quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Introdução à Mariologia

Clodovis BOFF, Introdução à mariologia. Petrópolis: Vozes,
Reedição 2009, 125 páginas.

O livro está dividido em três capítulos: Introdução geral à mariologia, Maria no Novo Testamento e Maria no capítulo VIII da Lumen Gentium.
No primeiro capítulo, o autor explana o estudo da mariologia, dos objetivos aos princípios metodológicos, perpassando os principais temas do estudo da mariologia. Aí se mostra a originalidade do pensamento de Clodovis, como teólogo.
O segundo capítulo é o mais extenso. Ocupa, praticamente, a metade do livro. Neste, encontra-se uma síntese da mariologia de cada evangelista.
Mostra a “mariologia a-mariológica” (p. 37) de Marcos, porquanto esse evangelista não dá um relevo especial à figura de Maria. Destaca os evangelistas Mateus e Lucas, que mostram o papel exercido por ela na história da salvação. Indica a relevância do significado de Maria para João como uma “personalidade corporativa” (p. 32).
No terceiro capítulo, o Autor expõe a mariologia do Vaticano II, como se encontra no capítulo VIII da Lumen Gentium, perpassando cada número do documento conciliar em tela. Por fim, após mostrar os enfoques eclesiológico e cristológico dados pelo documento, conclui apontando mais quatro enfoques transversais: histórico-salvífico, bíblico, antropológico e pastoral (p. 119s).
O livro de Clodovis Boff oferece, de acordo com o título, uma ótima introdução ao estudo da mariologia, partindo da Bíblia, em relação dinâmica com a Igreja e o seu magistério.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dizer teu nome, Maria

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a pobreza
compra os olhares de Deus.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a promessa
vem com leite de mulher.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a nossa carne
veste o silêncio do Verbo.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que o Reino chega
caminhando com a história.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer ao pé da cruz
e nas chamas do Espírito.
Dizer teu nome, Maria,
é dizer que todo nome
pode estar cheio de graça.
Dizer teu nome, Maria,
é chamar-te toda Sua,
causa da nossa alegria.
(Dom Pedro Casaldáliga)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Maria e o mistério do Natal

Neste tempo de Natal, partilho com você uns versos deste belo hino de Dom Pedro Casaldáliga

Dizer teu nome, Maria,
É dizer que nossa carne veste o silêncio do Verbo.

Dizer teu nome, Maria,
É dizer que o Reino
vem caminhando com a história.

Dizer teu nome, Maria,
É dizer que todo nome
pode estar cheio de Graça.

Dizer teu nome, Maria,
É dizer-te Toda Sua,
Causa de Nossa Alegria.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Minhas impressões sobre o curso de mariologia

Texto de ELISA ESTHER, estudante do terceiro ano de teologia no ITESP, São Paulo:
Para mim, o curso de mariologia foi muito gratificante, e sinto que adquiri outra experiência e novas descobertas em relação à pessoa de Maria na Sagrada Escritura, na história do cristianismo e seu papel na Igreja e na vida do povo de Deus. Sempre no início de um curso existem algumas curiosidades, de fazer algumas perguntas e isto serviu como primeira dinâmica que o professor usou para despertar as nossas perspectivas em relação à mariologia.
Durante o semestre percorremos um caminho dentro da história para contemplar profundamente a pessoa de Maria no mistério da salvação, bem como as contradições e questionamentos quanto às devoções Marianas, como aconteceu na Reforma Protestante. Para Igreja isto significou um tempo novo para perceber o lugar da mãe de Jesus na Igreja.
Vimos também que Deus revelou em Maria o verdadeiro amor (Trindade) que ele tem com o ser humano. Maria, acolhendo o verbo, abriu um novo caminho para todos aqueles(as) que buscam de coração sincero viver os valores de uma vida autentica, pautada na escuta e na acolhida da palavra de Deus (Lc 1,26-40). Maria ensina-nos a ser peregrinas (os) na fé, na história, sendo nova família com todos em Jesus (Mc 3,31-35), fazendo a sua vontade.
O professor nos ajudou a conhecer melhor o surgimento das devoções populares dentro da Igreja. Elas surgem como expressão cultural, livres, criadas e sustentadas pelo povo e por todos(as) que sentem uma identificação especial com a pessoa de Maria, dentro de sua experiência de fé.
O Concilio Vaticano II apresentou Maria de maneira equilibrada, criticando os exageros. Maria é mãe e companheira, serva, peregrina e mestra. No documento de Aparecida percebemos o mesmo espirito, ao afirmar como Ela está presente na vida dos nossos povos, que na América Latina Maria é a pedagoga na fé e na caminhada do povo.
Em suma, para mim é um novo começo, no campo pastoral bem como refazendo a própria compreensão diante das concepções que eu tinha sobre a mãe de Jesus. Sinto-me mais fortalecida e equilibrada, e também desafiada diante da realidade atual. Isto é bom, pois ser seguidora de Jesus é sentir-se desafiada dentro do projeto de vida e renovar-se a cada instante. Maria é exemplo como mestra nesta jornada e nos ensina como viver para ser fiel na missão.
Imensa gratidão, a ti professor, por teres nos proporcionado um tempo fecundo de estudos e reflexão, pelo teu esforço e dedicação. Forte abraço. Elisa
(Foto: Icone de Maria. Itaici-SP)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Maria no concílio Vaticano II














































Para baixar esta apresentação de uma só vez,

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Questões de Mariologia

1. Baseado nos textos do evangelho, mostre os traços lucanos da figura de Maria: perfeita discípula, peregrina na fé, sinal da opção preferencial de Deus pelos pobres, mulher iluminada pelo Espírito.
2. A partir dos textos joaninos sobre o Sinal de Caná (Jo 2,1-11) e a cena da cruz (Jo 19,25-27), apresente o perfil de Maria no quarto evangelho.
3. Explique o dogma da maternidade divina de Maria, nos aspectos teológico-trinitário e espiritual.
4. A partir de uma visão atual da teologia da Graça e do Pecado Original, explique o significado do dogma da Imaculada Conceição.
5. Se o culto cristão é trinitário, como se pode rezar a Maria? Qual o horizonte teológico para compreender o culto a Maria?
6. Mostre as principais contribuições do capítulo 8 da Lumen Gentium para a mariologia contemporânea.
7. A partir da Encíclica Marialis Cultus, aponte os critérios para atualizar o culto a Maria.
8. Quais os aspectos teológico-pastorais mais importantes sobre Maria no Documento de Aparecida?
9. Que critérios orientam o discernimento sobre a autenticidade de uma provável aparição de Maria? O que se pode afirmar, ao final deste processo?
10. O que o curso contribuiu para a sua vida cristã e a prática pastoral?