Veja a nossa publicação sobre a Apresentação de Jesus no Templo.
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sábado, 2 de fevereiro de 2019
sábado, 26 de janeiro de 2019
Maria e o Espírito Santo (1)
O compositor Zé Vicente inicia o seu “Hino ao Divino”
cantando assim: “Presente tu estás desde
o princípio, nos dias da criação, Divino Espirito! És sopro criador, que a
terra fecundou e a vida no universo despertou!”. De fato! Já no início da
Bíblia se diz que “o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gen 1,2). Deus
cria, conserva e estimula a evolução de todo o Universo pela força do Espírito
Santo. Por isso também cantamos, baseados no Salmo 104,30: “Envia teu Espírito,
Senhor. E renova a face da Terra”.
O Espírito atua em Maria, no momento em que Jesus é
concebido nela. O anjo Gabriel anunciou-lhe: “O Espírito Santo virá sobre você
e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra “ (Lc 1,35). É uma “nova
criação”, que fecunda Maria e desperta a vida para a humanidade e a Terra!
O Espírito Santo atuou na missão de Jesus. Quando ele
começou a sua vida pública, tomou um texto do profeta Isaías que dizia: “O
Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar a Boa Nova
aos pobres” (Lc 4,18). Jesus traz para este sopro renovador do Espírito Santo,
desta vez como perdão que recria, cura, misericórdia, esperança, mensagem de
libertação. Assim canta novamente Zé Vicente: “Quando o espirito de Deus
soprou, mundo inteiro se iluminou. A
esperança na terra brotou, e o povo novo deu-se as mãos e caminhou”.
Maria não é somente a mãe de Jesus. Ela também faz parte do
“povo novo”, da grande família de discípulos missionários, que escutam sua
Palavra, cultivam no coração e a praticam (Lc 8,21). Desde o começo, quando ela
está grávida, e encontra Isabel. Sua parenta ficou “cheia do Espírito Santo”
(Lc 1,41). Maria também. Tanto que ela canta os louvores de Deus e proclama sua
justiça recriadora, em vista de uma nova sociedade. É o Hino que chamamos de Magnificat (Lc 1,46-55).
Por fim, depois da morte e da ressurreição de Jesus, Maria
está junto com a comunidade, preparando a vinda do Espírito Santo, que acontece
no dia de Pentecostes (At 1,18 e At 2,1). Então podemos dizer que Maria é
ungida pelo Espírito Santo, tanto como uma pessoa única, como também um membro
da comunidade, que soma com outros homens e mulheres. A anunciação e
Pentecostes são dois momentos fortes de uma bela história de vida. Começa no
silêncio e na intimidade de Nazaré. Manifesta-se como palavra, anúncio, força,
vigor na missão de Jesus e de sua comunidade. Maria é sempre assim: presença
viva e atuante, pela força do Espírito Santo!
Publicado na Revista de Aparecida, janeiro de 2019.
Imagem: Maria de Nazaré, no Filme "Jesus de Nazaré", de Franco Zefirelli
sábado, 8 de dezembro de 2018
Qual o sentido do dogma da Imaculada Conceição
Qual o horizonte bíblico do dogma da Imaculada Conceição?
Como ele surgiu?
Qual a relação da Imaculada com "a queda" ou o Pecado Original?
Esse dogma diminuiria a dimensão humana de Maria?
Como ele surgiu?
Qual a relação da Imaculada com "a queda" ou o Pecado Original?
Esse dogma diminuiria a dimensão humana de Maria?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Maria no natal
Dezembro tem cheiro de festa e há sempre motivos para a
gente se encontrar. Promovem-se confraternizações no ambiente de trabalho, com
troca de pequenos presentes. As pessoas saem para comemorar com os amigos e as
amigas. Em muitos lugares, acontece o recesso entre o natal e ano novo, ocasião
viver a gratuidade do tempo. Na igreja, celebramos com alegria o 4º domingo do
advento e a festa do natal. E para terminar o mês, a passagem do Reveillon, com
música, roupa especial e muita esperança para o próximo ano.
Dezembro tem sabor de família. Os parentes se encontram para
a ceia de natal, e na hora do almoço há algo mais para apurar nossos sentidos:
odor e sabor de comida, perfume nas pessoas, lembranças de infância que
retornam. A gente troca presentes. E há aqueles que visitam quem está sozinho.
Natal é para se viver junto com os outros.
Maria é figura de destaque no tempo do natal. Ela nos trouxe
Jesus, que é o presente de Deus para
a humanidade. Em vez de nos dar coisas, Deus se deu a nós. Ofereceu o melhor
que tinha, seu filho que veio habitar junto da gente. Quando os reis magos
vieram à procura do messias, encontraram “o menino e sua mãe” (Mt 2,11). Maria
estava ali na gruta de Belém, junto com José, cuidando do seu bebê. E o que
fizeram os reis magos? ajoelharam-se dele, e num gesto de gratidão, trocaram
presentes com a família de Nazaré. Pois eles reconheceram que já tinham
recebido grande presente, Jesus. Por isso, caminharam tanto tempo, viajando
dias e noites.
Quando o Filho de Deus se
faz presente em Jesus de Nazaré, a festa começa e um espírito de família
toma conta de todos. O céu desce à terra. Assim aconteceu com os anjos e os
pastores. Os primeiros anunciaram com alegria que algo novo estava acontecendo:
o salvador nasceu! (Lc 2,10-11). Glorificaram a Deus e convidaram os pastores
para fazer parte de festa! E eles aceitaram. Saíram correndo até Belém (Lc
2,15-16). Eles repetiram o gesto de Maria, que saiu apressadamente para visitar
Isabel (Lc 1,39). Sabe por que? O amor tem pressa e quer se expandir,
contagiar, florescer.
A família de Nazaré, desde o começo, não vive fechada em si
mesma. Ao seu redor se reúnem os pobres pastores dos campos e os estrangeiros
de diferentes povos, línguas e nações. Sem contar ainda os minerais, as plantas
e os animais: ouro, incenso, mirra, ovelhas, burrinho e boi, como representou
São Francisco no presépio. É uma grande família, uma comunidade.
Quando você visitar o presépio, deixe-se envolver pelo clima de festa, de família e de comunidade. Maria está ali, juntinho de Jesus e pertinho de nós. Com seu leite materno nutre o bebê. Com o calor de seu aconchego nos alimenta no seu amor de mãe. Como nos diz o Papa Francisco: “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura”.
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
domingo, 7 de outubro de 2018
São Luís e a consagração a Jesus nas mãos de Maria
Você já deve ter ouvido falar de um livrinho chamado por
alguns de “Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora”, de São Luís Maria
Grignion de Montfort. Este santo viveu na França e faleceu com 43 anos, em
1716. Sua obra foi escrita há aproximadamente 300 anos atrás, em 1712. Não se
sabe bem porque, o manuscrito de São Luis ficou escondido e foi descoberto em
1842. Então, foi publicado e influenciou a vida de muitas pessoas.
São Luis foi um homem extraordinário. Filho de uma família
rica, renunciou aos seus privilégios e se consagrou a Deus como padre. Era um
grande missionário. Percorria cidades pregando o evangelho. Tinha um gênio
muito forte e polêmico. Por isso, foi incompreendido em sua época. Sofreu
perseguições, a ponto de ser proibido de celebrar a missa em algumas dioceses.
Uma característica forte de São Luís era o seu amor aos
pobres. Desde o tempo do seminário já ajudava os colegas que não tinham
recursos para pagar sua formação. Ele fundou congregações religiosas de homens
e de mulheres, dedicadas a evangelizar, atender doentes e necessitados. Para
ele, o evangelho e a promoção social andavam juntas.
São Luis alimentava uma espiritualidade centrada em Jesus
Cristo, como mostra o seu livro “O amor da sabedoria eterna”. E era grande
devoto de Maria. Escreveu por isso uma outra obra, para combater tanto aqueles
que negavam a importância desta devoção, como também os que veneravam Maria e
esqueciam de Jesus. Assim, na linguagem de sua época, ele conseguiu um
equilíbrio sadio: dedicar a vida a Jesus, pelas mãos de Maria.
Infelizmente, hoje em dia há pessoas e grupos que não conhecem a vida e a obra total de São Luis e tomam somente alguns trechos de seu livrinho, espalhando confusão na Igreja. Dizem que temos que usar correntes, que somos escravos de Maria, que a consagração a Maria é mais forte do que a Jesus. Por isso, precisamos entender bem o pensamento de São Luis. Há muitas coisas preciosas em seus textos. Mas também há afirmações que já foram superadas e aperfeiçoadas, no correr da história da Igreja. O tempo não parou em 1712.
Vamos mostrar então, nas próximas postagens, como São Luis Grignion de Montfort organizou este livrinho tão bonito, e a atualidade de sua mensagem.
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Consagração a Maria; Tratado Verdadeira Devoção
domingo, 2 de setembro de 2018
Consagração a Jesus por Maria
A primeira oração de consagração
a Jesus, pelas mãos de Maria, parece ser a de São João Damasceno (+749). Ele
mostra que tudo se dirige a Cristo: “segundo se ensina na Bíblia, a honra que
se tributa aos companheiros de serviço é uma demonstração do respeito e amor
para Aquele que é o Senhor de todos”.
Veja esta prece tão bela, em
tradução atualizada.
Hoje nós nos aproximamos de ti, Maria. Na verdade, tu és Senhora, Virgem
e Mãe de Deus. A ti vinculamos nossas almas, na esperança, como a uma âncora
sólida e segura. A ti consagramos inteiramente nossa inteligência, nosso
coração, nosso corpo e todo nosso ser. Segundo nossa capacidade, te aclamamos
com Salmos, hinos e cânticos espirituais.
Nós nos dedicaremos em honrar-te, pois és a mãe de nosso Senhor. Buscaremos
a inspiração para glorificar-te, pois tu nos proporcionaste a vida. E assim
manifestaremos os sentimentos de respeito e piedade que devemos a Nosso Senhor.
Pois em Jesus colocamos todo nosso empenho.
Lembrar-se de ti, ó Maria, proporciona uma alegria, que ninguém pode
tirar. E se recebem muitos dons.
Como sinal de gratidão, ó Maria, te ofereço estas palavras, que compus
movido por um ardente amor para ti, reconhecendo minha fragilidade.
Recebe com benevolência essa nossa devoção, mesmo sabendo que meu
desejo vai além de minhas forças.
Cuida de nós, bondosa senhora e mãe do bom Deus. Proteja e dirija tudo
o que realizamos. Apazigua e integra nossas paixões e desejos. Conduz-nos ao
porto tranquilo da divina vontade. E à eterna bem-aventurança, em que gozaremos
da luminosa presença, da suavidade e da doçura do Verbo em ti encarnado. A ele,
junto com o Pai, se tribute a glória, a honra, o poder e a grandeza, em união
com Espírito Santo e vivificante. Agora e sempre, Amém.
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Consagração a Jesus por Maria; João Damasceno
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