segunda-feira, 7 de março de 2011

Imaculada

Frei Fabretti

Imaculada Maria de Deus.
Coração pobre acolhendo Jesus
Imaculada Maria do povo.
Mãe dos aflitos que estão junto à cruz

Um coração que era sim para a vida.
Um coração que era sim para o irmão.
Um coração que era sim para Deus.
Reino de Deus renovando este chão!

Olhos abertos para a sede do povo
Passo bem firme que o medo desterra.
Mãos estendidas que os tronos renegam,
Reino de Deus que renova esta terra!

Faça-se ó Pai, vossa plena Vontade.
Que os nossos passos se tornem memória
do amor fiel que Maria gerou.
Reino de Deus atuando na historia!


Para ouvir a melodia:
http://www.youtube.com/watch?v=3nMMv1UTqt4&feature=related

2 comentários:

J O N A T H A N C O S T A disse...

(...), Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e imaculados (ou íntegros) diante dele, no amor (Ef 1,4).
Vejo como sentido teológico e pastoral deste dogma a partir desta citação, pois Ele amou de tal forma o mundo que nos criou para o amor, na infinita misericórdia de Deus, criador e sustentador de toda a existência, somos desde a nossa concepção revestido do amor de Deus para fazer o bem, Maria responde muito bem a esta iniciativa de Deus, vive de forma de doação e seguimento de Jesus forma integra aos ensinamentos de Jesus, dar o título a Maria Imaculado pode soar de forma confusa e complicada, mas devemos ser fiéis às escrituras e compreender que Maria é peregrina, caminha conosco e o sentido teológico e saber que podemos responder melhor ao chamado de Deus como Maria fez.

Gonzalo Benavides disse...

Quando pensamos na Imaculada Conceição, imaginamos Maria como uma “supermulher”, como aquela que nunca pecou porque foi preservada da possibilidade de pecar: ela foi concebida sem “Pecado Original”. Mas esses traços a afastam dos cristãos comuns que lutam cada dia contra o pecado pessoal e social, que caminham e crescem na fé. Esse modelo de Maria é inalcançável e, portanto, ineficaz.

Quando pensamos em Maria como a mulher “cheia de graça” (Lc 1,28-38), como a peregrina na fé, como a discípula que escuta Jesus, acolhe sua palavra e dá bons frutos na fé, ela fica próxima de nós, companheira de caminho e intercessora.

O dogma da Imaculada Conceição não significa que Maria deixou de ser humana, de vencer a tentação, de caminhar na fé. Pelo contrário, o dogma nos mostra a inteireza de Maria de Nazaré. Ela é cheia de graça por vontade de Deus e por meio dessa graça tem maior capacidade de ser livre e acolher o chamado de Deus. Ela recebeu o dom da liberdade e o foi cultivando dia a dia, rejeitando o pecado e fazendo suas escolhas segundo as palavras de Jesus.

A letra da música nos fala de Maria de Deus e do povo, daquela mulher do “sim” a Deus (Lc 1,38) e aos irmãos (Lc 1,39-45; Jo 2,1-12). Pela sua inteireza, é a mulher que pode nos conduzir até Jesus, já que ocupa o lugar mais próximo dele e mais próximo de nós.

A música também nos lembra a importância de atualizar os meios de evangelização. O dogma da Imaculada, lido a partir das novas pesquisas teológicas, deve ser comunicado de modo compreensível: não a mulher inalcançável, mas a mulher que por ser cheia de graça não deixa de dizer sim a Deus e ao povo.