quinta-feira, 3 de março de 2011

Maria da minha infância

Padre Zezinho
Eu era pequeno, nem me lembro
Só lembro que à noite, ao pé da cama
Juntava as mãozinhas e rezava apressado
Mas rezava como alguém que ama

Nas Ave - Marias que eu rezava
Eu sempre engolia umas palavras
E muito cansado acabava dormindo
Mas dormia como quem amava

Ave - Maria, Mãe de Jesus
O tempo passa, não volta mais
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe
Ave - Maria, Mãe de Jesus
Ave - Maria, Mãe de Jesus

Depois fui crescendo, eu me lembro
E fui esquecendo nossa amizade
Chegava lá em casa chateado e cansado
De rezar não tinha nem vontade

Andei duvidando, eu me lembro
Das coisas mais puras que me ensinaram
Perdi o costume da criança inocente
Minhas mãos quase não se ajuntavam

O teu amor cresce com a gente
A mãe nunca esquece o filho ausente
Eu chego lá em casa chateado e cansado
Mas eu rezo como antigamente

Nas Ave - Marias que hoje eu rezo
Esqueço as palavras e adormeço
E embora cansado, sem rezar como eu devo
Eu de Ti Maria, não me esqueço

3 comentários:

Dener disse...

Caro Irmão Murad,
A primeira aula do curso de extensão em Mariologia está excelente! Parabéns!
Que todos nós possamos com o conteúdo, sentir a Espiritualidade Mariana e que ela nos impulsione na nossas prática pastoral.
Abraço Fraterno,
Dener Souza

Emília Luciana disse...

Hoje estudando a disciplina de Mariologia e assim recordando a música “Maria da minha infância” volto a minha própria vida quando criança com um olhar novo e agradecido em conhecer a figura da mãe de Jesus e com ela aprender hoje, como ser discípula, como caminhar, como ouvir e como frutificar no seguimento de seu filho.

Francisco de Assis disse...

O título: "Maria da minha infância" vem forte na minha memória, na devoção adquirida pelos meus pais, na prática cotidiana das orações próprias de Nossa Senhora. Hoje, a partir do curso de Mariologia, tenho uma nova visão do papel de Maria no plano da salvação e sua presença fundamental na minha vida. Não abandonei Maria, ao contrário reforcei minha fé na sua pessoa, na sua missão, no seu dia-a-dia com o Filho de Deus, a Mãe que soube ouvir e a discípula que seguiu os passos de Jesus de Nazaré. Assim como a música do Padre Zezinho, sinto que a caminhada da fé é como as fases da nossa vida: a infância, a inocência, o acreditar em tudo, depois vem a adolescência, as inseguranças, tudo são descobertas, depois a adolescência com seus mistérios e incompreensões, assim também acontece com a fé, lançamos nosso olhar para um futuro que não vemos, porém acreditamos. Ai chegamos à fase adulta, será que com essa fase, podemos afirmar que temos também fé madura, adulta? Não posso falar por todas as pessoas, falo apenas a partir de mim, que a caminhada é constante e a fé é essa conta gotas que ajuda a cuidar no que precisa amadurecer. Maria da minha infância, Maria do meu povo, que eu possa aprender sempre contigo e que o amor que tenho por ti, possa ser sustento na caminhada e que sua imagem seja conhecida de maneira sólida para proclamar as pessoas o amor que tens por toda a humanidade, mostrando-nos o que precisamos para seguir os passos do seu Filho. Assim seja.