sexta-feira, 14 de abril de 2017

Maria junto a cruz

Firme de Pé, junto da Cruz
Estava Maria, a mãe de Jesus


domingo, 2 de abril de 2017

Curso MARIA NA BÍBLIA



Caros amigos e amigas:

Tenho um presente para vocês e suas comunidades: Curso de Educação a Distância sobre Maria na Bíblia. São 10 vídeo-aulas, gratuitas, com texto para acompanhar, realizado em parceria com a Século 21. Olhem! Se gostarem, usem e me ajudem a divulgar! 
Cliquem no link abaixo para se inscreverem no curso.


http://www.eadseculo21.org.br/ead/?opcao=visualizarCurso&ID=762&utm_source=newsletter&utm_medium=email_20170330&utm_campaign=divulgacao_curso_maria&utm_content=curso_maria_ead


sábado, 31 de dezembro de 2016

Maria, servidora e amiga

Os capítulos 13 a 16 do Evangelho de João nos apresentam uma “grande despedida” de Jesus. Antes de caminhar para a morte e ressurreição, ele prepara os seus discípulos para os grandes desafios que eles enfrentarão, sem a sua presença física. João 13 começa com um gesto derradeiro: Jesus lava os pés dos seus seguidores. E diz com clareza: Vocês serão felizes se seguirem o meu exemplo. Sejam servidores (servos) uns dos outros (Jo 13,13-17).

Você se recorda da primeira cena na qual Maria aparece nos evangelhos? É a anunciação, na qual o anjo Gabriel se lhe faz a proposta de ser a mãe e educadora do messias que virá. Após um diálogo, ela responde com inteireza: “Eis aqui a serva/servidora do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua palavra” (Lc 1,38). E logo sai apressadamente para ajudar sua parenta Isabel. Maria é a primeira que nos ensina a lição do lavapés: servir a Deus e a quem necessita da gente.
Voltemos ao discurso de Jesus, com seus alertas e recomendações. Percebendo que a sua comunidade passaria por crises e dificuldades, ele diz: “Não se perturbe o coração do vocês. Guardem meus mandamentos. Cultivem a paz. Acolham o Espírito Santo” (Jo 14). Em seguida, Jesus pede que permaneçamos unidos a ele; como a rama precisa da seiva da árvore para manter-se viva e dar frutos (Jo 15).

Maria é o exemplo de vida do cristão, que se mantém unido a Jesus. Ela não somente ouve a Palavra, que era o próprio filho, mas também medita no coração, buscando descobrir o seu sentido (Lc 2,19.51). Permanece unida a Jesus e à sua comunidade, de Caná até a cruz, da anunciação até pentecostes.
Jesus surpreende seus seguidores, quando diz: “E não chamo vocês mais de servos, e sim de amigos, pois revelei a vocês tudo o que recebi de meu pai” (Jo 15,14). Jesus, nosso mestre e Senhor dá um passo a mais. Ele nos faz seus amigos. Ele quer que tenhamos o espírito de serviço, mas sejamos livres, com dignidade e consciência. Não como um empregado que faz as coisas somente porque “o patrão manda”.Assim, “pela fé em Cristo, temos a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança” (Ef 3,12).


Maria é servidora e amiga. Ensinou e a aprendeu de Jesus a viver relações de amizade: com Isabel, com os parentes em Nazaré, com os pastores em Belém, com Pedro, Madalena, João e todos os que fazem parte de nova família dos homens e mulheres que seguiam Jesus. Maria também é amiga de Deus. Viveu aquela intimidade com Jesus, de maneira única. Reuniu os discípulos em torno dele, já no começo de sua missão em Caná. Maria não é somente nossa mãe. É também nossa amiga. E amiga de Deus!
(Publicado na Revista de Aparecida)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Maria nos ajuda nas horas difíceis

As paralimpíadas aconteceram em setembro deste ano, no Rio de Janeiro. Essa série de competições de atletismo e esportes reuniu gente do mundo inteiro. Havia uma característica particular: todos os atletas tinham alguma deficiência física ou mental.
Quem acompanhou de perto o evento, testemunhou algo incrível: o espírito de superação dos participantes. Você imagina o que é um cego jogar futebol, ou lançar um dardo à distância e acertar a direção? E uma mulher correr e saltar sem a parte inferior das pernas? Ou alguém nadar com velocidade e perfeição, faltando um braço? Algumas palavras resumem o que significa participar de paralimpíada: superação, solidariedade e colaboração. Mais do que a competição, o que marca este momento é a grande cooperação entre os atletas, o respeito às limitações dos outros, e o incentivo do público que aplaude com entusiasmo a cada um, mesmo que ele seja o último a chegar.

Durante a cerimônia de abertura da paraolimpíada, vários participantes se revezaram levando a tocha para acender a pira olímpica. Uma delas, uma senhora com muitas limitações para caminhar, deixou cair a tocha. Imediatamente alguém lhe veio em ajuda e ela continuou. Por fim, um cadeirante chegou ao local mais importante. Como havia uma escada, ele não podia subir. Surgiu então uma rampa e ele cumpriu sua missão de acender a pira.

Na vida da gente acontece assim também. Cada um de nós tem qualidades, dons e talentos. E também carregamos limitações, deficiências no corpo, nos sentimentos e na alma. Deus nos convida a estar nos jogos em defesa da vida, no atletismo da solidariedade, alegres e superando os limites. Somos mais capazes do que imaginamos! A comunidade nos estimula a fazer parte deste grupo. Mas, por vezes, deixamos a chama da luz de Deus cair. Ou sentimo-nos como aquele cadeirante que quer chegar, mas tem barreiras pela frente. Contamos então com a ajuda de Maria, nossa mãe e companheira na fé.

Maria compreende as nossas fraquezas. Conhece também as belezas e as potencialidades que temos. Ela sussurra aos nossos ouvidos: “Meu filho, minha filha, eu estou com você. Levante-se, confie, siga em frente!”. Assim, pedimos que Maria nos ajude nas horas difíceis, quando parece que não temos as forças necessárias. E mais, contamos também com sua intercessão pelas grandes causas da humanidade, para que o Bem triunfe nas lutas pela justiça social e pela defesa da nossa Casa Comum.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Maria nos abraça e nos leva a Jesus

Quando vemos alguém pela primeira vez, costumamos apertar sua mão e dizer: “muito prazer” ou uma frase parecida. À medida que as pessoas se tornam mais próximas,  o gesto se prolonga. Elas se olham, trocam sorrisos. Dependendo da região e da cultura local, parentes e amigos se saúdam com um abraço ou beijo no rosto. Há abraços e beijos meramente formais, de pessoas que nem se conhecem bem. Perigosos são aqueles gestos fingidos, como o beijo de traição, que Judas deu em Jesus.

Existem abraços que vem do fundo do coração, a ponto de substituir qualquer palavra. Abraço de sintonia na dor, quando alguém perde um parente próximo. Abraço de contentamento, diante de uma vitória alcançada. Abraço silencioso de amor e afeto, transmitindo ‘’estou ao seu lado, conte comigo’. A expressão ‘abraçar’ também se aplica de forma simbólica, para expressar um compromisso de vida. Assim, dizemos que Dom Helder Câmara “abraçou” a causa da justiça, em defesa dos mais pobres.
Ser abraçado pelo amor de alguém é receber gratuitamente seu afeto e sua atenção. 

Maria de Nazaré, a mãe de Jesus, experimentou na sua vida o grande abraço de Deus. É este o sentido da expressão “agraciada”, “cheia de graça” e “encontraste graça diante de Deus”, na anunciação (Lc 1,28.30). O Senhor olhou para ela com amor, preparou-a para a bela e desafiante missão de mãe e educadora de Jesus. Como era uma pessoa inteira, que tinha consciência de ser amada por Deus, Maria expandiu este amor muitas vezes com gestos carinhosos, ternos e acolhedores. Você já imaginou o abraço que ela deu em Isabel, quando as duas se encontraram? Durante sua vida, Maria deve ter abraçado e recebido muitos abraços de José, seu fiel companheiro, e de Jesus. E não somente isso. Em Caná, ela ‘abraçou’ a causa dos noivos em necessidade. Na cruz, recebeu o terno abraço de João e ‘abraçou’ a nova missão de ser mãe da comunidade (Jo 19,26-27).


Há gente que abraça e quer reter para si. Em vez de laços de afeto, lança correntes que aprisionam. Não é o caso de Maria. Durante sua vida em Belém, em Nazaré e em Jerusalém, ela amava sem reter. Abraçava sem agarrar. Um amor livre, despojado. 

Hoje, na glória de Deus, Maria nos abraça carinhosamente. Ouve nossos clamores. Compreende 
nossas dores. Alegra-se com nossas alegrias. Um abraço que tem o tamanho do mundo, pois se estende a todos. Abraço que não segura ninguém para si, e sim nos entrega livremente nos braços de Jesus, nosso mestre e Senhor. 
Amém.