pronunciado com inteireza no início da juventude, se renova no correr da vida. Ela passa por crises e situações desafiadoras, que a fazem crescer e caminhar sempre mais na adesão ao Senhor. Maria nos recorda que Deus escolhe preferencialmente os simples e humildes para iniciar o Reino de Deus, esta recriação da humanidade e dos cosmos. A partir do Magnificat, ouve-se o apelo por novas relações interpessoais, econômicas, políticas, culturais e ecológicas. Maria simboliza o ser humano em construção, aberto a Deus, tocado pelo Espírito Santo, cultivando um coração solidário.Essas características marianas inspiram atitudes de vida de cada cristão e da Igreja-comunidade. Sentimo-nos chamados a sermos discípulos fiéis de Jesus, ouvindo, acolhendo, guardando no coração e praticando sua Palavra. Renovamos o nosso “sim”, mesmo no meio das crises, pois sabemos que somos “bem-amados de Deus” (Ef 1,6). Alimentamos, como Maria, um coração agradecido a Deus, que O louva por todo o bem que Ele realiza em nosso meio e através de nós. E nos empenhamos pela solidariedade e pela cidadania planetária, construindo uma sociedade mais próxima do projeto de Deus.

80 comentários:

Anônimo disse...

O texto de Maria em Lucas é fundamental para a vida cristã hoje. Luis Carlos ISTA

Diogo Silvério - Faculdade Dehoniana disse...

O texto referente as três qualidades basicas do discípulo fiel, chamou minha atenção. Assim, Maria acolheu, conservou e meditou a palavra, fazendo com que a palavra frutifique, para nós cristãos essas qualidades é um dos quisitos basicos que temos que ter para que o Evangelho seja anunciado fielmente. No entanto, acolher, conservar e meditar a Palavra é obrigação de cada um de nós, para mantermos fiéis ao projeto de Deus.

Frater Ricardo disse...

Gostei demais do conteúdo postado e principalmente da aula que tivemos hoje na dehoniana. Fiquei impressionado na leitura que fizemos, onde ficou claro que Maria é muito mais importante por seu exemplo daquela que ouve a palavra,a guarda e a pratica do que pelo fato de ser a "mãe" de Jesus. É mãe, mas é a discípula fiel que fez tudo em vista de que o plano de Deus acontecesse e para testemunhar a validade do seguimento e da fidelidade a Jesus.Que dela aprendamos a fidelidade e o discipulado, que guardemos as palavras e os ensinamentos do Filho para assim, praticarmos a vontade do Pai.

Alexandre da Silva Bento - Faculdade Dehoniana disse...

Ao evidenciar Maria como a perfeita discípula, Lucas que é o evangelista do Espírito Santo, nos dá este modelo de um verdadeiro discípulo de Jesus, e que modelo!
Assim Maria é aquela que além de apontar para o Filho, ainda nos ensina qual a melhor maneira de segui-lo, e como devemos nos tornar colaboradores de Cristo, que salva e liberta, ao mesmo tempo que nos tornamos amigos.

Marcos César de Oliveira - Faculdade Dehoniana disse...

Para mim um dos pontos mais importantes sobre Maria é o fato dela ser a perfeita discípula, que ouve, medita e faz a Palavra de Deus produzir frutos. Acredito que falte para nós como Igreja muito desse ponto: ouvimos a Palavra, às vezes guardamos, mas na hora de produzir frutos não temos sido muito convincentes.
A Palavra só tem sentido quando não é absurda e faz sentido na vida dos homens. Santa Catarina de Sena Dizia: “Se vós fosseis o que deveríeis ser, incendiaríeis o mundo”. Que Maria nos ajude a sermos seguidores comprometidos um pouco parecidos com ele na arte de ouvir, no dom de guardar e na graça de Viver a Palavra de Deus.

Alison Vieira da Silva Ista - Istituto Santo Tomás de Aquino disse...

Maria a discípula inspiradora para o nossos dias de hoje, pois em quatro formas ela apresenta o caminho para ser discípulos(as) de Jesus Cristo. 1) ser seguidor(a) de Jesus, é guardar em nosso coração cada ensinamento, fazendo germinar para dar bons frutos para que se possa alimentar o próximo. 2) ser pereguino(a) na fé, é deixar que a palavra entre em nossa vida, pricipalmente no nosso coração cortando qualquer barreira que possa impedir de dar frutos. 3)
Ser sinal da opção de Deus pelos pobres, é ver no outro a necessidade de acolher essa palvra, que realmente precisa receber esse fruto da palavra de Deus, na maioria das vezes os esquecidos pela nossa socuiedade de hoje que deixaram de acreditar na palavra de Deus. 4) Ser contemplado pelo Espirito Santo, e por fim deixar o Espirito Santo agir em nosso interior, mostrando a beleza do reino de Deus, que é estar a serviço sendo um instrumento ao amor doado de coração, assim como Maria disse o seu "Sim", digamos os "Sim" com força a esse propósito de Jesus, sermos discípulos pronunciadores do seu reino para todos, pois a Salvação é para toda a Humanidade.

Miguel sa Silva Faculdade Dehoniana disse...

MARIA EM LUCAS
Notamos que no evangelho de São Lucas é onde ocorre por mais vezes a citação de Maria na Sagrada Escritura. Demonstrando assim, que o autor tem visão terna pela mãe de Jesus. O valor de Maria para Lucas não está na sua maternidade, mas por ela ser ouvinte e discípula fiel de seu próprio Filho.
Lucas mostra não uma Maria mágica, toda poderosa e onisciente, mas uma mulher comum, que na sua humildade tem atitude de perseverança. Com essas atitudes, foi ela guardando em seu coração (Cf 2,20) tudo aquilo que de Deus lhe foi revelando sobre seu Filho Jesus. Esse aprendizado se deu ao ouvir a Palavra e a uma resposta de fé. “Felizes são os que ouvem a Palavra es as põe em prática” (Lc 11,27).
Maria não compreendia imediatamente todos os fatos acontecidos ao seu Filho, sendo assim seu processo de aprendizado foi gradativo e silencioso. Depois de um processo de maturidade religiosa, Maria rompe com as tradições familiares e acolhe a vontade de Deus para seu Filho, e o amor de seu Filho para com Deus. Para isso ela tem de ser muito perseverante,isto é mulher de fé. O autor nos traz Maria como mulher pobre e humilde, e com espírito de profeta dos pobres.
A partir dos textos de São Lucas Maria tornou-se para mim uma figura mais agradável e real. Por muitas vezes aprendi ver uma Maria quase como deusa chegando a condição de igual com seu Filho. Agora tendo um olhar mais real sobre a figura de Maria, me consola vê-la em sua condição natural de mãe. Um exemplo de mulher, que passou tudo semelhante a cada um de nós. O que faz dela alguém extraordinária e a condição de ouvinte e fiel a sua missão.
Maria educadora, nos ensina a ouvir a Palavra, conservar em nosso coração e produzir frutos de perseverança e fé. Pois assim seremos perfeitos discípulos de seu Filho Jesus.

Anônimo disse...

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Jaime Ludwig - Faculdade Dehoniana disse...

Diante do que foi lido e refletido, Maria é vista como mulher atenta, singela, serena e pobre. Ela sobressai-se entre os humildes e pobres do Senhor, pela sua escuta amorosa e atenta. A sua humildade ressalta a escolha bem feita de Deus com aquela que gerou e deu a vida. Portanto, Deus prefere os “pobres” para serem colaboradores de seu plano no mundo. Eles são os parceiros de suas grandes obras. Além disso, o próprio dito de G. Bernanos: “Os pobres salvarão o mundo”, proclama o Vaticano II em sua mensagem a todos os que sofrem: “Vós, com Cristo, se quiserdes, salvais o mundo”.
Lucas apresenta Maria como mulher pobre. Essa pobreza ajuda a manter viva a sua atitude atenta, de serviço, de entrega e de gratuidade. Indica ainda, que a pedagogia de Maria é a de comunhão. Ela educa para um estilo de vida compartilhada e solidária. Portanto, os gestos de Maria levam a olhar para além, ou seja, para a Boa Nova de Jesus, levando a uma mudança de atitudes nas pessoas.

Valdenir Tadeu da Cunha - Dehoniana disse...

As aulas de Mariologia tem sido um despertar para o conhecimento no centro acadêmico. Destaco a forma pedagógica do professor que é cativante e direta ao assunto com enfoques pastorais e teológicos. Todo o curso está sendo ótimo, até agora. É provocador a compreensão de Maria na Palavra de Deus. A forma que o Evangelista Lucas apresenta a figura de Maria, como uma mulher que ouve o apelo de Jesus, segue-O e aprende com Ele no caminho, isso é importante para a vida.
Outro assunto que realmente me colocou a uma reflexão provocadora e nunca tinha ouvido foi em relação ao “Magnificat”. Um canto de libertação. Compreendo que há uma ligação entre fé e vida. Fé por Maria conhecer e admirar as potencialidades de seu Senhor, é na sua existência que se concretiza. Vida por ser uma súplica de libertação que Maria faz voltada para a sua realidade: pobreza socioeconômica, dominação sociopolítica, opressão religiosa e espera ardente de libertação das pessoas cansadas e abatidas. Isso a muitos anos atrás, esta realidade, e que hoje também não há muita diferença. É missão de todos nós! Que esse ato de louvor resplandeça em todos nós, pela ação do Espírito Santo, para sermos iluminados e corajosos na vida a favor da libertação dos mais necessitados.

Maurício Gercilio Vaz (Faculdade Dehoniana) disse...

Podemos observa que Maria sempre foi obediente na escuta da palavra, Maria a exemplo de seu filho foi fiel as Sagradas Escrituras... Lucas mostra uma Maria messiânica que corresponde ao chamado de Deus com autenticidade, no Evangelho de Lucas Maria aparece como palavra vida das Sagradas escrituras...

João Carlos Paschoalim - Faculdade Dehoniana disse...

Ao iniciar os estudos de mariologia um primeiro aspecto que chama atenção e a diferença apresentada da personalidade de Maria. Diga-se de passagem bem diferente daquelas que estamos acostumado a ouvir. Percebo que Maria foi e é a mulher extraordinária no ordinário de sua vida, assim deve ser em nossas vidas também.
O evangelista Lucas apresentado como médico e como tal faz em seus relatos apresentações minuciosas. Mas, no entanto, nem um pouco extravagante ou exagerado sobre a pessoa de Maria. O autor é de uma delicadeza cirúrgica se assim podemos dizer, ao relatar este belo personagem “Maria” na vida e na história de Jesus.
Tomemos como exemplo Lc 1, 26-38, a anunciação a Maria, é sabido que este é um relato sobre vocação em um esquema de aliança, mas a grandeza esta em que esta aliança é feita com uma mulher, sendo esta a única a ser feita no tempo que se inicia com Jesus, pois antes deste tempo as alianças eram feitas com homens. Lucas mostra um tempo novo que se inicia, mas de forma discreta coloca a mulher numa condição central na participação do projeto messiânico. A sutileza do autor não permite que Maria ocupe ou tome o lugar central deste projeto, no qual Jesus de Nazaré é o foco. O autor dá ênfase a maternidade de Maria, mas como conseqüência e expressão de sua fé.
Por isto como nos é apresentado no texto a grande novidade é apresentação de Maria como ouvinte da palavra; cultivadora da palavra e aquela que dá frutos a partir desta palavra.
“Ser aprendiz de Jesus significa também fazer parte de sua comunidade, peregrinar na fé e participar da causa de Jesus, que é o Reino de Deus. A grande novidade de Lucas é apresentar Maria como a imagem viva do discípulo(a) de Jesus”.
Ser aprendiz é estar na comunidade, que coisa maravilhosa é esta perfectiva. Ser aprendiz e romper como uma estrutura tradicional ou esquemas pré-figurados e assumir uma condição nova, isto é, assumir uma postura nova. Para nós nos tempos atuais é como vivermos neste mundo inseridos em todas as condições sociais, econômicas, culturais e humanas, mas fazer uma leitura diferente de todas as coisas.
Maria como aprendiz realmente aprendeu a olhar a partir dos olhos de Jesus, por isto Lucas vê e apresenta-a como discípula de Jesus.
Encerro este breve comentário retomando o texto da anunciação, onde suas palavras finais mostram a atitude a qual devemos tomar todos os dias desta vida peregrina: “Ecci Ancilla”.

Diomar Romaniv - Faculdade Dehoniana disse...

Olhar Maria como discípula de Jesus é contemplar o modelo de discipulado que nos ajuda a responder o projeto do documento de Aparecida e da missão contiental.
Acolher, contemplar e frutificar a experiencia de Deus são passos fundamentais para que nosso testemunho seja eficaz como é o de Maria, que atrai tantos em tantos lugares.

Douglas Waismann Faculdade Dehoniana disse...

O texto acima, bem como nossas aulas do curso de Mariologia tem sido bastante esclarecedoras no sentido de entender Maria de uma maneira equilibrada. Destaco Maria na qualidade de seguidora de Jesus.
É comum na devoção popular vermos Maria como nossa mãe na fé, contudo sua virtude de discípula precede sua maternidade: “A maternidade é conseqüência e expressão de sua fé”. Ter isso em mente é fundamental para nossa caminhada, onde Maria se revela como modelo e inspiração.

Fabrício - Faculdade Dehoniana disse...

É muito interessante notar o paralelo entre Maria no evangelho de Lucas com a parábola do semeador. Maria é o terreno fértil que ouve a Palavra, medita e a põe em prática produzindo frutos em abundância. Assim, Maria é apresentada pelo Evangelista como discipula seguidora e um exemplo para nós. Jesus é o modelo e Maria o exemplo de seguidora do Modelo.

Eduardo Dalabeneta - Dehoniana disse...

Primeira Maria, segunda Maria, a mesma Maria

A proposta discipular de Lucas apresenta Maria em três fases. Na primeira, ela foi mãe e mestra que contribuiu para o despertar da consciência messiânica de Jesus. O fato dela ser acostumada com a Palavra, optar pelos pobres, profetizar o reinado de Deus, aberta a ação do Espírito imprimiu no menino Jesus estes mesmos valores.
Na segunda, acontece a EVOLUÇÃO. Jesus supera a compreensão de sua mãe (...) e a convida para também fazer o mesmo. O caminho que Jesus inaugura compreende rompimentos quando necessários, mas mantêm em continuidade as lições de sua mãe. Maria passa a ser discípula e seguidora de seu filho.
Com tudo isso, Lucas pretende mostrar que o caminho discipular é evolutivo e ninguém escapa dele. Se Maria ajudou Jesus a ser “um pouco” do que ele é, Jesus fez Maria ser o modelo mais perfeito dos discípulos que “adoram o Pai em espírito e verdade”: mãe, pedagoga, discípula, peregrina e mãe da Igreja.

TIAGO VITURIANO - FACULDADE DEHONIANA disse...

O Evangelho de Lucas apresenta, na figura de Maria, o ser missionário da comunidade cristã, que ouve a palavra, conserva e dá fruto. Este texto nos ajuda e muito na pastoral, pois nos mostra, a exemplo de Maria, a sermos discipulos e missionarios de Jesus. Que Maria nos ajude a sermos discipulos e missionarios de seu Filho.

José de Menezes - Faculdade Dehoniana disse...

A exemplo de Maria devemos ser também verdadeiros discípulos de Jesus, tendo Maria como modelo. E ser verdadeiro discípulo-missionário é totalmente diferente daqueles que são mercenários. Porque mercenários nada mais, nada menos são aqueles que trabalham por remuneração financeira mas, o cristão que realmente é cristão autêntico tem um perfil da espiritualidade de Maria. É a virgem do coração de Deus, capacitada pelo Espírito Santo para oferecer a Deus o Sim total da aceitação e da fé, em vão esperado do povo eleito.
Como já sabemos Maria é a escolhida como discípula. Além da apresentação de Maria como modelo de vida espiritual, encontramos em Lucas e em João atitudes práticas que todo cristão é convidado a partilhar. A atitude que as palavras proféticas de Maria expressam: “de agora em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48); esta exaltação refere-se a singular alegria religiosa que o homem sente com sua participação na salvação do Reino de Deus, o louvor dos homens de sua eleição como instrumento das grandes obras de Deus que desconcertando os cálculos dos homens, chamou Maria para ser Mãe do Salvador.

Márcio Fraga - Dehoniana disse...

A figura de Mária é uma síntese de fidelidade, seguimento e adesão a proposta do Evangelho.Modelo de vida cristã.
Em uma urgente necessidade de voltar as origens da fé,re-colocando o papel de Maria na História Salvifíca e sua presença efetiva e afetiva no chão da nossa história...Que a exemplo de Maria, ouvinte e praticante da palavra, possamos prosseguir nesse caminhar de discípulos e missionários de Jesus Cristo á luz da V Conferência.

flabetto disse...

MARIA MÃE, MARIA MULHER, COMO É BONITA A TUA FÉ (bis)
Assim sintetizo tudo o que representa Maria, tendo por base o texto de Lucas, Mãe por designo do Pai, mas com sua total participação, Mulher que acolhe. Maria a virgem que sabe ouvir. Tudo isso é grande sinal de fé. Por isso, esta mulher é para nós modelo de discipulado. È preciso ouvir o que o Pai tem a nos falar, guardar no coração e dá nossa resposta de adesão, ao chamado do Pai. Façamos como Maria, renovemos o nosso sim, mesmo sabendo que a caminhada não é fácil. Contando com sua proteção ó Mãe, quero ser fiel a minha vocação.

Ubirajara da Silva Salazar SCJ - Faculdade Dehoniana disse...

O texto nos mostra Maria como a perfeita dicípula de Cristo. Encontramos eco disto também no Documento de Aparecida: "A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1,450 e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor" (DAp 266). Somos, portanto, instigados a não apenas reverenciar Maria como a Mãe de Jesus, mas também como sua Discípula. Que dela possamos aprender o caminho do verdadeiro discipulado, ouvindo o apelo do Mestre, conservando-o no coração e dando os frutos conforme a capacidade que nos foi dada a produzir.

Francisco Alexandre Viana ISTA disse...

Lucas apresenta Maria como uma discípula fiel de Jesus. Para este autor, o discípulo é aquele que ouve a palavra, guarda e dá fruto na perseverança. Se parece com a relação do mestre e discípulo, a partir dos níveis de leitura do povo judaico. Estes estabelecem quatro níveis de leitura, a saber: um simples (PSHAT), um que busca ir além das palavras (REMEZ), um que procura revelar o que está oculto na profundidade do texto (DARASH), e um caracterizado por um segredo místico (SOD), no qual o leitor e o texto são um.
Assim, Maria é a discípula que ouve e percebe as palavras de seu Filho e Mestre, Jesus Cristo. Busca ir além, tentando compreender a ação e a vontade de Deus na sua vida, e na história de seu povo. Guarda no seu coração, em um processo de questionamento sobre o que está oculta atrás das palavras. E ao se apropriar do texto, da mensagem de Jesus, fazendo-se um com ele, dá fruto na fé e perseverança. Sendo presença animadora da comunidade, como discípula fiel.
Desta maneira, Maria mulher do seu povo, vive a esperança da vinda do Messias. Reflete no seu coração a ação de Deus na história. Procura desvelar o que está oculto, alimentando sua fé e a perseverança na concretização do Reino de Deus, pregado por Jesus. Sendo sinal de esperança para a comunidade no seguimento de Jesus e no compromisso para com os pobres. Anunciando a mensagem de libertação e de esperança. Que ela nos ensine a ser discípulos fieis de Jesus Cristo!

Claudinei Ramos - ISTA - V período teologia disse...

Maria a perfeita discípula


O Evangelho de Lucas traz toda uma riqueza de reflexão no que diz respeito à figura de Maria. Ele a coloca como a perfeita discípula que sabe ouvir, guardar e frutificar a palavra.
Ao olhar para Maria a comunidade é chamada a compreender a grandeza do discipulado que passa pela abertura do coração ao projeto de adesão a Cristo e a proposta de seu Reino. A vocação de Maria é como um espelho para a vocação cristã, pois ela é o protótipo de seguidora para todos aqueles que buscam seguir a Cristo mais de perto.
Colocar Maria como discípula e fiel seguidora do mestre é mergulhar no cerne do Evangelho de Lucas que realça que para ser discípulo de Jesus é preciso mais do um simples sim. Mas uma adesão por inteiro a causa do reino de Deus que se concretiza através da prática da misericórdia.

Claudinei Ramos - ISTA - V período teologia disse...

Maria a perfeita discípula


O Evangelho de Lucas traz toda uma riqueza de reflexão no que diz respeito à figura de Maria. Ele a coloca como a perfeita discípula que sabe ouvir, guardar e frutificar a palavra.
Ao olhar para Maria a comunidade é chamada a compreender a grandeza do discipulado que passa pela abertura do coração ao projeto de adesão a Cristo e a proposta de seu Reino. A vocação de Maria é como um espelho para a vocação cristã, pois ela é o protótipo de seguidora para todos aqueles que buscam seguir a Cristo mais de perto.
Colocar Maria como discípula e fiel seguidora do mestre é mergulhar no cerne do Evangelho de Lucas que realça que para ser discípulo de Jesus é preciso mais do um simples sim. Mas uma adesão por inteiro a causa do reino de Deus que se concretiza através da prática da misericórdia.

Frater Silvio disse...

Duas conclusões fundamentais podem ser colhidas deste estudo. A primeira é um deslocamento de eixo obtido por uma ênfase maior no discipulado de Maria e não tanto na sua maternidade. Ser mãe foi conseqüência de uma perfeita adesão. Isso aproxima a vocação cristã da vocação de Maria.
A segunda é uma mariologia que parte de Maria de Nazaré (pobre, simples, porém contemplada pelo Espírito Santo e agraciada por Deus) de sua vida, vocação, resposta generosa e adesão ao projeto salvífico de Deus. Creio que essa ênfase é fundamental para uma identificação com Maria, visto que ela é a síntese perfeita do seguidor (a) de Cristo que quer ouvir a Palavra, cultiva-la e faze-la frutificar.
Fr. Sílvio José, scj - Faculdade Dehoniana, Taubaté.

Adilson F.Chaves Facu Dehonia Tauba disse...

Falar de Maria é falar de Mãe, é falar de Mulher. Assim também pode ser pode ser refletida nos relatos do Evangelho de Lucas. Como afirma nosso Saudoso João Paulo II: “Maria não é apenas uma mulher” , mas “a Mulher”, “ ela é o arquétipo de todo o gênero humano” (Mulieris Dignitatem n.4). Neste papel, Maria é o modelo do que significa ser humano, e portanto ela é modelo tanto para os homens quanto para as mulheres. Como percebemos em Lucas, ela é modelo de discipulado, de receptividade e de capacidade de ouvir e é o primeiro membro da Igreja (Eclésia) fundada por Jesus. Maria é modelo do que significa ser “uma mulher”. Ela é a única em quem a virgindade e maternidade coexistem e sua maternidade proporciona o exemplo fundamental da “comunhão especial com o mistério da vida” que pertence apenas as mulheres. Como diz o papa Bento XVI: “Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-se grande a si mesma, mas engrandecer a Deus” (Deus Caritas Est n.41). A obediência de Maria é um exemplo de sinergia e cooperação com Deus no plano da salvação. Até podemos comparar Maria com os Profetas. O Profeta é aquele que reconhece a vontade de Deus e dá testemunho desta vontade em sua vida presente através de palavras e atos. Por ocasião da encarnação, Maria aceita ser a mãe do Messias em nome do povo e comunicar a revelação da encarnação, a Mãe de Deus cheia de graças do Espírito Santo, tem fé no fato de que seu filho é o Messias (Lc 1, 45), mas não consegue captar imediatamente as consequências deste ato de fé. Em sua alegria (chaire) ela entoa um cântico cheio de reminiscências bíblicas – Magnificat: Maria entende seu destino no Espírito do AT e, no conjunto as palavras do Magnificat inspira-se no cântico de Ana em honra do nascimento de Samuel (1Sm 2,1-10). Nos dois casos, está sendo celebrado o mesmo evento: o nascimento de uma criança que foi escolhida para participar no desígnio da salvação. Aqui podemos perceber porque Maria é “a Mulher”, gerar um filho naquele tempo implicaria muitas consequências, e mesmo assim ela deu o seu SIM e, transbordava de chaire, porque o Espírito Santo de Deus estava com ela e, ela acreditou.
Adilson F. Chaves, msj

Claudienei Francisco de Oliveira - faculdade dehoniana disse...

Uma mulher de muitos nomes e qualidades, Maria se torna um exemplo para todos nós que buscamos o caminho de santidade, pois segue o Cristo na escuta, no silêncio, onde acolhe, conserva, medita e vive os frutos da boa nova. Ela é a peregrina na fé passando pelo crivo da espada da Palavra que a levou ao amadurecendo na fé. Ela é um sinal visível da opção de Deus misericordioso pelos pobres, se tornando completa e cheia do Espírito Santo.

Luis Paulo - Faculdade Dehonina disse...

o texto apresentado em sala de aula foi ajuda para poder entender a figura de Maria, afinal de consta eu tinha somente aquela visão de Maria que me fora ensinado por meus pais e também pela catequese.

Victor disse...

É interessante perceber que o Evangelho de Lucas nos apresenta Maria como modelo do perfeito discipulado de Jesus. Nesses tempos em que a Igreja Latino-Americana insiste no convite a retomar o discipulado e a missionariedade da vida cristã, Maria serve-nos como modelo daquela que soube OUVIR o seu Filho Jesus, CULTIVAR a sua mensagem e PRODUZIR FRUTOS de uma vida a serviço do Reino. A própria Conferência de Aparecida, na casa da Mãe, nos propôs Maria como modelo para todos os povos latinos de seguimento do Cristo e do seu Evangelho.
Essa tríplice dimensão do discipulado, no Evangelho de Lucas, é plenamente assumida em Maria: a cena da Anunciação mostra-nos Maria atenta à voz de Deus (sua Palavra); no Nascimento e no Reencontro de Jesus no Templo, Maria é aquela que “guarda todas as coisas no coração”, sabe meditar e cultivar a Palavra; na Visitação à sua prima, Maria produz frutos pela fé e pelo serviço. Maria é, portanto, mestra do discipulado de seu Filho. Ela caminha conosco, peregrina na fé, e nos ensina a caminhar! Que saibamos com ela aprender a ouvir seu Filho, meditar sua Palavra e produzir bons frutos de fé e de disponibilidade no serviço do Reino.
Victor de Oliveira Barbosa (Faculdade Dehoniana – Taubaté/SP).

Sandro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sandro disse...

No evangelho de Lucas contemplamos Maria como a mulher que sabe ouvir. Sebe ouvir e atender aos apelos que daí decorrem. Diante da grandiosidade da missão do Filho a mãe se coloca como aprendiz, discípula. Esta atitude de Maria ressalta a centralidade de Cristo na sua vida. A vida de Maria só tem sentido se referida à Cristo e a seu mistério.
Entender a pessoa e missão de Maria de Nazaré fora deste contexto crístico significa cair num puro devocionalismo. Na pessoa de Maria tudo precisa indicar a Cristo. Eis o que acontece nos relatos da Sagrada Escritura, Maria sempre aponta para Jesus. Que a vida e o exemplo da Virgem de Nazaré nos inspirem e nos ajudem a compreendermos aquilo que a Conferência de Aparecida nos propõe: ser discípulos-missionários de Jesus Cristo, ouvindo sua Palavra, acolhendo-a, guardando-a em nossos corações, pois preciosa é e tenhamos a coragem de assumir a missão discipular própria de cada um de nós.
SANDRO LUÍZ CHARNOSKI – FACULDADE DEHONIANA

Sedney Manja,sdb disse...

Caminhar com Maria.

Quando nos colocamos em contato com o Evangelho de Lucas, através de meditação, reflexão ou estudo, descobrimos imagens e temas interessantes como: a misericórdia do Pai com os filhos, o semeador que lança sementes, a mulher que se alegra quando encontra a moeda perdida, o evangelho revelado aos pobres e pequeninos, e outros.
Em Lucas Maria é apresentada como discípula, que se coloca no seguimento como mulher simples e pobre, disposta a cooperar para que o Reino de Deus aconteça na vida do seu povo, sofrido e marginalizado.
A opção de Deus por Maria nos revela a sua opção pelos pobres, aqueles que estão às margens de tudo e de todos. Lucas apresenta Maria como uma mulher que se doa ao Pai e confia no seu projeto quando diz: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc1, 38)
Maria vai amadurecendo no caminho da fé aos poucos, ouvindo a Palavra e guardando no coração as coisas que ainda não compreende. Maria faz frutificar a Palavra, à medida que ouve e guarda no seu coração. Em Lucas 2,41-51, que nos relata a perda do menino no Templo, Maria não entende o que Jesus fala e faz, mas busca compreender. Este é o aspecto mais bonito e mais profundo de Lucas, só se compreende e amadurece a fé, quando se coloca no seguimento: ouvindo, meditando e frutificando a Palavra no cotidiano da vida.

Sedney Manja, sdb

Jacqueline - Faculdade Dehoniana disse...

Olhando a realidade das nossas comunidades e deparando com a figura de Maria apresentada sinto que a nossa evangelização está muito longe da esperada. Apesar do imenso conteúdo que dispomos ainda continuamos a frisar sempre a Maria “milagreira” como se essa fosse a sua principal característica. A impressão que tenho é que essa Maria satisfaz a muitos dos nossos padres que continuam nas suas homilias a frisar este aspecto quando poderiam falar dela como perfeita discípula de Jesus aproveitando o gancho dado pelo Documento de Aparecida.
Que essa figura de Maria perfeita discípula possibilite que voltemos os nossos olhos para a nossa real vocação de discípulos. Que façamos como ela esse percurso do ouvir, cultivar e frutificar a Palavra neste mundo tão carente desses frutos.

Odinei de P. Magalhães - ISTA disse...

Maria, a Peregrina na fé. O seu sim ecoou com tanta vontade que se renovou, muitas vezes, ao longo de sua vida. As crises e os desafios que ela experimentou fizeram com que ela crescesse e se fortalecesse no seguimento do Senhor. Ao guardar no coração a Palavra de Deus, ela se tornou o exemplo do verdadeiro seguidor de Jesus. Foi a primeira a dar o seu sim, colocando a Palavra de Deus em prática. A sua fé, enquanto razão da bênção e da resposta de Deus, realiza-se na entrega total nas mãos do Senhor. Fé é abandono, entrega, confiança, perseverança e fidelidade. A fé possui a dimensão pessoal, comunitária e sócio-transformadora. Parte sempre de uma opção pessoal que requer rupturas. A fé de Maria é uma fé a qualquer prova e está alicerçada na promessa do Deus de Israel.

Matheus Vicente Xavier Faculdade Dehoniana disse...

Primeiramente queremos reafirmar sobre a contribuição do evangelista Lucas na questão da Mariologia.
Estudando o terceiro evangelho percebemos abordagens sóbrias na questão da pessoa de Maria.A chave de leitura que me chamou mais atenção na obra lucana foi a apresentação de Maria como: Sinal da opção da Deus pelos pobres, na qual expressa uma mensagem de dimensão social e coletiva, ou seja, Deus se revela na pessoa de Maria nos chamando a construir uma sociedade nova; sendo assim vemos uma Maria diferente que é apresentada na dimensão maximalista.

Anônimo disse...

Cesar Ruben Gomez- Facultade Dehoniana.
despues de haber leido el texto refernete a Maria en Lucas destaco el proceso que maria va realizando en su vida en la cual ella se va tornando no solo madre de Jesús si no tambien discípula del mismo Cristo, ella va vivenciando es todo su ser el proceso de crecimiento en la fe como aquella que Escucha y cree en la Palabra, la guarda y medita en el corazón y vive lo que cree en el día a día. paria en esta simplisidad que brota de una humildad que no busca engrandeserla si no mas bien destacar un sinsero ejemplo de vida y entrega.

Vanderlei Alves dos Reis - ISTA disse...

O texto de Maria em Lucas é essencial para a vida cristã. Lucas mostra o mais belo diversificado traços de Maria na Bíblia. Para Lucas Maria é a perfeita discípula e seguidora de Jesus. Maria é o exemplo vivo do discípulo e seguidor de Jesus, que acolhe a Palavra de Deus com fé, guarda e medita no coração e a põe em prática, produzindo bons frutos. Com Maria podemos vivenciar toda a esperança e confiança o projeto salvífico de Deus.

João Ricardo (ISTA) disse...

Maria é apresentada por Lucas através de três características fundamentais para a realização do projeto de Deus, a saber: a humildade, a obediência e a fé. Qualidades intimamente ligadas entre si. Este tríplice atributo está notoriamente, dentre tantas outras passagens, presente no magnificat (Lc 1, 46-55), cântico, muito tempo antes de Maria, proclamado por Ana (1 Sm 2, 1-10) no primeiro testamento. Estas qualidades demonstradas acima não são as únicas. Todavia, elas expressam uma mulher de origem simples que escutou, quis entender e aderiu o plano salvifico. Isto foi o suficiente para fazer com que Isabel exclamasse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre”(Lc 1, 42). Tal exclamação não tirou Maria sua humanidade, colocando-a como “super-mulher”. Só veio mostrar o quanto ela foi forte, humana e convicta de sua fé. Isto sem maximizá-la (exaltá-la) e/ou minimizá-la (diminuí-la). Ela gerou (Lc. 2,7) o Filho e este, por sua vez, a gerou (Lc. 2,49) através do seu anuncio e testemunho. Assim, com humildade (Lc. 1, 48), obediência (Lc. 1,28-36.38 – audire=escuta) e fé (Lc 1, 39) ela se tornou bem-aventurada (Lc 1, 48), porque ela colocou em pratica o anuncio que recebeu.

regiane vieira disse...

Regiane Vieira - Faculdade Dehoniana
Olhar Maria a partir do discipulado é libertador,principalmente em nossa sociedade onde a mulher desempenha o papel de mãe,filha,educadora. Descobrir Maria como aquela que viveu em conflito,e durante sua caminhada foi descobrindo um novo papel a de discípula é uma chave de leitura importantissima para se levar a pastoral,dando para a comunidade um novo significado ao papel da mulher na Igreja. Maria exemplo de perseverança na caminhada como discipula.

Edemilton dos Santos - ISTA - V teologia disse...

Maria: mulher simples na escuta, na contemplação e na ação.

Olhando para o “desenho de Maria”, feito por Lucas, três atitudes são fundamentais a serem observadas, entre outras, em Maria: a escuta, a contemplação e a ação. Só escuta quem se põe, de certo modo, abaixo do outro. Quer dizer: calar a voz, aquietar o pensamento e dirigir o ouvido somente para o que se escuta. Na Anunciação, (Lc1,26-38) Maria fez muito bem essa trilogia. Envolveu-se inteiramente no enviado do Deus, na escuta da novidade, no aquietar o pensamento somente interiorizando o que escutava, mesmo que fosse duvidoso até não serem os fatos esclarecidos.

No caminho para casa de Zacarias (Lc1,39ss) encontra-se a contemplação e a ação juntas. Ao se dirigir para as montanhas atravessando-as, a menina Maria contempla todas as palavras do enviado de Deus. Talvez não se encontre uma afirmativa assim historicamente, mas olhando pelo lado da fé se pode deduzir que no silêncio do caminho Maria não esquece da missão que tem pela frente. Não tem certeza do que assumiu, mas confia em quem lhe pediu. Assim sendo, Maria vai para a ação, ou seja, a missão. (Lc1,42-45) Permanece com sua prima cerca de três meses lhe auxiliando.

Portanto, Maria nos remete a escuta da Palavra de Deus, para na sua contemplação se dirigir para a ação, ou seja, a missão de ‘despertar” o seu Filho nos irmãos e irmãs que o deixam dormindo, na construção do Reino de Deus.

Edson Máximo (ISTA) disse...

Um bom estudo de mariologia deve levar-nos ao ponto central de nossa fé, Jesus Cristo. Daí, que os aspectos apresentados de Maria como: seguidora de Jesus, peregrina na fé, sinal da opção de Deus pelos pobres e a contemplada pelo Espírito Santo são aspectos que nos ensinam a termos as mesmas atitudes e a vivermos uma experiência profunda de fé. Uma experiência que nos leve ao encontro das pessoas mais excluídas e marginalizadas de nossa sociedade apresentando um Deus que caminha com seu povo e é sinal de esperança. Maria foi à fiel seguidora de Jesus e ela nos ensina a realizarmos sempre aquilo que Ele nos disser (Jo 2,5). Hoje, o estudo de mariologia é de suma importância para elucidarmos aspectos importantes. Maria é a mãe, fiel seguidora e participante ativa da vida de Jesus. Muitas outras atribuições para mim são partes de nossas reflexões. Porém, nem sempre acertadas.

Célio Faculdade Dehoniana disse...

Sem dúvidas o que me chama a atenção é desmistificação acerca de Maria, isto é, idéias erradas que temos dela. O evangelista Lucas com sua sabedoria nos mostra Maria como mulher que acolhe e vive para a Palavra encarnada em sua vida.
Maria nos ensina a seguir Cristo, para que nossa fé sempre mais seja fortificada pela opção preferencial dos irmãos e irmãs. Por fim, Maria nos educa para viver na pre-sença do Espírito Santo.

Renato disse...

Nas aulas de Mariologia tenho apreendido um outro jeito de ver Maria. Antes o que marcava era um maximalismo Mariano, hoje e lendo este texto de Maria em Lucas é preciso antes ter um discernimento sobre as praticas devocionais.
Maria sem dúvidas é a agraciada que Deus quis-se revelar a humanidade. Ela deu o exemplo: ouviu a palavra e deu a sua resposta, guardou e a cultivou e muitos foram os frutos.
A exemplo dela precisamos nos fazer servo da palavra de Deus e fixar o nosso olhar, nossa esperança em Deus e saber que em nossa missão podemos contar com a sua intercessão, pois ela é a perfeita discípula e seguidora de Jesus.
Renato Marques - Faculdade Dehoniana – Taubaté SP

Franco Allen - ISTA disse...

Maria a seguidora de Jesus, a peregrina na fé, o sinal da opção preferencial pelos pobres, aquela que é contemplada pelo Espírito Santo. Chaves de leitura que Lucas nos apresenta, que, aliás, é o único evangelista que a descreve com tantas características. Acredito que mais do que a maternidade divina, Maria se destaca pelo seu discipulado constante, pela sua adesão ao projeto de Deus. E se hoje, inúmeras pessoas são apaixonados por essa figura feminina, é porque carregam em si uma Maria de “situações”, uma Maria que não foge ao ver as dificuldades, pelo contrário, assume sem temer as conseqüências, e mesmo sem entender proclama: “faça-se em mim segundo a Tua Palavra”. Nosso povo também é marcado por situações. O sofrimento de Maria é o sofrimento de tantas pessoas que buscam no exemplo da força incondicional desta figura o alento para enfrentar os desafios do dia-a-dia.

Marcelo Marins - ISTA disse...

Maria de Nazaré: entre família e discipulado.

Nas perícopes lucanas que versam sobre Maria, podemos notar que o fato de ser mãe biológica de Jesus pode não acrescentar muito ao protagonismo exercido por ela. Lucas mostra que não está no aspecto fisiológico, nem na consanguinidade a principal característica dessa mulher.

Acredito que considerar isso seja essencial ao se falar em Maria, hoje. Retirar de Maria essas imagens construídas, que a pintam numa atitude passiva, quase como uma “barriga de aluguel divina”, ou piedosamente dizendo: “Primeiro Sacrário de Nosso Senhor” sem considerar sua luta, seu esforço pessoal, sua atuação silenciosa, sua profética presença junto ao grupo de discípulos. É preciso colocá-la em seu devido lugar: discípula de seu Filho! Porque, se Maria é exemplo para todos os seguidores de Jesus, isso se deve ao fato de que mais do que ninguém, Maria sobre acolher a Palavra, guardá-la em seu coração e frutificá-la!

Portanto, Maria é exemplo e mãe, não tanto pelo parto vaginal, mas sim pelo parto espiritual, porque todo aquele que pratica a Palavra gera Jesus no meio da Comunidade. Ou nas palavras de Francisco de Assis: “Somos mães de Jesus, quando o levamos no coração e em nosso corpo pelo amor e a consciência pura e sincera; o damos à luz pela santa operação, que deve iluminar os outros com o exemplo.” (2ª Carta aos fiéis)

Djalmir Ananias - ISTA disse...

Podemos observar o exemplo da flor gira-sol, para entender melhor o que Deus fez em Maria, e o que Ela deixou Deus fazer nela. A flor gira-sol é belissima, ela nasce e vai crescendo em direção ao sol. Ainda sem se abrir, ouvindo e seguindo a luz do sol. E assim aos pouco vai se abrindo, desabotoando, desabrochando, meditando o sol. É quanto mais olha, escuta, medita o sol mais se abre e mais bela, perfeita fica. E as sementes, frutos da flor aparecem fortes, bonitos cheios de vida, de tanto olhar para o sol e deixar o sol fazer nela aquilo que ele deseja. Assim é Maria terreno fértil que Lucas nos apresenta, aquela que ouve, medita e frutifica. Quanto mais olha para Deus, mais humana, bela, bonita se torna. Maria é o modelo ideal de discipula, seguidora que Lucas nos apresenta.

Roberto Laufer - ISTA disse...

Nas narrativas de Lucas, nos modelos do Evanglho e em Atos, onde trás a figura de Maria de Nazaré nitidamente em lugar de destaque. Gostei deste contexto que apresenta Maria, inda que não como personagem principal, mas que está presente todo tempo: o anjo se dirige a Maria com uma saudação respeitosa, fala da conceição do Messias do poder do Altíssimo e por causa dessa conceição seu filho “será chamado santo e Filho de Deus”, e ainda, Maria que declara sua disposição para o prometido se cumprisse nela.
Lucas, ao descrever sobre a missão, as grandes figuras de profetas, igualmente apresenta a hesitação na reação de Maria, como circunstâncias naturais, de uma duvida humana a respeito de sua aptidão para a missão de Deus. Missão está difícil nas palavras de Simeão que apresenta a Maria, a espada que traspassara seu coração.
Este texto nos aproxima de Maria ao não entender seu filho que aos doze anos diz estar invocando a primazia da missão divina sobre os laços familiares. Por fim, esta narrativa de Lucas apresenta que nem tudo Maria compreendia, mas que “guardou tudo o que havia acontecido em seu coração” Lc 2,51.

Jair Almeida dos santos Faculdade Dehoniana Taubaté disse...

Eu tinha uma alegria no meu coração, e uma aproximação de fé a Jesus , na maneira que aprendi sobre Maria, somente na dimensão do culto a Maria, principalmente a oração do terço a qual minha mãe não deixa de orar. Hoje, com aula de mariologia, essa experiência abre um leque, essa alegria agora é o desejo de estar cada vez mais preparado para anunciar, “Maria a discípula e seguidora de Jesus”.
Na aula passada, somente ao dar um repasse de Maria em João, Bodas de cana, Jo 2,5-11, pude também lembrar-me do evangelho a qual foi lido no meu matrimônio a dez anos atras. Posso experimentar hoje aquela palavra que orientou,( Maria ao final da anunciação, em Lucas: “Eis aqui a servidora do Senhor. Eu desejo que se faça em mim conforme sua palavra” (Lc 1,36). Segundo João, Maria não só realiza a vontade de Deus na sua vida, mas também orienta os outros a fazerem o que Deus lhes pede. Há um deslocamento do foco e uma ampliação de sentido. Da perfeita discípula e seguidora de Jesus, em Lucas, para a pedagoga e guia dos cristãos, em João.)Tirado do maenossa.blogspot, bodas de cana: ação simbólica de Maria.
meu matrimônio, cada vez mais viva no perfil de Lucas, “ouve a palavra e responde, guarda e cultiva e da frutos” . Agradeço a Deus pela mariologia. Que hoje posso ouvir, responder guardar e cultivar a palavra na minha vida e dar frutos puros( uma fé inteligente).

Carlos José da Silva disse...

Aprofundar os estudos sobre Maria em Lucas é um grande incentivo para uma mudança profunda de mentalidade. Essa mudança significa deixar de lado a Maria semi-deusa e encontra-se com a Maria mulher simples, que soube em sua simplicidade ser atenta a voz de Deus.
Ao observarmos Maria através da ótica de Lucas, vamos percebê-la como um modelo de segmento. Alguém que nos ensina que o segmento exige de nós: mudanças, atenção, coragem, disposição para profundas mudanças e que o caminho que nos leva a Deus se encontro em Jesus.
Portanto, se conseguirmos enxergar essas características de Maria, certamente nos distanciaremos da visão dela como deusa, pois esse tipo de imagem não corresponde a Maria apresentada pelo evangelista e ainda não nos ajuda a encontramos a Jesus.

joao machado - faculdade dehoniana disse...

O texto refletido em sala na última aula foi muito significativo, pois mostrou a verdadeira mulher que foi Maria. Não foi somente mãe de Jesus, mas além disso foi discípula fiel de seu querido Filho. Aquela que com simplicidade e audácia soube fazer a vontade de Deus em sua vida.
Que Maria Mãe de Deus e nossa, também nos ajude com seu exemplo, a cumprirmos em nossa vida a vontade de Deus.

Edvaldo disse...

Edvaldo Lourenço\ Faculdade Dehoniana
Na chave de leitura apresentada por Lucas fica evidente o peregrinar-se de Maria para discernir suas muitas indagações, principalmente se tratando do plano e do mistério da salvação. Nesse sentido, Maria torna-se para nós um ícone de quem, pelo trilhar de sua fé, nos indica que somente em Cristo está a plenitude da vida, a fonte da alegria e a “completude” da realização humana.

Adriano M Santiago - Faculdade Dehoniana disse...

Junto ao tema proposto em aula anexo uma reflexão realizada após ter lido o livro de Javier Pikaza sobre Maria e o Espírito Santo. Neste pequeno livro há uma linda sintese e entre os capítulos um totalmente dedicado ao Evangelhod e Lucas. Destaco a rqueza com que ele tem trabalhado principalmente as três características de Maria. Assim, com estas características Maria acaba se tornando concretamente em transparência do Espírito. Nela está a promessa divina e nela está a realização desta mesma promessa. Isto só podemos notar através de uma visão equilibrada, destacando sobretudo a humanidade simples e cativante daquela que foi a mãe de Jesus.
Tenho pra mim que em Lucas Maria é modelode cristã, não pelofilho que gerou, mas também pelo sim que deu ao projeto de Deus.

Jeferson disse...

Jeferson Almeida de Souza,Sch.P. ISTA-Instituto Santo Tomás de Aquino.
Lucas, o evangelista mariólogo por excelência,apresenta Maria como o protótipo do seguidor de Jesus.Ela, por ser a mãe do Filho de Deus não recebe nenhuma prerrogatica especial; pois, no Reino inaugurado por Jesus não prevalece os laçoes consaguineos, os títulos de nobreza, a posição social, etc; nele a condição básica para ser um "súdito" é ser discípulo. Em Lucas, Maria é um exemplo daquela que fez o caminho do discipulado na escola de Jesus.Ela é a perfeita discípula que escuta o mestre, retém no coração o seu ensinamento e produz frutos. Que saibamos aprender com o exemplo de Maria para que nossa vida cristã possa ser cheia de bons frutos.

Evando - Dehoniana disse...

Maria nos aponta o caminho a seguir. Com o seu “sim” se coloca como alguém disponível ao serviço: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,37). Com esse simples gesto concreto de entrega de coração a Deus, demonstra sem medir esforço a sua fé.
O que isto tem a ver conosco, que seguimos ao Cristo? Tem tudo a ver! Porque Ela é o modelo de fé, de esperança e de caridade, sobretudo. Temos o direito de recorrer a Ela para nos auxiliar nos momentos de alegrias e de tristezas, sem perder o centro nosso Senhor Jesus Cristo.

Evando – Faculdade Dehoniana.

Anônimo disse...

Maria, modelo de fé, esperança e caridade esta mulher maravilhosa que possibilitou com seu sim, a vinda da palavra eterna do Pai: Jesus Cristo! O reco9nhecimento de Maria, imagem do povo9 fiel, como especial morada de Deus, é a expressão máxima do mistério da encarnação e a expressão mais original do cristianismo tecido do movimento inicial de Jesus. Maria é o humano do divino em todas as suas dimensões e recantos. Salve Maria!
Amado - Dehoniana

Anônimo disse...

Acredito que seja muito importante que compreendamos melhor os dogmas que falam de Maria, principalmente nos dias atuais até mesmo para que possamos ter uma fé mais madura e menos mágica. Em se tratando da maternidade de Maria, fica claro para nós que de fato Maria foi a mãe e educadora de Cristo, viveu com ele todas as relações de uma boa mãe com seu filho e convinha que assim fosse: experimentar em toda sua concepção e infância o que todos os homens experimentam.
Guardo ainda para este momento a frase de Agostinho que dizia: “A maternidade de Maria foi conseqüência da sua fé. E termino ainda escrevendo que Maria até mesmo na maternidade é modelo para que todos nós cristãos geremos Jesus para o mundo na cabeça, no coração e nas ações. Pois, ele mesmo nos diz: “quem é minha mãe e quem são meus irmãos? São todos aqueles que fazem a vontade de Deus. (cf. Mc 3,31-35).
Marcos César - Dehoniana

Cláudio Cordeiro disse...

A imagem construída pela comunidade lucana sobre Maria é de fundamental importância para elaboração da imagem de Maria em nossas comunidades hoje. Muito mais do que milagreira, quase deusa, ela deve ser para nós modelo de seguimento de Jesus. É a partir da sua vivência de fé que Deus age tornando-a agraciada.
Quero destacar aqui a terceira característica apresentada (não desconsiderando as outras). É Maria como sinal da opção preferencial de Deus pelos pobres. Maria é pobre “como muitas Marias” (como nos diz João Cabral de Melo Neto), “mãe de muitos Severinos”. E é a partir dessa mulher pobre que Deus decide se manifestar na história. O canto do Magnificat é a expressão ápice dessa opção, pois nos diz que Deus “derrubou os poderosos de seus tronos e elevou os humildes”. Assim, hoje nestas “muitas Marias”, nos muitos “meninos Jesus” que nascem sem ter onde morar, o que comer ou o que vestir trazendo até nós hoje vários presépios armados embaixo de viadutos, em barracos de favelas, etc, Deus continua agindo, resta-nos assumir em nós esta opção para que não falte a esperança a eles e possam também perceber a opção de Deus. Só assim seremos verdadeiros discípulos e missionários como foi Maria.

Valteir disse...
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valteir - ITESP disse...

“Achei super interessante o papel dado à Maria no Evangelho de Lucas. Pois, o ‘caminho’- caminhar, para esse evangelista é de caráter fundamental. Com efeito, nesse Evangelho a novidade consiste que Jesus aplica a centralidade do seguimento à Maria; isto é, aquela que ouve a Palavra, conserva e dá frutos de perseverança. A importância maior, não está em ser mãe de Jesus, mas sim, em ser sua fiel seguidora. Ela é a peregrina na fé, e aprende com o tempo a mensagem do filho, sinal de Deus. Com efeito, a mãe de Jesus é uma forte marca da opção de Deus pelos pobres, ou seja, Deus habitou não na elite de Jerusalém, mas na mulher pobre de Nazaré. Por conseguinte, Maria é habitada pelo Espírito Santo, desde o início de sua vida, até o nascimento da comunidade Cristã. Portanto, acredito que esse artigo, nos ajuda a compreender o papel importante de Maria na vida de Jesus, sendo vista, como aquela que ouve, e guarda no coração. Que possamos em nosso cotidiano aprender com Maria, a meditar a Palavra de Deus, e com discernimento colocarmos em prática o anúncio do Reino”.

Marcelo - ITESP disse...

Sendo eu um carmelita, de uma Ordem mariana é bom e necessário saber o suficiente desta criatura meiga, carinhosa e afetiva: Maria de Nazaré, a Maria real! Hoje na aula duas coisas me chamaram a atenção: primeiro Maria como servidora de Jesus, isso facilita a compreensão do seu papel no Evangelho de Lucas. A segunda é que Maria não pode ser uma mãe protetora, mandona, de querer segurar Jesus só para si, mas agora deve “romper com os laços familiares e acolher a novidade radical”, que é a pessoa de Jesus.

macielpazevedo disse...

Irmão Murad, gosto da maneira como enfoca a figura de Maria a partir dos textos de Lucas, sem exageros e devaneios. Apresenta-nos uma MARIOLOGIA pautada e alicerçada na história, o que possibilita percebermos MARIA como alguém que sentiu as alegrias e as tristezas como qualquer mortal. Uma Maria próxima de seu povo, que tem importância aos olhos de Deus não por ser a mãe de Jesus, mas por fazer a vontade de Deus. OUVE a PALAVRA, GUARDA E FRUTIFICA... Maria é para nós aquela que está sempre a caminho, uma eterna aprendiz na escola de seu filho Jesus; é aquela que numa sociedade em que os laços familiares eram fortemente arraigados, perde o privilégio de Mãe para ser a seguidora fiel de seu Filho!!!

MACIEL PEREIRA - ITESP disse...

Irmão Murad, gosto da maneira como enfoca a figura de Maria a partir dos textos de Lucas, sem exageros e devaneios. Apresenta-nos uma MARIOLOGIA pautada e alicerçada na história, o que possibilita percebermos MARIA como alguém que sentiu as alegrias e as tristezas como qualquer mortal. Uma Maria próxima de seu povo, que tem importância aos olhos de Deus não por ser a mãe de Jesus, mas por fazer a vontade de Deus. OUVE a PALAVRA, GUARDA E FRUTIFICA... Maria é para nós aquela que está sempre a caminho, uma eterna aprendiz na escola de seu filho Jesus; é aquela que numa sociedade em que os laços familiares eram fortemente arraigados, perde o privilégio de Mãe para ser a seguidora fiel de seu Filho!!!

Célio Firmo - ITESP disse...

Maria, a discípula do Senhor

A experiência de Maria em Lucas como discípula nos interpela para o novo tempo de Deus, ou seja, ela acolhe a proposta de Deus e a põe em prática. Desse modo, mostra que ela tem exatamente as qualidades que caracterizam o seguidor de Jesus.
O que dizer hoje sobre Maria e a Igreja? O ponto de partida é cristocêntrico e para entender Cristo e sua missão, para penetrar em seus mistérios e imitar suas ações, examinaremos a relação que une Jesus com sua Mãe..
O amor do Filho nos conduz ao amor da Mãe. Não só devo aderir a nada que impeça de amar Jesus com todas as potências de meu ser, como, por amor a ele, devo querer tudo quanto ele amou mais especialmente. Ora, os dois grandes amores de Nosso Senhor neste mundo são Maria, sua Mãe, e a Igreja, sua Esposa, adquirida com seu sangue.
Para entendermos o discipulado de Maria, uma vez que ela está assim tão próxima de seu filho, pode chegar a estar assim tão próxima da cada discípulo. É importante ressaltar que, na anunciação, Maria diante da proposta de Deus, responde com um sim generoso. Disponível a Deus, Maria une a liberdade com a vontade: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 37). Um sim ao seguimento do Mestre.
Neste sentido, o mistério de união entre Jesus e Maria reside nas relações recíprocas de filiação e de maternidade. E uma vez que essa união reside além da ressurreição, Jesus e Maria são inseparáveis em toda a vida espiritual. Verbo encarnado unido à Maria, criatura privilegiada por Deus, Jesus Cristo contém em si mesmo tudo quanto os fiéis devem saber de Deus.
Maria é um modelo, Maria sempre deve ser considerada em seu contexto eclesial. É na Igreja que ela adota os fiéis como seus filhos. Essa maternidade adotiva é real, já que Maria, sofrendo pela humanidade, prepara a salvação de todos. A base do mundo é Jesus Cristo, não pode haver outra.
A contemplação da Igreja está centrada na encarnação. O amor à Igreja engloba o amor ao Verbo encarnado, porque ele se uniu à Igreja, representada e contida antes de mais nada na pessoa de Maria. Maria e a Igreja ficam assim associadas ao mistério da encarnação, mas a visão do mistério de Jesus comporta naturalmente o amor a Maria e à Igreja.
Assim, a anunciação a Maria lembra que somos também agraciados por Deus, que ele está conosco, que nos chama a uma missão e que sua presença produz alegria em nós. A vocação de Maria é como um espelho para a vocação cristã. Olhando para ela, a gente se vê melhor, enquanto discípulo e seguidor de Jesus.

Valdivino Guimarães, CSsR disse...

Maria em Lucas
Percebi por meio da aula do Ir. Afonso Murad que o Cântico de Maria é uma espécie de automariologia. Seria como que um resultado da meditação de Maria, e dessa meditação surge a ação: gritar pela libertação dos que eram oprimidos pelos que detinham o poder dos tempos de então. Imagino que o Cântico de Maria é um Cântico de guerra, cântico que mostra o combate que Deus trava na história da humanidade, combate que visa a instalação de um mundo igualitário, de respeito por cada ser.
O Cântico de Maria se dirige a todos, sem distinção de raça, religião, nação, etc. Continua ainda hoje a romper épocas, com uma luz que continua a brilhar nas trevas da violência, indiferença, pobreza, fome, injustiça social onde uns tem demais e outros de menos em que a sociedade de forma geral está envolta.
Maria aparece como uma mulher que acreditou e que tinha um quê de esperança dentro de si, uma mãe e mulher que representa uma nova geração que luta pela libertação dos oprimidos e reza em sintonia com a memória profética. São mencionados grupos opostos: os tementes a Deus, que são humildes e pobres, de outro lado, os poderosos e ricos. O hino expressa e faz eco da fé humana num constante apelo de Deus, que volta seu olhar aos pequeninos, humildes e desprezados. Percebi Maria como uma profetiza de seu tempo, uma mulher ousada, e não aquela Maria que silencia, como muitos ainda hoje a chamam de mulher do silêncio, não podemos negar que a foi, mas tenho certeza de que também fez seu grito por justiça ecoar na hora certa e do jeito certo.
PS: Não posso deixar de parabenizar o Ir. Afonso e o artista dos desenhos que ilustram seus textos, são figuras um tanto que pedagógicas. Nos mostra uma mulher com os pés na realidade, tais desenhos me fez notar uma Maria que viveu como outras mulheres, uma Maria que cuidou da casa; coseu; teve fome; cozeu; foi à fonte; chorou e sentiu saudades quanto Jesus deixou o lar e partiu em missão; uma Maria extremamente mulher, mãe de Deus, mas sobretudo humana!

Valdivino Guimarães, CSsR (ITESP)

Romilson F. de Lima ITESP disse...

Gostei do texto principalmente do ponto (1) Seguidora de Jesus e dentro deste recorte falo sobre Lucas 11, 27-28. Lucas nessa perícope relata uma mulher anônima, que se dirigi a Jesus com suas próprias palavras e o exalta. Como em outras narrações lucana, temos o aspecto da felicidade/admiração. Do ponto de vista de Bovon a mulher não relata um desejo e nem uma queixa. Existe aqui uma aprovação por parte desta personagem como o próprio texto diz que uma mulher se levanta do meio do povo e de forma excepcional se comunica. A esse respeito existem numerosos paralelos judaicos influenciados alguns por Gn 49,25. Este versículo traz as bênçãos dos seios e do ventre materno. Para M. McNamara esta sentença supõe que este Targum palestino (Gn 49,25) e Lc 11,27 depende de uma mesma tradição. A mulher, a seu juízo pode escutar esta paráfrase de Gn 49,25 em um serviço sinagogal.

Romilson F. de Lima ITESP disse...

Continundo o meu comentário. Existem numerosos testemunhos judaicos que designam a maternidade como a dignidade e a razão de ser de uma mulher . Parece que a nossa ouvinte anônima pensa o mesmo. E faz sentido que a felicidade que por ela é celebrada não seja uma bem-aventuranças, mas um grande privilégio de ser mulher e poder ter filho e amamentá-lo - por isso existe alegria.

Aelson Nunes - ITESP disse...

1) Maria, a discípula do Senhor

Maria nos ensina o primado da escuta da Palavra na vida diária, nela a Palavra de Deus se encontra de verdade em sua casa, de onde sai e entra com facilidade. Sob o ensinamento de Maria e inspirados pelo Espírito Santo, somos convidados a acolher em nossos corações e em nossas mentes a Palavra proclamada quotidianamente, para fazê-la frutificar em nosso dia-a-dia, pois o anúncio e acolhida da Palavra são fundamentais para a vida e a missão da Igreja.
Em Lucas 2, 16-21 vemos um grupo de marginalizados formados pelos pastores, que encontram Maria, José e o Menino. Eles o reconhecem como o Messias e testemunham o que viram, conforme a narrativa: e todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. O Evangelho destaca também Maria, mãe de Jesus, que é um testemunho de fé. Maria, na festa da Anunciação, responde ao anjo com um sim. Isabel a saudou como aquela que acreditou. Junto ao berço de Jesus, ela escuta o que os pastores ouviram da boca dos anjos: nasceu para vós um Salvador. Numa atitude de conquista, ela experimentou as obscuridades da fé: Maria, entretanto, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. O anúncio dos pastores e acolhida generosa de Maria, e também de José, expressam que ambas as atitudes são fundamentais para a vida e a missão da Igreja. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, e da mesma forma com os irmãos e irmãs e, a partir deste encontro amoroso somos convidados a sermos portadores da Boa-Nova ao mundo, mensageiros da paz.
Somos missionários/as formados na ‘escola’ de Nazaré, com Maria. Vamos nos esforçando para verdadeiramente nos espelhar nela e ser testemunhas de um outro mundo possível, nesta sociedade conturbada, ameaçada por falsos valores, na qual são desprezadas a solidariedade, a bondade, a misericórdia e a ética. Portanto, somos convidados, conclamados, a responder às novas situações históricas, sociais e eclesiais, comunicando o amor de Deus e a Boa-Nova do Reino como testemunho e, também a restaurar a ordem na natureza, a renovar em todos os povos, culturas e corações o rosto da humanidade mediante a conversão e a salvação.

Aelson- ITESP disse...

2) “Alegra-te, cheia de graça, o senhor está contigo”

Em Lucas 1, 26-38 ouvimos o anjo saudando a virgem Maria, prometida em casamento a um homem chamado José, descendente de Davi: alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!, disse-lhe o anjo. Maria fica pensando no conteúdo da saudação. O anjo acalmou-a e lhe revelou: encontraste graça diante de Deus!.... E tenho uma novidade para te contar: conceberás e darás à luz um filho. E o nome da criança vai ser Jesus. Ele será grande, será chamado de Filho do Altíssimo, herdeiro do trono do rei Davi, e o seu reino não terá fim, desta forma nascerá uma nova história e uma nova sociedade com Jesus Cristo.
Maria, tomando conhecimento de si, de seus valores, disponibiliza-se ao mistério de Deus e, ao mesmo tempo, toda tomada pela presença amorosa de Deus. Maria responde ao apelo de Deus, dando um novo passo na construção de uma nova história do ser humano criado por Deus no seu estado original, sem mancha, sem mácula, sem pecado.
O Evangelho de São Lucas mostra a total consagração de Maria a Deus e à sua missão de ser a mãe do Filho de Deus. Maria é a serva por excelência!

Marcelo de Jesus - ITESP disse...

A respeito sobre o “Dogma da Virgindade de Maria” é um tema complexo, complicado para uma discussão em nossos dias. Quando se houve em falar em virgindade, é motivo de sarcasmos para muitos. Porém, a Virgindade de Maria foi à maneira que ela mesma quis oferecer-se a Deus, de ser sua servidora. Deus chama Maria e ela tem algo para oferecer, o mais profundo bem de sua alma. Oxalá nós pudéssemos oferecer a Deus o que há de mais precioso, de belo em nossa vida! E nós podemos, mas nem sempre queremos dar o que é bom, oferecemos às vezes aquilo que não tem valor. Maria é o exemplo para todos nós, ela oferece o que é de melhor em sua vida, em seu ser. Essa foi a opção de Maria, qual será a nossa?

Elisa disse...

É lindo sentir como o evangelista destaca a pessoa de Maria no seu texto,como aquela que escuta e responde a vós de Deus.Nesta experiência de fé, Maria aprofunda sua consagração seu sim pronuncia e o novo se faz. Maria ensina aos seguidores de seu filho a escuta-lo e responder com ternura a Deus que nos fala.Portanto o cilêncio é atitude fundamental para o discípulo escutar o seu Senhor.Esther 3º ANO ITESP

Professor Murad disse...

Vamos começar a fazer os comentários: alunos do ISTA

GRENI disse...

O Evangelho de Lucas nos apresenta as virtudes e atitudes do discipulado. Seguir Jesus significa estar com os ouvidos atentos e o coração sensível para ouvir sua palavra, fazer parte da comunidade dos seus seguidores, assumir-se como peregrino na fé e deixar-se moldar pelo projeto salvífico do Pai. Através da figura de Maria, Lucas mostra-nos como, a partir do seu sim, ela acolhe, pela fé, fazer parte do projeto divino. Maria é a perfeita discípula, a peregrina por excelência. Faz o bonito caminho de amadurecimento na fé ao passar da atitude de mãe à discípula de Jesus. Com esse gesto Maria compreende que sua missão é também tornar-se mensageira da boa nova, mãe da comunidade de fé. Ela nos ensina que todos somos chamados a trilhar o caminho de peregrinação na fé, seguindo Jesus a partir do compromisso com os pobres, na certeza do Espírito de Deus que está sobre todo aquela e toda aquela que abraça esta opção.

Maicon Donizete Andrade Silva. Aluno 3° Período Gestão Pastoral - ISTA.

cesar duarte disse...

No evangelho de Lucas Maria é a discípula fiel. Aquela que segue o discipulado de Jesus. Pois escuta a palavra de Deus, guarda no coração e frutifica pondo em prática o amor de Deus.Em Lucas o anúncio a Maria tem algo original, mostra a vocação de Maria e sua resposta generosa .Lucas nos apresentar uma Maria alegre. Por isso recebe o nome especial de agraciada ou melhor cheia de graças.
Portanto Maria em Lucas é a discípula fiel, ou melhor, a primeira discípula. Com a anunciação ela inicia um longo caminho de peregrinação na fé, acolhendo de coração o apelo de Deus. A vocação de Maria é como um espelho para nossa vocação cristã

cesar duarte, ista disse...

No evangelho de Lucas Maria é a discípula fiel. Aquela que segue o discipulado de Jesus. Pois escuta a palavra de Deus, guarda no coração e frutifica pondo em prática o amor de Deus.Em Lucas o anúncio a Maria tem algo original, mostra a vocação de Maria e sua resposta generosa .Lucas nos apresentar uma Maria alegre. Por isso recebe o nome especial de agraciada ou melhor cheia de graças.
Portanto Maria em Lucas é a discípula fiel, ou melhor, a primeira discípula. Com a anunciação ela inicia um longo caminho de peregrinação na fé, acolhendo de coração o apelo de Deus. A vocação de Maria é como um espelho para nossa vocação cristã.

Antônio disse...

Maria de Nazaré a discípula humilde e modelo para todos nós que assim como ela queremos ouvir, acolher, guardar no coração e praticar a palavra de Deus. Ao olharmos para o Evangelho de Lucas podemos perceber algumas características fundamentais de Maria que nos saltam aos olhos: a seguidora de Jesus, a peregrina na fé o sinal da opção de Deus pelos pobres e a mulher contemplada pelo Espírito Santo. Tais características nos ajudam a nos espelhar em Maria, pois percebemos traços do humano em construção, ou seja, de quem está a caminho aberto ao projeto de Deus disposto a dizer o “sim” que ecoa ao longo da vida.

Antônio, ISTA, 2011.

Osmar Caceres Spaini disse...

Feliz aquele/a que acolhe a Palavra e medita no coração, e faz produzir bons frutos. Maria testemunha na vida dela esses ideais do verdadeiro discípulo. Em ela se cumpre aquela profecia de Is. 45,8 que diz: "Gotejais, ó céus, lá do alto, derramem as nuvens a justiça, abra-se a terra e produza a salvação, ao mesmo tempo faça a terra brotar a justiça!...". Maria é essa terra fértil que responde aos cuidados á graça que Deus lhe deu. Ela abre o coração e recebe a Palavra, cultiva no interior e gera o Salvador. Ela obedece a ao impulso duma fé e caridade heroicas. Que gesto magnifico a de Maria! Que exemplo de vida!

Paulo Velozo, C.M. - Aluno do 5º Período Teologia ISTA. disse...

Olá!
Que vocação belíssima a de Maria! Que missão! Jesus disse que devemos ser “Sal da terra e Luz do mundo” (Mt 5,13. 14). Maria conseguiu assimilar tudo isso. Como? Basta mergulharmos nas Sagradas Escrituras. Em especial, o evangelista Lucas trás o perfil de Maria, que deve ser também o nosso: “Ser discípula missionária”. Maria o fez de maneira simples e humilde, despojada e serviçal. Por isso, em função do plano salvífico de Deus, à humanidade, Maria é modelo para todos nós. Porque é a discípula missionária “fiel, obediente, que soube escutar, ouvir, guardar” a Palavra de Deus, Jesus de Nazaré. E a partir dessa experiência profunda, pessoal e comunitária, Maria produziu frutos de vida na comunidade. Sendo servidora das pessoas que mais necessitavam de amor, atenção, companhia, uma palavra amiga, um consolo, de pão material e espiritual. E, a exemplo de seu Filho, Jesus, ela fez opção preferencial pelos pobres, “nossos mestres e senhores”. Maria nos ensina que o mais importante não é ter privilégio de ser a mãe do Filho de Deus, mas sim, ser “Seguidora de Jesus. Peregrina na Fé”, sobretudo, diante das dificuldades e provações da vida. Maria nos ensina que ser mãe de Jesus é se colocar a serviço dos pobres, ajudando-os a se tornarem sujeitos da história e não objeto político e até mesmo religioso, às vezes. E sua simplicidade e esvaziamento deram abertura à ação libertadora e salvadora do Espírito Santo na sua missão. Maria, ensina-nos a ser de Deus e dos Pobres, nossos destinatários, por excelência, amém

Victor Torales disse...

No evangelho de Lucas temos uma grande lição da parte de Maria, a perfeita discípula e peregrina na fé. Ela é a figura que nos mostra o perfil de um verdadeiro cristão. Ser cristão é formar parte da comunidade que se adere ao Projeto Salvífico, mas, para tornarmos verdadeiros discípulos, é necessária uma atitude ao igual que Maria: ouvir, meditar e praticar o Evangelho. A construção da casa precisa da base, e nós cristãos-discípulos, precisamos do nosso alimento que tem a sua fonte e base na Palavra. É esta atitude que nos leva, como Maria, estar abertos aos apelos de Deus, ora na vida individual, ora na vida eclesial. O “sim” do nosso discipulado também deve brilhar na alegria da nossa vida pela qual glorificamos a bondade de Deus para com a sua criatura.

Ildevagno Caetano (ISTA-BH) disse...

O mais interessante em Maria, apresentada pela comunidade lucana como perfeita discípula, é o seguinte:ela se apresenta assim não simplesmente com palavras, mas com a própria vida, atitudes e ações concretas. Outrossim, sua capacidade de escutar é modelo para toda ação missionária do cristianismo hoje. Em maria, os gestos e práticas dispensam as palavras.

girlan souza disse...

No evangelho de Lucas vemos uma Maria que se coloca disposta a fazer a vontade de Deus,é tanto que Maria diz sim a um projeto que nem ela sabia o que era e se daria certo,mas acreditou naquele que a chamou,e acima de tudo coloco-se como discipula do mestre e não se exaltou por ser a mãe de Jesus,porém se colocou a serviço dos ensinamentos do seu filho Jesus.