domingo, 12 de novembro de 2017

Os títulos de Maria


Sou romeiro e no seu dia, na multidão mãe querida
Me ajoelho e rezo, Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora da Glória, de Lurdes, de Nazaré (..)
Minha mãe, nossa senhora, somos todos filhos seus
Todas as nossas senhoras são a mesma mãe de Deus.

Na música “Todas as Nossas Senhoras”, Roberto Carlos expressa de forma poética uma prática comum do povo católico. Costumamos invocar a Maria, pedir seu auxílio e proteção, com diferentes nomes. A lista é interminável e tem origem diversa. Alguns títulos provem da devoção de institutos de consagrados: NS do Rosário (dominicanos/as), Auxiliadora (salesianos/as), Perpétuo Socorro (redentoristas), Mãe três vezes admirável (Shönestad). Outros títulos de Maria vem das aparições reconhecidas pela Igreja, como NS de Fátima, Lurdes, Salete e Guadalupe. Há aqueles que surgiram de devoções transformadas em dogmas marianos, como Imaculada Conceição e Assunção. Para este último título, existem várias invocações. NS. da Glória, da Boa Viagem (para o céu!) e da Abadia traduzem a mesma crença: Maria já está glorificada, de corpo e alma, junto de Jesus na comunhão dos Santos.

Há títulos marianos engraçados, como NS das Cabeças. Trata-se de uma imagem do Brasil colonial, na qual Maria está cercada de cabecinhas de anjos. Ou ainda, NS do Bom Sucesso, que era invocada pelas mulheres, no parto. Existem títulos provenientes de momentos da vida de Maria, como NS de Nazaré, NS da Piedade (Maria com o filho morto no colo), NS das Dores (especialmente a da cruz). E, para concluir sem terminar, também se invoca Maria com títulos simbólicos, sobretudo aqueles das Ladainhas, como “Mãe do Bom Conselho”, “Sede da Sabedoria”, “Consoladora dos aflitos”.

Como se vê, a Mãe Jesus é chamada com muitos títulos. Mas isso não pode nos levar à confusão, como se fossem várias santas diferentes. Ou que uma delas fosse mais poderosa do que a outra. Os vários títulos mostram que Maria, na glória de Deus, está pertinho da gente. Ela assume o rosto de muitas regiões e culturas, traduz o seu amor de várias formas. No dizer de Roberto Carlos, “Somos todos filhos seus! Todas as nossas senhoras são a mesma mãe de Deus”. É a única Maria, reconhecida e venerada com diferentes nomes.
Afonso Murad - Publicado em O Domingo

Um comentário:

Graciosa Wiggers disse...

AMO A CATEQUESE QUE OFERECE SOBRE MARIA !!

ELA É A PRECURSORA DA REDENÇÃO E A ELA - TODA ADMIRAÇÃO E TODO CARINHO !!

"EIA POIS ADVOGADA NOSSA, ESTES VOSSOS OLHOS MISERICORDIOSOS A NÓS VOLVEI"