domingo, 31 de maio de 2009

Maria no documento de Aparecida

Apresentamos aqui uma síntese simplificada dos principais textos sobre Maria na Quinta Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe, que aconteceu em Aparecida, em 2007. Os subtítulos são nossos, bem como a aproximação de temas semelhantes. É importante conhecer este documento, que orienta a caminhada da Igreja em nosso continente.

Introdução
Com a luz do Senhor ressuscitado e com a força do Espírito Santo, nós os bispos da América nos reunimos em Aparecida, Brasil, para celebrar a V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe (…) Maria , Mãe de Jesus Cristo e de seus discípulos, tem estado muito perto de nós, tem-nos acolhido, tem cuidado de nós e de nossos trabalhos, amparando-nos, como a João Diego e a nossos povos, na dobra de seu manto, sob sua maternal proteção. Temos pedido a ela, como mãe, perfeita discípula e pedagoga da evangelização, que nos ensine a ser filhos em seu Filho e a fazer o que Ele nos disser (cf. Jo 2,5).
(141) Maria é a imagem da conformação ao projeto trinitário que se cumpre em Cristo. Ela nos recorda que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade, e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos.

Leitura de Cenário: A religiosidade popular
(18) Em nossa cultura latino-americana e caribenha conhecemos o papel que a religiosidade popular desempenha, especialmente a devoção mariana, contribuindo para nos tornar mais conscientes de nossa comum condição de filhos de Deus e de nossa comum dignidade perante seus olhos.
(43) O Valor incomparável do ânimo mariano de nossa religiosidade popular reside em fundir as histórias latino-americanas diversas na mesma história compartilhada, que conduz a Cristo, Senhor da vida, em quem se realiza a plenitude da vocação humana.

Devoção Popular e Maria
(261) A piedade popular penetra a existência pessoal de cada fiel. Nos diferentes momentos da luta cotidiana, muitos recorrem a algum pequeno sinal do amor de Deus: (..) um rosário, (..) um olhar a uma imagem querida de Maria...
(262) A fé encarnada na cultura pode penetrar cada vez mais nos nossos povos, se valorizarmos positivamente o que o Espírito Santo já semeou ali.
(262b) A piedade popular é um ponto de partida para conseguir que a fé do povo amadureça e se faça mais fecunda. É preciso ser sensível a ela, saber perceber suas dimensões interiores e seus valores inegáveis. É necessário evangelizá-la ou purificá-la, assumindo sua riqueza evangélica.
(262c) Desejamos que todos, reconhecendo o testemunho de Maria e dos santos, procurem imitá-los. Trata-se de intensificar o contato com a Bíblia, a participação nos sacramentos e o serviço do amor solidário. Assim se aproveitará o rico potencial de santidade e de justiça social que há na mística popular.
(265) Nossos povos, com sua religiosidade característica se agarram no imenso amor que Deus tem por eles e que lhes recorda permanentemente sua própria dignidade. Também encontram a ternura e o amor de Deus no rosto de Maria. Nela vem refletida a mensagem essencial do Evangelho.
Nossa Mãe querida, desde o santuário de Guadalupe, faz sentir a seus filhos menores que eles estão na dobra de seu manto. Agora, desde Aparecida, convida-os a lançar as redes ao mundo, para tirar do anonimato aqueles que estão submersos no esquecimento e aproximá-los da luz da fé. Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo.
Evangelização inculturada
(300) Deve-se dar uma catequese apropriada, que acompanhe a fé já presente na religiosidade popular. Como: oferecer um processo de iniciação cristã em visitas às famílias, que as conduza à prática da oração familiar, à leitura orante da Palavra de Deus e ao desenvolvimento das virtudes evangélicas.
(300b) É conveniente aproveitar pedagogicamente o potencial educativo da piedade popular mariana. Um caminho educativo que, cultivando o amor pessoal à Maria, educadora na fé, nos leva a nos assemelhar cada vez mais a Jesus Cristo, e provoque a apropriação progressiva de suas atitudes.

Maria: peregrina na fé
(266) Maria é a máxima realização da existência cristã. Através de sua fé (Lc 1,45) e obediência à vontade de Deus (Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor.
Interlocutora do Pai no projeto de enviar o verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria é o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo e também a colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos.
Sua figura de mulher livre e forte emerge do Evangelho, conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo.
Ela viveu toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e dos discípulos, na incompreensão e na busca constante do projeto do Pai.

Maria: mãe da Igreja
(267) Com Maria, chega o cumprimento da esperança dos pobres e do desejo de salvação.
- A Virgem de Nazaré teve uma missão única na história da salvação: concebeu, educou e acompanhou seu filho até a cruz.
- Desde a cruz Jesus Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria, que nasce diretamente da hora pascal de Cristo (Jo 19,27).
- Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente.
- Como mãe, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus.
- Em Maria, encontramo-nos com Cristo, o Pai, o Espírito Santo e os irmãos.

Maria e a Igreja materna
(268) Como na família humana, a Igreja-família é gerada ao redor de uma mãe, que confere “alma” e ternura à convivência familiar. Maria, Mãe da Igreja, além de modelo e paradigma da humanidade, é artífice de comunhão. Um dos eventos fundamentais da Igreja é quando o “sim” brotou de Maria. Ela atrai multidões à comunhão com Jesus e sua Igreja, como nos santuários marianos. Por isso, como Maria, a Igreja é mãe. Esta visão mariana da Igreja é o melhor remédio para uma Igreja meramente funcional ou burocrática.

Maria: missionária e irmã nossa
(269) Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários.
- Ela, da mesma forma como deu à luz ao Salvador do mundo, trouxe o Evangelho a nossa América.
- Em Guadalupe, presidiu com João Diego o Pentecostes que nos abriu aos dons do Espírito. São incontáveis as comunidades que encontraram nela a inspiração para aprender a serem discípulos e missionários de Jesus.
- Ela tem feito parte do caminhar de nossos povos, entrando no tecido de sua história e acolhendo as ações mais significativas de sua gente.
- Os diversos nomes e os santuários espalhados por todo o Continente testemunham a presença de Maria próxima às pessoas e, ao mesmo tempo, manifestam a fé e a confiança que os devotos sentem por ela. Maria pertence a eles, que a sentem como mãe e irmã.

Maria: imagem do seguidor de Jesus
(270) Quando se enfatiza em nosso continente o discipulado e a missão, Maria brilha diante de nossos olhos como imagem acabada e fiel do seguimento de Cristo.
Esta é a hora da seguidora mais radical de Cristo, de seu magistério discipular e missionário.
Maria e a Palavra encarnada
(271) Maria, que “conservava todas estas recordações e meditava em seu coração” (Lc 2,19.51), ensina-nos o primado da escuta da Palavra na vida do discípulo e missionário.
O Magnificat está tecido pelos fios da Sagrada Escritura. Em Maria, a Palavra de Deus se encontra em sua casa, de onde sai e entra com naturalidade. Ela fala e pensa com a Palavra de Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce da Palavra de Deus.
Seus pensamentos estão em sintonia com os pensamentos de Deus, seu querer é um querer junto com Deus. Estando intimamente penetrada pela Palavra de Deus, ela chega a ser mãe da Palavra encarnada (JP2).

O rosário
(271b) Esta familiaridade com o mistério de Jesus é facilitada pela reza do Rosário, onde: “o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor. Mediante o Rosário, o cristão obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da mãe do Redentor”.

Maria e a solidariedade com os pobres
(272) Com os olhos em seus filhos, como em Caná da Galiléia, Maria ajuda a manter vivas as atitudes de atenção, de serviço, de entrega e de gratuidade nos discípulos de Jesus.
- Ela indica a pedagogia para que os pobres, em cada comunidade cristã, “sintam-se como em sua casa”. Cria comunhão e educa para um estilo de vida compartilhada e solidária, em fraternidade, em atenção e acolhida do outro, especialmente se é pobre ou necessitado.
- Em nossas comunidades, sua forte presença enriquece a dimensão materna da Igreja e a atitude acolhedora, que a converte em “casa e escola da comunhão” e em espaço espiritual que prepara para a missão.
(524) A Igreja de Deus na América latina e no Caribe é sacramento de comunhão de seus povos, (..) é casa dos pobres de Deus. Maria é a presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos, de discípulos e missionários de Jesus.

Orando com Maria
(553) Ajude-nos a companhia de Maria sempre próxima, cheia de compreensão e ternura.
- Que ela nos mostre o fruto bendito de seu ventre e nos ensine a responder como ela fez, no mistério da anunciação e encarnação.
- Que nos ensine a sair de nós mesmos no caminho de sacrifício, de amor e serviço, como fez na visita a sua prima Isabel, para que, peregrinos no caminho, cantemos as maravilhas que Deus tem feito em nós, conforme a sua promessa.
(554) Guiados por Maria, fixamos os olhos em Jesus Cristo, autor e consumador da fé e dizemos a Ele (..): “Fica conosco, pois cai a tarde e o dia já se declina” (Lc 24,29) (…) Fortalece a todos em sua fé para que sejam teus discípulos e missionários!
Ilustração: Ir. Anderson, msc.
Veja a versão integral no site do CELAM.

64 comentários:

Valdenir Cunha - Faculdade Dehoniana disse...

Em primeiro lugar quero dizer que este curso de Mariologia com o Ir. Afonso tem sido ótimo para minha vida. Tenho aprendido a amar mais Maria, sem alienação. Obrigado Ir. Afonso! Em segundo lugar, partilho que neste mundo contemporâneo, exigente em seus discursos com boa oratória e argumento suficiente, é desafiador ser um bom padre que consiga falar de Maria nos púlpitos de nossa Igreja sem ferir a fé dos fiéis e transmitir a verdadeira mensagem sobre ela. Só tendo as atitudes de Cristo a exemplo de Maria no relacionamento cotidiano conseguiremos realizar na vida. Para se realizar na nossa existência cristã e vocacionalmente devemos ter atitudes de intimidade com Deus por meio da fé e obediência à vontade de Deus (Cf. DAp. 266). Maria soube viver isso de maneira mais perfeita que nós esta intimidade. Como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Ela viveu toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e dos discípulos, na incompreensão e na busca constante do projeto do Pai. Temos muito a aprender com Maria para gerar novos filhos pelo batismo, guardar a palavra dada ao Esposo, viver na fé, esperança e caridade (Cf. LG 64). Que sejamos dóceis à ação do Espírito Santo para termos discursos marianos convincentes nos novos areópagos da Igreja e da sociedade. Esse cuidado é de todos nós! Ensinai-nos Senhor a amar mais com fé e com a razão e crescer como discípulos missionários! É missão de todos nós!

Edson (ISTA) disse...

A devoção mariana, própria do catolicismo popular, expressa bem o amor de muitos cristãos por Maria. Indiferente daquilo que é proposto pela Igreja como importante para o seu culto, muitas devoções surgiram em resistência a inúmeros fatores, sejam de ordem sócio-política ou religiosa. O aspecto interessante dessa devoção é que ela não vem sobre a imposição de autoridades eclesiásticas, mas, vem do modo simples de tantas pessoas que mesmo não tendo uma fé bem esclarecida, contemplam a presença de Deus na história, através de uma mulher.
Ao longo desses dois milênios, Maria foi recebendo títulos, expressões dogmáticas, é venerada de muitos modos e segundo os costumes de cada região. Tudo isso demonstra a criatividade popular. Diante dessa devoção mariana, como nos diz o número 262 do Documento de Aparecida, é preciso purificá-la, incentivar o contato mais direto com a Bíblia, a participação nos sacramentos e o serviço do amor solidário.
Agora, o mais importante é conhecer Maria como a mãe de Jesus e nossa mãe.

Douglas disse...

Na exortação apostólica Marialis Cultus, Paulo VI, trata do culto a Maria. Julgo importante ressaltar a parte na qual é tratado a questão do rosário que na verdade foi uma escolha do papa diante das diversas devoções marianas. No numero 46 ele afirma que o “Rosário é uma prece de orientação profundamente cristológica”, nisto compreendemos a fundamentação teológica desta devoçao popular que tem como sentido comtemplar os misterios da vida de Cristo.
Joao Paulo II procurou aprofundar essa questao por ocasião da publicaçao da carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, onde amplia essa reflexão cristológica sugerindo a inserçao dos misterios da luz que nos ajudam a meditar a vida publica de Jesus.
É importante nos aprofundarmos nos documentos do magistério que tratam das diveras devoções marianas. Contudo, nosso professor Afonso Murad, nos ensinou que este estudo não deve ter o objetivo de “corrigir” as devoções senão dar uma contribuição para que o povo reze mais e melhor. Para isso cabe bem uma boa dose de humildade e perceber que existem práticas devocionais exercidas a mais tempo do que muitos de nós tem de vida.

DIRCEU PACIFICO DA SILVA disse...

Quanto à devoção Maria:
Senhor Jesus tem piedade de nossos enganos humanos. Ás vezes nossos atos nascem de uma credulidade que cheira á superstição.
Há uma quantidade de manifestações periféricas de vida mariana. Só as compreendemos partindo do simbolismo de que anda cheia a vida dos homens que partem das coisas visíveis para alcançar as invisíveis realidades.
As manifestações a nossa mãe muita vezes acontecem em razão de certo fanatismo sempre latente no coração popular, a devoção do povo só tem a ganhar na triagem dos elementos próprios que manifestam, de maneira autentica, a verdadeira vida cristã e os elementos perigosos que a deterioram. Em nossos dias, o perigo reside no atrativo pelo maravilhoso e a procura dele nas aparições de nossa mãe. Precisamos dizer uma palavra a propósito dessas manifestações que a sá teologia quem sabe um dia saberá interpretar.
Quando os habitantes de Éfeso, perturbados em seu entusiasmo religioso, começaram a gritar: “Grande é a deusa dos Éfeso!”, um ouvinte sarcasticamente comentou: É incontestável, mas sosseguem porque já gritaram demais que Diana é grande! (At 19,28; 34 – 36). Dois séculos mais tarde, essa mesma cidade de Éfeso conheceu o entusiasmo delirante das massas gritando dessa vez sua fé autentica na mãe de Deus. Com isso, quero dizer que não devemos rejeitar o entusiasmo dos devotos, sobretudo os de Aparecida-Sp. A devoção a Maria deve partir em função da cristologia, só assim é possível uma conexão com o mistério de Cristo.
Os grandes teólogos da Idade Media, que foram grandes devotos de Maria, não tiveram medo de aplicar o espírito critico. Acautelaram-nos contra os louvores excessivos de que Maria não tem necessidade devido a riqueza de seus verdadeiros títulos de gloria.
Quanto mais louvores excessivos á Maria, mais dificuldades encontraremos no diálogo ecumênico com nossos irmãos protestantes.

Arildo ISTA disse...

Tendo em vista o Documento de Aparecida e relendo o conteúdo Mariano dentro do documento, percebo que realmente é muito importante termos um contato mais aguçado sobre o texto, pois assim teremos mais clareza e segurança qundo formos dialogar ou pregar sobre o assunto Mariano, pois o texto nos traz uma linguagem simples e com os pés nos chão, bem dentro da nossa realidade de América Latina. Valorizando sempre mais a religiosidade popular, valorizando Maria, não como uma deusa, e sim uma pessoa humana que na sua simplicidade de mulher e mãe do Salvador buscou apresentar melhor como é viver em plenitude e sempre amando a Deus.

Jeferson disse...

Jeferson Almeida de Souza, Sch. P. ISTA-Instituto Santo Tomás de Aquino.
O Documento de Aparecida, que destaca o valor da religiosidade popular e a piedade mariana de nosso povo, Maria se insere na renovação da prática devocional mariana iniciada no Vaticano II com a LG 8 e desenvolvida na Marialis Cultus por Paulo VI. Numa clara referencia a teologia lucana e joanina Maria é vista como “mãe, perfeita discípula e pedagoga da evangelização”. Com o exemplo e testemunho de Maria os cristãos são encorajados a seguir um itinerário de fé com a Bíblia nas mãos, auxiliados pela força dos Sacramentos rumo ao serviço do amor solidário. Caminhemos com Maria! Ela que foi a perfeita discípula do Senhor, nos ensine a ser discípulos missionários para que em Cristo nossos povos tenham mais vida!

Eduardo Dalabeneta - Dehoniana disse...

Para refletir

Qual é o limite de uma atividade religiosa (procissões, carreatas, etc)sem que ela se torne uma ofensa àqueles que creem diferente?
Descobrir até onde sadiamente vai uma prática devocional é um exercício de discernimento. Parece que muitos cristãos não evoluem na fé por estarem aprisionados por tais práticas. Isso não quer dizer que elas sejam ruins, porém, são vividas como o “princípio, o meio e o fim” da fé, da conversão e da relação com o Senhor. Nesse caso, a devoção pode distrair o cristão do centro do mistério. Quem são os culpados? Como consertar tal inclinação? Toda criança para crescer passará pela escola das lágrimas. Criança que não chora ficará sempre criança. Cordialmente, até mesmo maternalmente e paternalmente quando necessário, precisamos ajudar nosso povo a crescer na fé. O documento de Aparecida, especialmente no que se refere à devoção Mariana, pediu que se desse passos nesta direção. Porém, isso não significa eliminar, mas purificar e dar razões mais profundas para a fé, ou seja, ao mesmo tempo em que tira alguma coisa se coloca algo no lugar. No caso da devoção Mariana é mostrar a centralidade de Jesus e apontar na direção de que tudo em Maria está relacionado a Cristo. Lágrimas haverá, mas qual é a mãe ou o pai que deixa de dar remédio para um filho só porque ele não quer ou está em prantos? Precisamos descobrir o melhor remédio e ensaiar algumas iniciativas que consertem os caminhos tortuosos de nossas práticas devocionais. No futuro, quando crescidos, as “crianças de hoje”, irão agradecer.

Sedney- Faculdade ISTA disse...

Maria: discípula e missionária


O aspecto ressaltado no Documento de Aparecida que me chamou atenção sobre Maria, foi o de Maria missionária e irmã nossa. Penso que este aspecto missionário de Maria aproxima muito da realidade do povo simples, pobres e marginalizado. Este é um constante desafio presente na realidade brasileira, mas nem por isso, falta esperança a estes rostos desfigurados pela ganância de uma minoria que concentra a maior parte da riqueza em suas mãos. Portanto, quando valorizamos o aspecto missionário de Maria, normalmente percebemos o seu caráter profético, que anuncia e denuncia a opressão presente na vida do seu povo. O Magnificat (Lc 1,46-56) cantado por Maria no Evangelho de Lucas é o sinal de sua acolhida da Palavra que inunda e transforma a realidade. E o anúncio de libertação acontece é a partir dos pobres.
Penso que o Documento de Aparecida ao falar de Maria na religiosidade popular é muito interessante e louvável, porém, parece não trazer algo novo da perspectiva Lucana, em que Maria é uma mulher que é capaz de sair de si para ir ao encontro do outro. E um fato muito importante, é que este encontro se dá na alegria e na esperança de que a construção de outro mundo é possível.
Pe. Zezinho em uma de suas canções do CD “Discípulos e Missionários” tem uma canção que assim diz: “humildes vão os missionários, pelo mundo eles vão a falar de um projeto, projeto que veio do céu, anunciando Jesus e que foi que ele fez e falou, humildes vão”. Esse é um foco tipicamente mariano que impulsiona um anúncio diferente e atuante de ser Igreja hoje no chão Latino Americano e Caribenho.
Há um apelo muito claro e bonito aos discípulos e missionários no tema que diz respeito a “Maria e a devoção popular” no Documento de Aparecida, “convidando-nos a lançar as redes ao mundo, para tirar do anonimato aqueles que estão submersos no esquecimento e aproximá-los da luz da fé”. (DA 265).
O discipulado de Maria é vivenciado na escuta da Palavra, na acolhida e na prática desse projeto de salvação a ela confiado. E assim nos inspiram novamente a canção do Pe. Zezinho que nos impulsionam a sermos: “aprendizes de Cristo e da Igreja, e querendo aprender com o povo, sem mentiras ou imposição e dialogando, humildes vão”. Portanto, esse é um novo projeto a ser construído; ao olharmos Maria, como discípula e missionária, presente no Documento de Aparecida.

Célio Alex Araújo - ISTA disse...

Célio Alex Araújo - FMI
ISTA - V Teologia

O culto a Maria na liturgia

A Virgem Maria, escolhida por Deus desde toda a eternidade, é aquela, igualmente, que, ao pé da Cruz, diante do fracasso aparente da morte de seu Filho, jamais vacilou na Fé. Ela é aquela que reconforta os apóstolos nos difíceis momentos de sofrimento que antecederam a Ressurreição. Por isso ela está presente no início da Igreja. Seu exemplo de fé e de discípula, atenta a palavra de Deus, torna-se para a Igreja “Modelo” de seguimento a Cristo Jesus, Verbo de Deus.
Desta forma, a Virgem está presente, pois, de forma constante, na celebração da liturgia: por um lado, porque, criatura, como nós, Ela dá ao Senhor o culto que lhe é devido, e somente a Ele. Por outro lado, porque ocupa um lugar particular e único na realização dos dois grandes mistérios da salvação da humanidade, a Encarnação e a Redenção, e, decorrendo deste mesmo fato, na liturgia que celebra os mistérios da Fé.
Assim, a exemplo de Maria, a virgem oferente, a Igreja se oferta a Deus no dom da Eucaristia e na partilha solidária em união com Cristo.

Claudinei Ramos Pereira - ISTA disse...

Claudinei R. Pereira - FMI ISTA V Teologia

Maria no documento de Aparecida e na Lumem Gentium 8.

A reflexão sobre Maria apresentada tanto na Lumen Gentium 8 quanto no documento de Aparecida trazem alguns pontos bastante significativos no que diz respeito a devoção popular. Dessa forma, ambos os documentos procuram valorizar as devoções populares como meio de vivência da fé.
Todavia, é preciso incrementar no meio destas devoções a centralidade da Palavra de Deus, a participação dos sacramentos e o serviço solidário aos irmãos. Para isso o documento de Aparecida no nº 300 vai nos dizer “Que deve-se dar uma catequese apropriada, que acompanhe a fé já presente na religiosidade popular”.
Por outro lado, a Lumem Gentium 8 fala sobre a Igreja e apresenta Maria como sendo o arquétipo para nossa fé. A Igreja deve se espelhar em Maria que soube ouvir, guardar e frutificar a palavra de Deus. Podemos dizer que este é o cerne de uma verdadeira devoção Mariana e deve alimentar a prática de nosso povo.
Portanto, cabe a todos nós o desafio pastoral de orientar o povo nas mais diversas expressões de fé que estes cultivam. Afim de que o desejo do Concílio e dos documentos posteriores se concretize na Igreja povo de Deus que caminha. E que Maria modelo de discípula e missionária seja ícone para todos os que a ela ocorrem.

Fabrício disse...

Gostaria de ressaltar no Documento de Aparecida, quando fala de Maria como Mãe, perfeita discípula e peregrina na fé, uma chave de leitura para o documento é a questão social. Ao abordar a devoção e a teologia mariana esta chave de leitura não pode faltar. Com efeito, se Maria “nos recorda que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade, e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos” (DAp 141), este vínculo do amor melhor se expressa na solidariedade com os pobres.
Se a temos como Mãe, devemos nos considerar todos irmãos. Maria fortalece assim os laços de fraternidade, convocando à responsabilidade para com o próximo, em especial, o pobre e necessitado. Somente assim tem sentido nossa devoção a Maria, ou seja, quando sai de toda forma de intimismo religioso e pietista e nos impulsiona para além de nós mesmos.

Fabrício - Faculdade Dehoniana.

Bienvenu Liabwenda-Dehoniana disse...

Maria no documento de Aparecida
Nós queremos ressaltar aqui os pontos que nos marcaram muito neste documento: Maria peregrina na fé e Maria mãe da Igreja. Todavia, o segundo ponto já está incluído no primeiro. Depois de ter estudado Maria em Lucas, a contribuição de Lumen Gentium no seu capítulo 8 a respeito da mãe do Senhor, nossa mãe e mãe da Igreja, a nossa alegria é justamente de encontrar esse fundamento teológico sobre a pessoa de Maria neste documente escrito recentemente por bispos de América latina e Caribe.
A concepção que tem nosso povo até hoje, quer dizer nos séculos 21 é de uma Maria perfeita que não precisava mais caminhar na fé. Porém, com esses elementos ou características de Maria tiradas no evangelho de Lucas trazem uma novidade para nós. Citando Lucas, o documento nos apresenta três características de Maria, a saber, obediente na fé Lc1, 38, aquela que medita a Palavra de Deus ou que sabe guardar a Palavra de Deus enfim, a discípula perfeita do Senhor. Esses elementos mostram sem dúvida a humanidade de Maria. Apesar de graça especial que ela recebeu de Deus para ser a mãe do seu filho encarnado, ela teria que caminhar na fé para poder entender o que era o projeto de Deus. Ela podia até se tornar uma mulher cheia de vaidade e de arrogância até se proclamar a rainha como fazem as rainhas deste mundo, mas não fez isso, para o bem de toda humanidade. Maria deixou de lado o próprio projeto de sua vida para realizar o projeto salvifico de Deus. Isso se deixa transparecer desde a anunciação pelo Anjo. Ela ouviu a Palavra e crê nela. Sem poder guardar esse dom para ela, Maria foi ao encontro de Isabel para anunciar as maravilhas de Deus. Essa disponibilidade mostra a dimensão missionária de Maria. Na casa de Isabel Maria vai ouvir de novo a Palavra de Deus na boca de Isabel cheia do Espírito santo e a chamou da mãe do Senhor. Na profecia de Simeão, Maria vai escutar a Palavra de Deus que vai guardar no seu coração: ’’ Uma espada te transpassará a alma [...], diz Simeão... ’’ Sem entender bem essa palavra, Maria vai a meditar. No desencontro no templo, ela vai ouvir pela boca de seu próprio filho mais uma palavra que sem dúvida podia a deixar em crise’’ Porque me procurais... Não sabíeis que preciso estar na casa do meu pai?’’ Contudo, Maria perseverou na fé sem se abalar e deixar tudo atrás, mas seguiu firme de frente do inicio até a morte trágica do filho e tendeu sem dúvida o que era o projeto de Deus. Maria fez parte do grupo de mulheres que seguia a Jesus, ela servia ao Senhor como as outras discípulas. E no pé da Cruz Jesus nos deu Maria como mãe.
A partir do que precede podemos dizer que na sua experiência de fé Maria caminhou junto com o seu Filho e humanamente amadureceu na fé. A Igreja como seguidora de Cristo é peregrina na mesma fé dos apóstolos onde Maria uma delas, a mãe da comunidade do cenáculo segundo o mandato de Jesus. Portanto, é a mãe da Igreja peregrina na fé. Sendo agradecida por Deus, ela é mais perto de Jesus do que nenhuma outra criatura e como mãe da Igreja, Maria é mais perto de nós na sua experiência da fé. Podemos recorrer com muito’’orgulho’’ a ela. Obrigado Maria por ter dada o seu sim ao Projeto de Deus. Mãe ,intercede por teus filhos e filhas neste mundo que perde cada vez mais o sentido da gratuidade e do amor com Deus e do amor para com o próximo.Amém.

Diomar Romaniv - Dehoniana disse...

A grande riqueza pastoral mariana para a atualidade latino-americana está no fato de apresentar Maria como discípula missionária. Isso se dá por sermos um povo de grande devoção Mariana. Assim, redescobrir ou descobrir Maria como seguidora de Jesus dá incentivo e forças par o nosso discipulado enquanto cristãos.
O documento mostra que o caminho por ela realizada não é marcado pelo “privilégio” de quem é preparada de ante-mão (nasce pronta), mas sim por ser peregrina na fé, como nós somos. Maria faz caminho de seguidora com Jesus e com a Igreja.
Que os cristãos latino-americanos consigamos olhar para Maria enquanto seguidora de Jesus e aprender dela a viver como discípulos missionários de Jesus!

Franco -ISTA disse...

A devoção popular é algo muito próprio da cultura brasileira, e Maria está sempre presente no cotidiano desta gente. Uma grande tendência da Igreja perante inúmeras dessas manifestações é ñ dar assistência ou acompanhar formativamente, ou até mesmo eliminar essas práticas tendo em vista maior padronização do culto.
Uma grande contribuição do documento de Aparecida é não abandonar essas práticas, mas sim, purificá-la e principalmente, incentivar um maior contato com a Sagrada Escritura. Acolhendo a imagem de Maria como ouvinte da palavra, caracterizamo-la como discípula aproximando-nos dela pelo nosso continuo discipulado. Maria é a figura que representa a perfeita discípula, devido sua contínua entrega e na sua participação no projeto de salvação.
Com isso valorizamos justamente a figura importante de Maria sem tê-la como deusa, nem menosprezando sua importante colaboração para a edificação da Igreja.

Djalmir Ananias - ISTA disse...

O documento de Aparecida me clamou atenção de Maria peregrina na fé.O documento mostra aquilo que o evangelista Lucas apresenta de Maria, mulher toda de Deus,com seus pés no chão, isto é vivendo o seu tempo, sua realidade com seu povo. Ela se coloca na situação de aprendiz passo a passo vai aprendendo a ser discipula, ouvindo, guardando e frutificando a palavra. Assim como o evangelista João nos apresenta Maria como pedagoga da fé, o documento de Aparecida nos ajuda a olhar para Maria e ver nela o exemplo de ser humano que foi toda de Deus e que aprendeu a ser peregrina, missionaria até tornar pedagoga na fé. Olhamos para Maria que nos ensina hoje aquilo que ela aprendeu a ser toda de Deus. Maria tem que ser para nós aquela que fez e nos mostra o caminho para chegar a Jesus.

Jaime Ludwig- Dehoniana disse...

A busca constante de dar uma palavra certa, na hora certa e do jeito certo sobre a figura de Maria, causa muitas vezes perplexidade para as pessoas, pois nem sempre somos capazes de responder qual a sua real importância na história da humanidade. Diante disso, a LG nº 60 vem dar uma rica contribuição: “pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por tal motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça”. Esta contribuição traz verdadeiramente uma sensação de que é possível ter uma compreensão mais aguçada sobre a figura de Maria. Vemos que Maria é mãe, companheira e serva no Senhor.
O documento de Aparecida contribui também com uma bela e profunda reflexão teológica, onde ressalta que Maria é a discípula mais perfeita do Senhor, ou seja, aquela que através da fé, obediência e na constante meditação da Palavra foi capaz de viver uma vida de profunda entrega, doação, acolhida. Além disso, ela é realmente uma mulher forte, livre e missionária.
Contudo, o desejo é que com o belo exemplo, testemunho de Maria, cada pessoa humana seja capaz de olhar o mundo e perceber que há solução para os diversos problemas. O testemunho de Maria é vital para encarar a realidade com força, vigor e deve ajudar os indivíduos a viver como verdadeiros discípulos e missionários de Jesus Cristo.

Francisco - ISTA disse...

O Concílio Vaticano II enfatiza que Maria assumiu com sua vida o projeto de Deus e o seu querer salvífico da humanidade. Cooperando na história da salvação, no mistério da encarnação do Verbo, com seu sim livre na fé e na obediência. Fez seu caminho de peregrinação na fé e no discipulado de seu Filho, Jesus Cristo. Desta forma ela ocupa papel significativo na Igreja, sendo concedido a ela devido culto. Ela é sinal de esperança para os pobres. O Documento de Aparecida diz que a devoção mariana contribui para nos tornar mais conscientes da nossa condição e dignidade de filhos de Deus. Esta devoção faz parte da existência pessoal e deve ser orientada para o centro de nossa fé: Jesus Cristo, imagem do Pai na comunhão com o Espírito Santo. Ela foi uma mulher do seu povo, atenta aos clamores de sua época. Inserida na história de seu povo e certa de que Deus iria cumprir as promessas feitas aos antepassados. Assim atuou conscientemente na história salvífica, sendo sinal de esperança e acolhimento da vontade do Pai. Fez-se cooperadora nos planos de Deus. Fiel discípula que fez o seu caminho de fé no seguimento de Jesus, e promotora de vida nova para todos. A partir deste Concílio e deste Documento somos convidados a estar atentos ao nosso momento histórico, trabalhando conscientemente na construção deste mundo novo. como discipulos e missionarios de Jesus Cristo. E ser sinais de esperança, para nós e nossas comunidades, de que Deus esta conosco na busca de vida em abundância, nos auxiliando com sua graça.

Francisco Alexandre - quinto período de teologia- ISTA

Célio - Faculdade Dehoniana disse...

No Documento de Aparecida, a figura de Maria tem um destaque fundamental. É interessante observar que o DAp tem vários eixos, cristológico, trinitário, sacramental, e outros. Portanto, o eixo de maior destaque é o papel de Maria missionária e peregrina na fé. Maria no DAp se apresenta com um cunho teológico-pastoral. Este viés fundamenta a figura de Maria na piedade popular, se observa nos dias atuais como é forte esta devoção, nos diversos ambientes não há quem não reze uma “Ave Maria” para iniciar uma reunião ou formação.
A espiritualidade mariana é de tal beleza que faz parte da liturgia em diversas comunidades, ou ainda congregações religiosas com tal espiritualidade.
Portanto, podemos afirmar que Maria foi totalmente voltada para Cristo. Tudo o que se fala sobre ela tem referência a Cristo.

Anônimo disse...

Maria no Documento de Aparecida

A 5ª Conferência do Episcopado Latino- Americano e Caribenho reunido em Aparecida em maio de 2007 destinou à Virgem Maria muitos parágrafos do seu documento. Primeiramente porque Maria é muito importante para nós na Igreja como modelo de seguimento e de entrega à causa do Reino e em segundo lugar porque nosso povo tem enorme carinho pela figura de mãe e mulher sofrida.
O Documento quando fala da devoção popular ressalta as qualidades da mesma e reconhece que foi ela a responsável em manter a fé católica em muitos lugares. Em se tratando da devoção à Virgem Maria é preciso ainda passar por uma séria catequese e formação para que Maria tenha o lugar correto e não mais ou menos do que merece.
No número 141 o documento ressalta que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos. Se olharmos para Maria, foi ela modelo desse encontro com a Trindade a tal ponto de ter transformada sua vida numa liberdade total de encontro e reencontro.
O Documento de Aparecida foi muito feliz em fazer uma releitura da figura de Maria com forte conotação bíblica e a mesma sempre apontando para Jesus Cristo. É preciso ver Maria como aquela que de fato está sempre a apontar o Cristo, tudo deve levar a Ele, não foi o que ela mesma disse aos servos nas Bodas de cana: “fazei tudo o que ele vos disser”?
O Concílio Vaticano II na Lumen Gentium 8 já recomendava o culto à Maria, evitando tantos os exageros quanto a demasiada estreiteza de espírito. Nos lembrava de que a verdadeira devoção à Maria não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa vã credulidade, mas no reconhecimento da figura de Maria e no seguimento de sua vida de fé (virtudes).
O mesmo Documento também à semelhança da Encíclica Marialis Cultus tenta resgatar a figura de Maria como peregrina, discípula que ao longo da caminhada vai aprendendo com o mestre. Ainda nos diz que Maria também foi missionária, pois levou Jesus a outros e hoje continua a levar. Não devemos nós aprender mais com ela?
O Documento de Aparecida é um documento muito bonito e que devemos procurar colocar em prática em nossa vida, principalmente no que diz respeito à missionariedade da Igreja, mas aqui também fica a crítica daquilo que vimos em sala de aula: faltou uma dimensão ecumênica no que se refere à Maria. Como vamos falar de Maria se nossos horizontes não estão abertos a ponto de nos congregar em diálogo?
Outro aspecto importante da figura de Maria ressaltado pelo documento, é que sua pessoa humilde e servidora – a quem o Poderoso exalta como ela canta no magnificat – reflete o divino compromisso pela justiça e a opção preferencial pelos pobres. Embora se tenha usado do testemunho de Maria para encorajar uma atitude passiva, silenciosa, das mulheres – senão para impor-lhes a servidão – a atitude bíblica de Maria permanece como modelo de adesão corajosa e ativa à vontade de Deus. Qual Deus? O magnificat bem nos responde: o Deus da justiça e da misericórdia, que eleva os humildes e dá pão aos famintos. Este aspecto profético da experiência de Maria deve ser recordado e incluído na devoção que a ela dedicamos.
Portanto, cultuar a Maria e amá-la, ser devoto seu, é seguir o exemplo de suas virtudes, como seguiu a Jesus, do qual, sendo mãe, fez-se a primeira discípula. Ela concebeu, gerou e formou Jesus. Com seu exemplo e sua intercessão, sob a conduta do Espírito, forma Jesus em nós, configurando nossa vida com a de Cristo.
Juntos com Santo Ildefonso de Toledo (607-670), grande devoto de Nossa Senhora, digamos: "Rogo-te, virgem santa, que daquele Espírito que te fez gerar Jesus, eu receba Jesus. Que a minha alma receba Jesus por meio daquele Espírito que fez com que a tua carne o concebesse. Que eu ame a Jesus no mesmo Espírito com que adoras a Jesus como Senhor e o contemplas como teu Filho!".

Marcos César- Dehoniana disse...

Maria no Documento de Aparecida

A 5ª Conferência do Episcopado Latino- Americano e Caribenho reunido em Aparecida em maio de 2007 destinou à Virgem Maria muitos parágrafos do seu documento. Primeiramente porque Maria é muito importante para nós na Igreja como modelo de seguimento e de entrega à causa do Reino e em segundo lugar porque nosso povo tem enorme carinho pela figura de mãe e mulher sofrida.
O Documento quando fala da devoção popular ressalta as qualidades da mesma e reconhece que foi ela a responsável em manter a fé católica em muitos lugares. Em se tratando da devoção à Virgem Maria é preciso ainda passar por uma séria catequese e formação para que Maria tenha o lugar correto e não mais ou menos do que merece.
No número 141 o documento ressalta que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos. Se olharmos para Maria, foi ela modelo desse encontro com a Trindade a tal ponto de ter transformada sua vida numa liberdade total de encontro e reencontro.
O Documento de Aparecida foi muito feliz em fazer uma releitura da figura de Maria com forte conotação bíblica e a mesma sempre apontando para Jesus Cristo. É preciso ver Maria como aquela que de fato está sempre a apontar o Cristo, tudo deve levar a Ele, não foi o que ela mesma disse aos servos nas Bodas de cana: “fazei tudo o que ele vos disser”?
O Concílio Vaticano II na Lumen Gentium 8 já recomendava o culto à Maria, evitando tantos os exageros quanto a demasiada estreiteza de espírito. Nos lembrava de que a verdadeira devoção à Maria não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa vã credulidade, mas no reconhecimento da figura de Maria e no seguimento de sua vida de fé (virtudes).
O mesmo Documento também à semelhança da Encíclica Marialis Cultus tenta resgatar a figura de Maria como peregrina, discípula que ao longo da caminhada vai aprendendo com o mestre. Ainda nos diz que Maria também foi missionária, pois levou Jesus a outros e hoje continua a levar. Não devemos nós aprender mais com ela?
O Documento de Aparecida é um documento muito bonito e que devemos procurar colocar em prática em nossa vida, principalmente no que diz respeito à missionariedade da Igreja, mas aqui também fica a crítica daquilo que vimos em sala de aula: faltou uma dimensão ecumênica no que se refere à Maria. Como vamos falar de Maria se nossos horizontes não estão abertos a ponto de nos congregar em diálogo?
Outro aspecto importante da figura de Maria ressaltado pelo documento, é que sua pessoa humilde e servidora – a quem o Poderoso exalta como ela canta no magnificat – reflete o divino compromisso pela justiça e a opção preferencial pelos pobres. Embora se tenha usado do testemunho de Maria para encorajar uma atitude passiva, silenciosa, das mulheres – senão para impor-lhes a servidão – a atitude bíblica de Maria permanece como modelo de adesão corajosa e ativa à vontade de Deus. Qual Deus? O magnificat bem nos responde: o Deus da justiça e da misericórdia, que eleva os humildes e dá pão aos famintos. Este aspecto profético da experiência de Maria deve ser recordado e incluído na devoção que a ela dedicamos.
Portanto, cultuar a Maria e amá-la, ser devoto seu, é seguir o exemplo de suas virtudes, como seguiu a Jesus, do qual, sendo mãe, fez-se a primeira discípula. Ela concebeu, gerou e formou Jesus. Com seu exemplo e sua intercessão, sob a conduta do Espírito, forma Jesus em nós, configurando nossa vida com a de Cristo.
Juntos com Santo Ildefonso de Toledo (607-670), grande devoto de Nossa Senhora, digamos: "Rogo-te, virgem santa, que daquele Espírito que te fez gerar Jesus, eu receba Jesus. Que a minha alma receba Jesus por meio daquele Espírito que fez com que a tua carne o concebesse. Que eu ame a Jesus no mesmo Espírito com que adoras a Jesus como Senhor e o contemplas como teu Filho!".

Odinei P. Magalhães - ISTA disse...

Segundo a Constituição Dogmática Lumen Gentium 8, e o Documento Final da Conferência de Aparecida, Deus habitou em nosso meio através de uma mulher para que fôssemos adotados como filhos (Cf. Gál 4,4-5). Por obra do Espírito Santo, Ele se encarnou para a nossa salvação. Foi através do coração e do corpo da Virgem Maria que o Verbo de Deus recebeu a forma humana. Junto de Deus, ela se tornou mediadora da “Economia da Salvação”. Por causa dos seus méritos, testemunho de vida e acolhimento do Mistério que lhe foi revelado, ela foi redimida, agraciada e aclamada como sendo a Mãe do Salvador. Tornou-se a discípula e seguidora fiel de Jesus. Fez da Palavra que ouviu o aporte para sustentar toda a nossa fé.

O culto à Maria, mãe de Deus, garantiu a autonomia espiritual do cristão católico que vivia a sua piedade, expressando a sua fé em Jesus Cristo. A Mãe de Deus passou a ter um lugar de destaque na vida do povo, tornando-se, cada vez mais, um ícone da manifestação da graça de Deus na vida dos cristãos católicos.

Maria é a máxima realização da existência cristã. Por meio de sua fé, obediente à vontade de Deus, ela se tornou a mais perfeita discípula missionária do Senhor. Ela é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de novos missionários. Por isso, ela tem feito parte do caminhar de nossos povos, intercedendo a Deus por nós e fortalecendo a nossa fé para que sejamos verdadeiros e fiéis discípulos missionários no Reino de Deus.

Anônimo disse...

Maria na visão popular é mais do que uma mãe. Ela é amiga do dia-a-dia; é companheira; é conselheira; é aquela que está sempre por perto para responder a qualquer necessidade. É isto que se nota na em profundidade no imagimário da cultura popular. Um maria entendida na simplicidade da vida, sem qualquer preocupação com os porquês na sua compreensão. o Documento, ao fazer a sintese desta forma, mostra que a primeira compreensão sobre maria vem de baixo, do campo, do povo simples, mas profundamente rico a nivel cultutal. Esta visão é depois assumida oficialmente, aprofundada e revestida de uma roupagem teologicamente intelectualizada a fim de se poder dar a ela uma base forte e firme, na sua dimensão e missão, como mãe do verbo encarnado.
Aprendi bastante e gostei da forma como foi colocada nesta síntese. Simples, breve, profunda e consisa.
LAURINDO/ISTA

João Ricardo (ISTA) disse...

Nos apontamentos feitos no documento de Aparecida sobre Maria, ficou bem claro a importância e a contribuição afetiva e efetiva desta grande mulher para o cristianismo. Apesar da linguagem pesada utilizada na escrita, seu exemplo de fé, obediência à vontade de Deus, atenção a palavra e prática de Jesus e discípula mais perfeita do Senhor, foram acentuados. Elementos importantes cujo documento faz questão de apontá-la como aquela que colaborou e colabora com o renascimento espiritual dos discípulos que se põe a seguir Jesus. E esta colaboração vem sendo dada desde o momento do seu sim até a atualidade.
Consoante a tudo isso, o documento deixa a desejar no que tange a discussão ecumênica. Apontam-se aspectos importantes de Maria para que o cristão possa seguir, mas o diálogo entre as religiões cristãs passou despercebido.
Quando ela é colocada como aquela que fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimulando a reconciliação e o perdão [...], surge uma interrogação, a saber, o ecumenismo, onde entra? Acredito que este vínculo fraterno, de que fala o documento, diz respeito somente aos cristãos católicos. Mas, e as outras denominações cristãs? Tal afirmação leva a uma interpretação única e puramente exclusivista. Pode levar a uma “unidade” cristã entre católicos, dificultando assim, o dialogo ecumênico. Neste sentido, será que este fortalecimento dos vínculos fraternos e, entre todos é real?

Adilson F. Chaves disse...

Tanto a Marialis Cultus, quanto o Documento de Aparecida, nos dar uma boa chave de leitura para entendermos mais sobre Maria. Eles nos ajudam a sair de um devocionismo “ingênuo” para uma reflexão madura e mais equilibrada a respeito de Maria. Não desmerecendo a devoção, mas acrescentado à mesma, elementos teológicos e não teológicos possibilitando-nos uma melhor compreensão de Maria e a sua importância para nossa fé. Só a partir da leitura de tais documentos é que vamos achar o lugar de Maria e dos Santos todos na nossa vida e na nossa fé, estes vão nos ajudar a perceber que eles não estão no mesmo lugar que Deus (pai filho e Espírito Santo) está. É legítima a devoção aos Santos e a Maria, mas não obrigatória para nós católicos. É importante lembrar que os Evangelhos anunciam que Jesus é Senhor (Fl 2,11), o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2, 5). Assim os Santos são somente exemplos de vida cristã para nós. Portanto, não podemos colocá-los no lugar de Deus. Eles são os nossos intercessores junto de Deus, eles estão “vivos em Deus”. A Lúmen Gentium também deu a sua contribuição. “O lugar de Maria na comunhão dos Santos: mais perto de Jesus e mais perto de Nós” (LG 54). “Maria foi a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo, o que, naturalmente, tem um valor exemplar universal e permanente” (Paulo VI). Portanto, ela é um modelo a ser seguido por todos os “crentes” cristãos.
Adilson F. Chaves / Dehoniana

DIOGO - Dehoniana disse...

Tendo estudado e reletido em sala sobre Maria, nos vários documentos, como: a LG, Marialis Cultus e o DAp, salientamos a grande importância que os tem no que se refere a Mariologia. No entanto, podemos visualizar nesses documentos uma relação entre eles, todos irão falar do discipulado de Maria. Na LG 57, fala da união de Maria com Jesus na obra da Salvação; e na Marialis Cultus vimos Maria como modelo da Igreja no Culto, isto é, uma forma de ser discipula pois é modelo de humilade e de disposição aos seus filhos; já no DAp aparece várias reflexãoes referente ao discipulado de Maria. Temos Maria como Mãe de Jesus e dos discípulos a geradora da Igreja. Em Maria a Palavra de Deus se faz presente, ela é solidáia, está atenta a tudo como nas bodas da cana, esse é o exemplo de uma verdadeira discipula (o). Contudo,esses estudos aprofundados sobre Maria, remete-nos a dispor-se sempre como discipulos, seguindo o exemplo de Maria, como perfeita discipula na sua humildade, simplicidade, fraternidade e na solidariedade, e essa função devemos exercer nas nossas pastorais, ser discipulos como Maria à foi.

Joao Machado - Faculdade Dehoniana disse...

Joao Machado – Faculdade Dehoniana

Quero fazer o meu comentário, a partir do DAp. Pois o que vimos na ultima aula, foi de grande importância para que possamos levar a pessoa de Maria como Mãe, Discípula ouvinte e praticante da Palavra, bem como peregrina na fé aos nossos irmãos e irmãs, da maneira mais correta possível.
O DAp. Apresenta-nos essa Mulher que, soube como ninguém, estar sempre atenta aos apelos de Deus e que em nenhum momento vacilou no seu sim, porem, sem que muitas vezes compreendesse todas as coisas.
O importante de tudo isso e destacar que, Maria foi uma mulher como todas as outras, mas que foi agraciada, escolhida por Deus para que fosse Mãe de seu Filho. No entanto, foi Mãe e discípula, pois viveu e aprendeu com seu Filho, a sua missão. Missão esta que se deu no seu peregrinar na historia, ou seja, na sua existência entre nos. Apesar de ser privilegiada por Mãe do Filho de Deus, em nenhum momento ela deixou de ser um ser humano com todos nos.
Aqui temos algo importantíssimo para trabalharmos nas nossas pastorais, pois o que vimos nas pessoas no dia a dia na pastoral e que, elas acham que Maria não foi humana pelo fato de ser a cheia de Graça.
Ela foi cheia de graça por méritos de Cristo seu Filho e isso e importante destacar, bem como o DAp. nos aponta. Que Nossa Mãe Maria nos ajude a fazer tudo o que seu Filho nos disser.

Victor disse...

O Documento de Aparecida traz uma grande contribuição para a reflexão da Mariologia. Chama-me a atenção a ênfase que o documento dá ao discipulado de Maria de Nazaré: Maria é modelo para uma Igreja que quer ser discípula-missionária!
Uma grande novidade trazida pela reflexão de Aparecida consiste em apontar Maria como aquela que "indica uma pedagogia para que os pobres, em cada comunidade cristã, sintam-se como que em casa" (DAp 272). É interessante perceber que, ao resgatar uma Mariologia mais encarnada, desprovida dos exageros do maximalismo mariano, a Igreja Latino-Americana descobre, em Maria, alguém que aponta para a ação social da própria Igreja. O Magnificat de Maria é o canto dos pobres por excelência. Maria ajuda-nos a resgatar a opção preferencial pelos pobres, não mais dentro de um discurso "modista" da Teologia da Libertação, mas como um autêntico caminho de seguimento e discipulado do seu Filho.
Essa é a grande contribuição de Aparecida para a reflexão da Mariologia. A Lumen Gentium já apontou Maria como ícone e modelo de toda a Igreja. Maria, a pobre de Nazaré, é ícone e modelo para a Igreja Latino-Americana.
Que a Virgem de Guadalupe ore por todos nós!
Victor de Oliveira Barbosa (Faculdade Dehoniana - Taubaté/SP)

Anônimo disse...

A constituição dogmática “Lumen Gentium” ao falar de maneira positiva de Maria não exagerou nos comentários, sem cair numa linha maximalista ou minimalista. Isso quer dizer que foi feliz ao falar de Maria colocando-a no seu lugar: companheira, mãe e serva. Assim Maria é a mãe do Cristo que se envolveu com o mistério de seu Filho sendo companheira na peregrinação da fé, crescendo no discipulado e avançou no serviço de cooperação (Cf. LG, 56) com a humanidade na história da salvação. Enfim, Maria é uma mulher humana que se abriu para Deus e a bondade D’Ele se fez presente nela. Possa cada um de nós ser como esta “mãe dos viventes”, Maria, na abertura à Deus para conseguirmos criar mais intimidade com o autor da nossa vida: a Trindade.

Valdenir Cunha - Dehoniana disse...

A constituição dogmática “Lumen Gentium” ao falar de maneira positiva de Maria não exagerou nos comentários, sem cair numa linha maximalista ou minimalista. Isso quer dizer que foi feliz ao falar de Maria colocando-a no seu lugar: companheira, mãe e serva. Assim Maria é a mãe do Cristo que se envolveu com o mistério de seu Filho sendo companheira na peregrinação da fé, crescendo no discipulado e avançou no serviço de cooperação (Cf. LG, 56) com a humanidade na história da salvação. Enfim, Maria é uma mulher humana que se abriu para Deus e a bondade D’Ele se fez presente nela. Possa cada um de nós ser como esta “mãe dos viventes”, Maria, na abertura à Deus para conseguirmos criar mais intimidade com o autor da nossa vida: a Trindade.
Valdenir Cunha

Frater Silvio disse...

O Documento de Aparecida faz uma significativa virada ao propor Maria como mãe, discípula e pedagoga da evangelização. Maria fez um caminho discipular de conformação ao projeto trinitário (cf. 141). Isso nos coloca numa dimensão de proximidade com o projeto de Deus, pois em Maria vemos a realização do que nos espera. De fato, ela é a imagem acabada e fiel do seguimento de Cristo (cf. 270).
Maria é a expressão mais evidente de pessoa livre, pois confiou inteiramente no Senhor e viu acontecer, não como espectadora, mas com ativa participação o anúncio do Reino. Ela foi uma colaboradora perfeita, sem reservas que manteve a condição de discípula para aprender do Filho que gerou.
Com certeza, o destaque à pessoa de Maria sob esses enfoques será um precioso contributo para a evangelização. É de suma importância que os fiéis vejam em Maria um modelo de evangelizada e colaboradora. Isso pode ser perfeitamente agregado às práticas de devoção popular tão queridas e praticadas pelo nosso povo.
Mãe da Palavra encarnada, intercede por nós, Igreja, a fim de que sejamos discípulos-missionários de teu Filho e ajuda-nos a gestar um mundo novo.
Fr. Sílvio,scj - Dehonina/Taubaté.

Miguel da Silva Faculdade Dehoniana disse...

MARIA E RELIGIOSIDADE POPULAR
A maioria do povo Católico tem um amor muito grande pela pessoa de Maria. Por isso o Documento de Aparecida vem nos auxiliar, para que essa religiosidade popular seja cada vez mais impulsionada a fim de que o povo cresça na fé professada pela Igreja Católica.
O documento nos mostra a preocupação que a Igreja tem, em fazer com que o povo compreenda verdadeiramente a função da pessoa de Maria na história da salvação.
Entre tantos pontos que o documento nos traz, temos: fazer com que o povo descubra na vida e nos gestos de Maria a grande misericórdia de Deus; mostra que Maria foi uma pessoa que fez um caminho, experienciou Deus com autenticidade na sua vida; Tem uma preocupação em mostrar uma Maria humana que constrói uma vida exemplar de cristão.

alexandresjs disse...

Faculdade Dehoniana.

A Igreja na América Latina tem sua história marcada por inúmerdas dores e sofrimentos. Em meio a toda esta realidade de opressão somente Deus pode consolar o homem e levantá-lo para que consiga lutar por seus direitos e na construção de uma sociedade menos oprimida.
O Documento de Aparecida ao discorrer sobre o discipulado vem apresentar-nos Maria como exemplo, e muitas vezes até exagerado, nesta luta tão sofrida de nós latinos. É ela Mater et Magistra, que acompanha a cada um de seus filhos, tanto nas necessidades espirituais quanto materiais. Ela nos ensina a nunca desanimar e a sempre estamos atentos ao verdadeiro Mestre. Ela nunca chama a atenção para si, mas aponta para Jesus.
Que cada qual segundo a sua perspectiva eclesial possa encontrar em Maria o modelo, ou melhor fonte de inspiração para uma vida de Liberdade em Cristo.

Vanderlei Alves dos Reis - ISTA disse...

MARIA NO DOCUMENTO DE APARECIDA

A 5ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, reunido em Aparecida em maio de 2007, destinou à Virgem Maria muitos parágrafos. Tal preferência decorre da própria essência do mistério mariano. O evento ocorreu no centro da devoção mariana em Aparecida (SP).
Que profundidade mariológica se encontra nestas palavras do documento: “A Virgem Maria é a imagem esplêndida de conformação ao projeto trinitário que se cumpre em Cristo. Desde a sua Concepção Imaculada até a sua Assunção, recorda-nos que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade, e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos” (DA 141).
Ninguém, mais do que ela, revelou aos seres humanos o mistério do Deus uno e trino, em virtude de sua comunhão constante com as pessoas divinas.
No parágrafo 266 do documento se lê: “A máxima realização da existência cristã como um vive trinitário de Filhos no Filho nos dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2, 19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor”.
Maria se tornou na Igreja o modelo do discípulo missionário, a melhor escola pastoral. Tudo mais que se tem escrito sobre Maria completa a formação do missionário evangelizada, que precisa conhecê-la para anunciar as maravilhas de Deus e a proposta do seu reino às pessoas de todos os tempos.

SANDRO disse...

MARIA E OS POBRES DA AMÉRICA
As críticas iniciais referentes ao Documento conclusivo da Conferência de Aparecida apontavam para um suposto esquecimento da questão social, da identificação com os pobres e excluídos, que fora trazido de forma tão forte pelas conferências anteriores. Penso que isso já foi superado. A questão não desapareceu da America Latina e tampouco foi abandonada pela Igreja. Os pobres tem um auxílio: a Mãe de Jesus. Quando o texto se refere à Maria deixa claro a identificação do povo com o seguimento de Maria a Jesus. Maria é a figura da mulher-mãe que luta pela vida de seus filhos e ajuda a manter viva a esperança. Maria é a mulher preocupada, lutadora, forte, que acompanha cada passo de seus filhos e ampara-os nas dificuldades. Maria é símbolo da comunhão entre os homens. Nela não há exclusão, todos se sentem acolhidos em casa e parte de uma mesma família. A fraternidade assume papel de destaque e a solidariedade acontece na prática. A partilha gera compromisso e este seguimento a Jesus. O canto do Magnificat poderia ser melhor trabalhado nesta dimensão por ser um texto mariano social por excelência, no entanto o documento utiliza outro caminho para abordar a questão. Usa a figura de Maria de forma integral: mulher-mãe-seguidora-companheira. Este é um ponto forte do documento e os bispos apontam para isto: mais que devoção é preciso identificação com o seguimento de Maria que nos ajuda a seguir Jesus.
SANDRO LUÍZ CHARNOSKI – FACULDADE DEHONIANA

José de Meneses disse...

FACULDADE DEHONIANA
Curso: Teologia
Aluno: José de Menezes Costa
Disciplina: Mariologia



MARIA “PROTAGONISTA CELESTE”
DA HISTORIA TERRESTRE

João Paulo II, em suas homílias, com freqüência dirige-se diretamente a Maria para confiar-lhe as preocupações sociais de um partido momento histórico ou de uma nação determinada. Por exemplo, na homília pelo aniversário das aparições de Guadalupe, conclui sua mensagem como vida prece, na qual quer “depor os pés da Virgem de Guadalupe as intenções... de toda a América Latina.” Igualmente a homiliano Haiti termina com uma fervorosa oração, na qual pede a santa Virgem que “interceda junto a seu Filho” a fim de que conceda aos haitianos “uma vida tranqüila e digna.
No pensamento de João Paulo II, a figura da Mãe universal carrega consigo uma particular força de comunhão e de reconciliação, contribuindo assim a coesão social, a condição, porem de não passar por cima das exigências da justiça, também porque a “Rainha da Paz” é também e ainda antes o “Espelho da Justiça”.

Ubirajara Salazar - Dehoniana disse...

Maria no Documento de Aparecida

A valorização da piedade popular feita pelo Documento de Aparecida faz-nos lembrar aquilo que Jesus diz em Mt 11,25. Através de Maria é que os povos de nosso Continente sentem também a ternura do próprio Deus. No número 270 é citado que o Papa diz para que permanecermos na Escola de Maria. Isto porque dentro do próprio Documento emerge uma visão de Maria não apenas como aquela que recebeu grandes favores de Deus, mas sim (e isto é importante) que Maria é a perfeita discípula de seu Filho, pois foi uma fiel e radical seguidora. Ela torna-se para nós um exemplo a ser seguido porque mostra que vida discipular, apesar de difícil, não é impossível de ser vivida. Talvez a orientação que o Documento para purificar essa mesma piedade popular passe por esse processo: mostrar ao povo que Maria era uma pessoa do povo.

AMADO ALVES - DEHONIANA disse...

Maria (LG 8)

Maria, palavra cheia de desejo humano de plenitude. Maria, palavra de esperança, palavra poética, palavra síntese de muitos suspiros. Maria é mais do que “simplesmente Maria”, é mais do que a Mãe de Jesus, é mais do que o povo simbolizado numa mulher.
Maria é criação divina do humano e no humano. Somos pequenos demais para entender seu mistério e, ao mesmo tempo, grande de mais, pois estas maravilhas acontecem em nós. Maria, embora esteja radicalmente contida na experiência de vida e de fé, desperta, atrai e faz parte da história da fé cristã e de maneira particular, da massa pobre e oprimida de todos os tempos.
Maria mãe dos membros de Cristo porque cooperou pela caridade para que na Igreja nascessem os fiéis que são membros corpo cuja cabeça é Jesus. Ela é o humano permeado do divino em todas as suas dimensões e recantos, e é também a concretização de um projeto acontecido no meio dos pobres.
Maria representa o povo fiel a Deus, laço de comunhão com toda a Igreja.
AMADO ALVES - DEHONIANA

JOSÉ ALBERTO - DEHONIANA disse...

A devoção a Maria deve partir em função de cristo, só assim é possível uma ligação com o mistério de Cristo. Acolhendo a imagem de Maria como ouvinte da palavra, caracterizada como discípula aproximando-nos dela pelo nosso continuo discipulado. Maria é a perfeita discípula, devido sua contínua entrega e na sua participação no projeto de Deus. O documento de Aparecida ao falar de Maria na religiosidade popular é muito interessante, Maria é uma mulher capaz de sair de si para ir ao encontro do outro. E um fato muito importante, é que este encontro se dá na alegria e na esperança de um mundo justo e fraterno. O curso de Mariologia com o Ir. Murad tem sido muito bom para minha vida. Tenho aprendido a amar mais Maria na simplicidade, mostrando a todos que Maria foi uma discípula, fez sua caminhada de fé, como Maria, portanto, cabe a nos também caminhar-mos com fé confiando nas promessas do Pai.

Anônimo disse...

Regiane Vieira (Faculdade Dehoniana)
262b) A piedade popular é um ponto de partida para conseguir que a fé do povo amadureça e se faça mais fecunda. É preciso ser sensível a ela, saber perceber suas dimensões interiores e seus valores inegáveis. É necessário evangelizá-la ou purificá-la, assumindo sua riqueza evangélica.
No item acima encontrado no Dap fica claro quais devem ser os nossos objetivos diante dos fiéis. Respeitar a piedade mariana do povo levando - os a um amadurecimento, purificando a imagem supersticiosa e fantasiosa que muitos tem, com muita sensibilidade e criatividade.
O documento vem pontuando quem é Maria, qual sua verdadeira imagem (identidade) como discípula, missionária, mulher, livre, consciente de seu papel, ouvinte da Palavra e colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos(Dap -269)
Se queremos purificar a imagem de Maria devemos partir dos adjetivos que pregamos em nossos púlpitos. Poucos são os que tem coragem de apontar Maria os adjetivos acima citados,é sempre mais fácil apontá-la como mãe pois é difícil transformar e purificar a piedade popular.
Lembrar a mãe é muito importante, pois ela é modelo de acolhimento e amor, ponto fundamental em um mundo tão individualista como o nosso, mas precisamos formar discípulos missionários, fortes, livres, conscientes de seu papel, ouvintes da Palavra e colaboradores da missão de Jesus, como Maria o foi.
Um povo fiel com a imagem correta de Maria consegue dobrar os joelhos para orar e levantam-se fortes para a ação. Deixam de lado o sentido mágico da oração tornando-a eficaz na caminhada de discípulos missionários a qual são chamados descobrindo Maria como o primeiro exemplo de discípula a observar.
Purificar a imagem que o povo tem sobre Maria causa nos primeiros momentos certo impacto, porém quando se dão conta da grandeza de Maria discípula ,livre,colaborado da missão ampliam seus horizontes de ação como missionários na sociedade,família e trabalho.
Principalmente quando são mulheres que carregam a imagem de Maria somente como Mãe, isto faz com que compreendam seu papel não somente como mães, mas antes como mulheres.
As aulas de Mariologia estão sendo importantes, pois estão me dando chaves de leitura importantes para ajudar pessoas que tem a piedade popular muito forte e arraigada na magia. Mostrar para as pessoas piedosas que Maria vai além daquilo que elas aprenderam é enriquecedor e estimulante, uma experiência única. Aconselho aqueles que tem receio experimentarem purificar a piedade popular,é um ganho,uma transformação para o outro que não tem preço.
Dinheiro algum paga a expressão de felicidade e espanto ao vermos uma mãe se descobrindo antes mulher e depois como discípula e não tão somente mãe.

Edemilton dos Santos - ISTA disse...

Maria: presença de fé que nos conduz ao mistério central de nossa fé.

Deparamos-nos com muitas expressões marianas na religiosidade popular brasileira. Elas se apresentam desde as mais simples – numa pureza e demonstração de fé impressionante – até aquelas que são extremos. Não podemos negar o lugar de Maria na Igreja. No entanto, ela não pode ultrapassar a centralidade de nossa fé que está em Jesus Cristo. A expressão do culto divino tem seu ápice no Mistério Pascal de Jesus Cristo. A vida e a pessoa de Maria se celebram nesse Mistério, não o Mistério na vida e na pessoa de Maria.

Muitos são os documentos oficiais da Igreja que falam sobre Maria. Recentemente o Documento de Aparecida, trouxe contribuições que enriqueceram a Igreja da América Latina e do Caribe com a presença de mariana. No entanto alguns limites ainda se fazem presente.

As contribuições reforçam chaves bíblicas importantes como perfeita discípula, presente no Evangelho de Lucas. Em se tratando dos Santuários Marianos, Maria exerce uma força de atração muito grande, convidando o povo de Deus a se fazer presente em um local sagrado e de oração. É um modelo de fé que nos leva a seguir seu Filho Jesus Cristo. Foi presença no Cenáculo na comunidade dos Apóstolos e é presença na vida da Igreja hoje nos apontando para o mistério central de nossa fé.

Os limites que são apresentados dizem respeito a algumas manifestações populares e até leituras teológicas que precisam de uma resposta mais convincente e integradora da pessoa de Maria na vida eclesial. Algumas: Maria é a Medianeira de todas as graças. Sabemos que existe esse título e é difícil tirar – e nem se deve – da mente do povo. Alguns esclarecimentos sobre esse título de Maria ajudariam ao povo entender que ela não é a centralidade da fé, como parece apresentar esse título. Ao falar do selo mariano parece confusa essa expressão. Maria esteve presente no cenáculo para encorajar os discípulos, e, com eles, recebeu o Espírito Santo. Portanto, com eles forma uma unidade na presença materna nos primeiros passos da Igreja. O que fazer para que essa dimensão materna e, de certo modo “escondida” possa estar presente na vida da Igreja? Nos Santuários Marianos encontramos outro limite. Deparamos-nos, em muitas situações, onde Maria ocupa o lugar central de nossa fé – falo por experiência própria – enquanto ela mesma nos pede: “fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). É preciso saber aproveitar essa força de atração de Maria nos Santuários para envolver o povo de Deus no Mistério Pascal de Jesus Cristo.

Uma coisa é certa: Maria não deve ficar deixar de lado na vida da Igreja, porém ela não substitui seu Filho Jesus Cristo o qual ela nos aponta para o seguirmos.

Edemilton dos Santos - ISTA disse...

Maria: presença de fé que nos conduz ao mistério central de nossa fé.

Deparamos-nos com muitas expressões marianas na religiosidade popular brasileira. Elas se apresentam desde as mais simples – numa pureza e demonstração de fé impressionante – até aquelas que são extremos. Não podemos negar o lugar de Maria na Igreja. No entanto, ela não pode ultrapassar a centralidade de nossa fé que está em Jesus Cristo. A expressão do culto divino tem seu ápice no Mistério Pascal de Jesus Cristo. A vida e a pessoa de Maria se celebram nesse Mistério, não o Mistério na vida e na pessoa de Maria.

Muitos são os documentos oficiais da Igreja que falam sobre Maria. Recentemente o Documento de Aparecida, trouxe contribuições que enriqueceram a Igreja da América Latina e do Caribe com a presença de mariana. No entanto alguns limites ainda se fazem presente.

As contribuições reforçam chaves bíblicas importantes como perfeita discípula, presente no Evangelho de Lucas. Em se tratando dos Santuários Marianos, Maria exerce uma força de atração muito grande, convidando o povo de Deus a se fazer presente em um local sagrado e de oração. É um modelo de fé que nos leva a seguir seu Filho Jesus Cristo. Foi presença no Cenáculo na comunidade dos Apóstolos e é presença na vida da Igreja hoje nos apontando para o mistério central de nossa fé.

Os limites que são apresentados dizem respeito a algumas manifestações populares e até leituras teológicas que precisam de uma resposta mais convincente e integradora da pessoa de Maria na vida eclesial. Algumas: Maria é a Medianeira de todas as graças. Sabemos que existe esse título e é difícil tirar – e nem se deve – da mente do povo. Alguns esclarecimentos sobre esse título de Maria ajudariam ao povo entender que ela não é a centralidade da fé, como parece apresentar esse título. Ao falar do selo mariano parece confusa essa expressão. Maria esteve presente no cenáculo para encorajar os discípulos, e, com eles, recebeu o Espírito Santo. Portanto, com eles forma uma unidade na presença materna nos primeiros passos da Igreja. O que fazer para que essa dimensão materna e, de certo modo “escondida” possa estar presente na vida da Igreja? Nos Santuários Marianos encontramos outro limite. Deparamos-nos, em muitas situações, onde Maria ocupa o lugar central de nossa fé – falo por experiência própria – enquanto ela mesma nos pede: “fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). É preciso saber aproveitar essa força de atração de Maria nos Santuários para envolver o povo de Deus no Mistério Pascal de Jesus Cristo.

Uma coisa é certa: Maria não deve ficar deixar de lado na vida da Igreja, porém ela não substitui seu Filho Jesus Cristo o qual ela nos aponta para o seguirmos.

EVANDO DA SILVA - DEHONIANA disse...

Documento de Aparecida
Maria é a Mãe de Jesus Cristo e de seus discípulos. Perfeita discípula e pedagoga da evangelizarão. Imagem da conformação ao projeto trinitário que se cumpre em Cristo. É a máxima realização da existência cristã. Por meio de sua fé e de sua obediência á vontade de Deus, e também sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus, é a discípula mais perfeita do Senhor. O primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo e também a colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Um dos eventos fundamentais da Igreja é quando o 'sim' brotou de Maria. Como Maria, a Igreja é mãe. Maria é a imagem acabada e fiel do seguimento de Cristo. Mãe da Palavra encarnada. Presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos, de discípulos e missionários de Jesus. Maria é a primeira discípula cristã. Ela inicia um longo caminho de peregrinação na fé, acolhendo ao apelo de Deus. Ela é a peregrina na fé. Sua vocação é como um espelho para a vocação cristã. Olhando para a mesma, nós cristãos, autênticos na fé em Cristo, nos enxergamos melhor, enquanto discípulos e seguidores de nosso Senhor Jesus Cristo o fundamento de nossa vida, de nossa fé e esperança.

Matheus, Dehoniana disse...

Entre os muitos pontos tratados no documento de Aparecida a respeito da figura de Maria, o que me chamou mais atenção foi a sobriedade com que o documento aborda a figura de Maria no campo social.
Nesta dimensão o documento foi muito feliz, pois apresentou Maria como mãe solidária, como aquela que inspira a Igreja acolher os mais pobres e, nos apresentou a dimensão social do Magnificat.

Divino Soares - V Teologia ISTA disse...

A Devoção Mariana e a Essência da Fé Cristã

O conhecimento dos documentos e tradição da Igreja e da história da devoção mariana é muito importante para uma piedade equilibrada e coerente com o cerne da nossa fé cristã católica.
As devoções populares sempre tiveram um papel significativo na vida da Igreja e contribuíram para atrair um número sempre crescente de fieis. Por outro lado, também tem sido causa de conflitos interreligiosos. Isto não deve nos assustar, mas nos despertar para a necessidade de uma fé verdadeira e autentica. A devoção mariana vivida com profundidade tem muito a contribuir para a autenticidade da fé cristã católica e para firmarmos a nossa identidade cristã.
Em vista disso o Concílio Vaticano II, com a LG 8, chega como uma significativa contribuição. Uma porta que se abre para acolher a piedade popular e orientá-la em direção ao essencial, isto é, o mistério de Jesus Cristo.
O documento de Aparecida, por sua vez, reforça a idéia da LG e amplia a atenção à devoção mariana, que, principalmente no Brasil, mais que religiosidade é um elemento cultural de grande valor para o povo brasileiro. Daí a necessidade de aproveitar essa belíssima expressão popular e lançar luzes sobre os elementos cristológicos.
Vejo que a reza do Rosário, como evidencia o documento de Aparecida, pode ser um instrumento catequético significativo para instruir os fieis acerca da importância de Maria, mãe e discípula, na história da salvação e, sobretudo, evidenciar o grande mistério aí contemplado, a essência da nossa fé: Jesus Cristo.
A reza do Rosário não pode ser uma atividade mecânica nem tão pouco uma exaltação a Maria, mas um profunda meditação dos mistérios do nosso Senhor Jesus Cristo. O cerne dessa devoção é cristológico e não mariológico.

Fr. João Carlos disse...

Quero ressaltar que o curso de mariologia tem aberto novas janelas e promove uma nova perspectiva em minha relação com a figura de Maria e o meu trato pastoral. Não é novidade que em nossa cultura de colonização foi construída em toda sociedade brasileira em seu decurso histórico uma catequese que promoveu em nossas vidas uma relação de piedade sem compromisso consciente com a fé no qual Maria obteve em sua vida e compromisso com o projeto de Jesus Cristo.,
Entender Maria segundo documento de Aparecida é encontrar uma figura de Maria como “discípula e ouvinte da Palavra”. Segundo a Bíblia isto não é novidade para nós, mas a verdade que no desenrolar de nossa história esquecemos este papel fundamental que o documento resgata com propriedade. Poderíamos ressaltar tantos outros aspectos, mas quero atentar para esta duas dimensões de Maria na participação da mesma no projeto de Deus. Deixa para nós uma luz de como deve proceder o cristão do século XXI. Maria como discípula do Senhor enaltece o sentido de que ela foi importante não só por causa de concepção de Jesus, o Filho de Deus, mas também por ter acolhido inteiramente a vontade do Pai. O Evangelho de Lucas, em especial, mostra que Maria tem as qualidades que caracterizam o seguidor de Jesus. Sendo assim penso que o documento resgata o verdadeiro sentido de Maria em nossas vidas.

Fr. João Carlos Paschoalim de Castro
Faculdade Dehoniana.

Marcelo Marins - ISTA disse...

Um dos principais pontos sobre Maria que o Documento de Aparecida fala é o paralelo entre devoção popular mariana e a evangelização. Ele trata esses dois pontos não como antagônicos, mas, vê na religiosidade popular um rico instrumento de evangelização: É conveniente aproveitar pedagogicamente o potencial educativo da piedade popular mariana. Um caminho educativo que, cultivando o amor pessoal à Maria, educadora na fé, nos leva a nos assemelhar cada vez mais a Jesus Cristo, e provoque a apropriação progressiva de suas atitudes. Acredito que esse caminho é muito frutuoso e respeita a fé do povo simples.
Ouvi esses dias de minha mãe um relato que me remete a esse texto. Sou do interior de Minas Gerais, zona rural de Patos de Minas, Boassara. Meus pais moram lá desde 1959. Minha mãe me contou que eles estavam com uma dificuldade financeira para iniciar a catequese de Primeira Eucaristia. As catequistas estavam preocupadas, pois muitas crianças eram pobres e suas famílias não tinham condições de comprar os materiais mínimos da catequese. A comunidade não tinha como arcar com todas as despesas. Foi então que uma jovem catequista teve a idéia de promover “uma reza do Terço” para arrecadar fundos para catequese. Escolheu-se a data e o local onde se iria rezar o Terço. Pediram para que as pessoas levassem prendas para o leilão e divulgaram que a renda do terço era a catequese. O Terço foi muito participativo e teve uma ótima renda! Um exemplo simples da prática do povo que traduzi com singeleza o intuito de Aparecida!

Antonio Marcos - Facul. Dehoniana disse...

Gostaria de ressaltar uma das coisas que mais me chamou a atenção nas aulas de Mariologia, a forma simples e sintética que o Murad nos apresentou Maria.
Dentre vários assuntos tratado em sala de aula, o que mais me chama atenção é a forma que é apresentado Maria no Documento de Aparecida. Ela tem um lugar especial na vida e na formação de novos missionários. Logo Ela foi a primeira missionária, levando seu Filho Jesus a sua prima Izabel. Sendo assim nos deixa claro qual é o papel de Maria na sociedade, sendo mãe, discípula e missionária. É aquela que soube ouvir e guardar a Palavra de Deus em seu coração.
Com isso podemos dizer sem medo de errar que ela nos ensina a sermos verdadeiros discípulos, que saiba acolher e colocar em pratica as palavras de Jesus.

Claudeslei Alves Batista disse...

O documento de Aparecida traz uma grande contribuição para a evangelização na América Latina e Caribe, principalmente no que se refere ao Culto a Maria. A partir da valorização da religiosidade popular desenvolve todo um processo catequético a partir da realidade de cada povo, de cada comunidade,de cada cultura:"deve-se dar uma catequese apropriada, que acompanhe a fé já presente na religiosidade popular. Como: oferecer um processo de iniciação cristã em visitas às famílias, que as conduza à prtica da oração familiar, à leitura orante da Palavra de Deus e ao desenvolvimento das virtudes evangelicas[...] é coveniente aproveitar pedagogicamente o potencial educativo da piedade popular mariana. Um caminho educativo, cultivando o amor pessoal à Maria, educada na fé, nos leva a nos assemelhar cada vez mais a Jesus Cristo, e provoque a apropriação progressiva de suas atitudes" (300). Apartir de cada cultura podemos conhecer o rosto de Maria venerado que nos leva ao conhecimento e seguinto de seu Filho, Cristo Jesus.
O documento ainda revela o verdadeiro caminho da evangelização colocando-nos o exemplo da primeira discipula e missionária, a fim de que possamos juntos com ela seguir os passos de Jesus rumo à casa paterna.

Luís Paulo - Fac. Dehoniana disse...

Conforme vimos em sala de Aula sobre a presença da Virgem Maria no Documento de Aparecida.
Um dos pontos apresentado no doc. que me chamou atenção foi nº:
266 – Maria é a primeira discípula interlocutora do Pai no mistério do projeto de Deus revelado em Jesus Cristo.
Como mãe de Cristo e, depois, dos discípulos, viveu sua peregrinação da fé em busca constante do projeto do Pai.
267 - Nela se realiza a esperança dos pobres pela encarnação de Cristo e o desejo da salvação.
Sempre presente com os discípulos que recebeu como mãe e acompanhou em todos os momentos concretos da execução do projeto do Pai em Jesus e na comunidade.
Na qual todos somos chamados a fazer este encontro pessoal com Jesus em nossa vida, seguindo principalmente o exemplos dos discípulos e não se esquecendo do exemplo de Maria, aquela mulher que desde o primeiro momento – na hora do sim! -, sob acolher o chamado de Deus em sua vida, até o momento final, ela sempre acreditou.

Tiago Vituriano - Facul. Dehoniana disse...

(271b) Esta familiaridade com o mistério de Jesus é facilitada pela reza do Rosário, onde: “o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor. Mediante o Rosário, o cristão obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da mãe do Redentor”.
O Rosário aproxima os cristãos do mistério e mais reúne a comunidade em oração, valorizando a igreja domestica. No interior nos reunimos para rezar o terço nas casas. E depois da oração sempre tem uma confraternização, encontramos os vizinhos, parentes, amigos... É dia de festa e alegria.
Somos irmãos reunidos em oração aprendendo de Maria a ser discípulos e missionários. Identificamo-nos com a pessoa de Maria, na sua humildade, pobreza, serviço, amor. E procuramos nos espelhar nela. Um diácono me disse que a Eucaristia edifica a comunidade e que o terço nos propicia momentos eucarísticos, ou seja, de comunhão com os irmãos.

Alessandro de Assis disse...

O Documento de Aparecida nos apresenta Maria de maneira simples e ao mesmo tempo com os rostos dos povos de nosso continente. Maria é a companheira que os pobres e excluídos se identificam.
O povo movido pela esperança de ver novos céus e nova terra encontram em Maria a expressão mais humana de relacionamento da frágil mulher de Nazaré com o Deus que se revela ao coração da humanidade. Ela é o meio com que Deus se faz presença na história da salvação. Os documentos nos remetem a esta verdade histórica e mistérica, em Jesus de Nazaré nascido de mulher. Procuram estabelecer uma relação de verdades que implica na vivência do Evangelho e na prática de fé da Igreja em suas variadas maneiras de expressar o verdadeiro culto a Deus.
Assim como em Maria todos nós podemos ter o agraciado desejo de testemunhar o agir de Deus em nossas vidas e em nossa sociedade; fazendo o que manda o Mestre.
É na escola do discipulado que nos formamos, pautados no mandamento do amor, servir e amar, sendo sempre o último, no silêncio. Ela nos recorda que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade, e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos.
Nossos povos em suas manifestações populares encontram a ternura e o amor de Deus no rosto de Maria. Ela nos coloca e nos reúne ao redor de seu filho Jesus, pois Ele é o centro da existência e da vida da Igreja.
Maria é a primeira missionária de seu Filho e para nós é exemplo de primeira filha que acolhe a proposta do reino.
Temos uma grande evolução reflexiva e teológica nos documentos que se referem à Maria, que procuram esclarecer pontos essenciais dos ensinamentos da Igreja. O cuidado de não confundir a figura de Maria na história da salvação, ela também é “personagem” redimida pelo Salvador Jesus.
É bonito olhar Maria com estes olhos, para melhor entender sua figura de mãe e discípula de Cristo. Olhá-la assim não a diminui e sim melhor compreende-se o plano de Deus na vida de seus santos seus amigos.

Faculdade Dehoniana – Taubaté/SP
Alessandro de Assis

Edvaldo Lourenço disse...

Maria no DAp.
Ao comentar sobre Maria, principalmente em nosso contexto Latino-Americano, o DAp evoca para uma questão muito importante para nossa compreensão mariana: a devoção popular e o culto devocional a Maria. Pois, reconhece que o papel desempenhado por ela (devoção popular), contribui muito para nos tornarmos conscientes de “nossas condições de filhos de Deus e de nossa comum dignidade perante seus olhos”. Entretanto, um aspecto de suma importância que o documento esclarece, é a necessidade de uma profunda evangelização para redescobrir sua real riqueza evangélica; já que, em Maria, vem refletida e anunciada a mensagem central do evangelho.

Jacqueline - Faculdade Dehoniana disse...

Não estive presente na última aula, mas li o conteúdo sobre Maria no DAp. Achei muito bonito a maneira como o documento trata a piedade popular. É uma lição para aqueles que acreditam que para solucionar o problema da alienação devocional é preciso jogar tudo no lixo sem considerar o ser humano ali presente. Não é necessário lembrar que muito desta alienação foi alimentada por nossos padres. Digo isso, apesar do pouco tempo que tenho de caminhada pastoral, por que vejo que o interesse pessoal parece sempre estar à frente do interesse do povo. É preciso reconhecer a sabedoria que brota do povo, mas oferecer-lhes também oportunidade para amadurecerem na sua religiosidade. É preciso realmente reconhecer os frutos que emanam da piedade popular mariana, mas também as imperfeições que devem ser corrigidas.
Agora gostaria de abrir um parênteses na parte do documento que fala sobre a condição da mulher na Igreja (que pra mim tem tudo a ver com o discipulado de Maria). Falar que as mulheres são colaboradoras dos pastores dá a impressão de ser essa a sua única função. Por que não falar que elas são colaboradoras da evangelização em vista do Reino? Sem falar em outras barbaridades que aparecem aí. Daí que faço um paralelo com o que foi dito sobre Maria no mesmo documento. No contexto que vivemos de emancipação da mulher porque não mostrar Maria como mulher livre e forte, conscientemente voltada para o verdadeiro seguimento de Cristo? Isto para quem foi e ainda é muito marginalizada é extremamente libertador.

Adilson (ISTA) disse...

Maria no documento de Aparecida
No documento de aparecida é salutar ressaltar o número 18, no qual é perceptiva a boa intenção do documento em frisar a devoção a Maria dentro da historia do cristianismo, como critério pastoral que nos ajuda a sermos bons cristãos. Porém, essa mesma devoção fica a desejar em muitos lugares. A devoção não passa de um endeusamento de Maria. A evangelização simplesmente fica em torno de Maria, sem levar a Jesus.

Anônimo disse...

Fr César Dehoniano.
Es de destacar que ante la figura de María un hombre, una mujer simple encuentra en Ella todo una admiración. Nuestros pueblos ven en maría una identificación, un no se que, que les ase sentirse en unidad en comunión y de esto la iglesia toda es consiente.
Por eso no es de extrañar la fuerte devoción, admiración de nuestros pueblos hacia María. Llegando incluso a caer en extremos que realmente sorprenden y llaman la atención. Y es en este punto donde toda la iglesia como madre y maestra entra a realizar su trabajo mas importante, acompañar y aclarar el camino de fe de sus hijos. Es por todo esto que surge la exhortación apostólica Marialis Cultus, Paulo VI, sobre el culto a María como también la carta apostólica Rosarium Virginis Mariae de Juan Paulo II para todo el Episcopado al clero y a los fieles sobre el Rosario.
Y por ultimo El Documento de Aparecida que en diversos puntos retoma y procura aclarar varios aspectos sobre la devoción y el culto a María, todo esto conjuntamente con lo hablado y cuestionado en clase me oriento hacia lo mas importante: más haya de ser leigo, religioso o futuro Padre, me ayuda a saber en que creo, a entender cual es mí fe y a vivir mejor mí bautismo, a comprende el verdadero sentido de devoción, de culto, y de testimonio de vida. Ver no solamente en María si no en todo santo el testimonio y la invitación a vivir la santidad que se refleja en el amor a Dios y a la humanidad encontrando como raíz el ser Disipulo, servidor y amigo.
Decir que solo me sirvió las clases del Hermano Alfonso para una mejor Devoción y amor a María seria poco ya que pude comprender también una mejor percepción de la organización de la iglesia y lo concerniente a culto y dogmas como mi misión dentro de este gran cuerpo donde estamos inseridos la Iglesia Verdadera Madre Jesucristo en comunión Cabeza y esposo de esta su iglesia siendo María primera hija no en categoría si no en entrega, en servicio, en humildad.

Anônimo disse...

O número 269 do DAp que mostra Maria com missionária e irmã nossa, tem muito a ver com a vida de nosso povo. Maria é uma mulher simples como tantas Marias, Anas, Margaretes, Pedros, Marcos de nossa sociedade que também escutam o senhor Jesus no dia-a-dia de suas vidas. Estas pessoas que ajudam a anunciar a boa nova também sentem a presença de Maria, horas como mãe que ampara e horas como irmã que se faz presente nas horas mais difícil da vida.
Maria, de um jeito ou de outro, marca a vida de muita gente. Isso se verifica nas manifestações populares que envolvem muita gente e pelas experiências particulares na vida de cada pessoa. Maria transmite o Evangelho com o seu jeito simples, e é por isso que o DAp afirma que, com este seu jeito de ser, também trouxe o Evangelho para a América.

Claudinei F. de Oliveira
FACULDADE DEHONINA

Adriano - Faculdade Dehoniana disse...

O Documento de Aparecida está situado no processo dinâmico da história e busca recordar em suas linhas qual é a missão de todo cristão. No documento a um apelo todo especial. Este apelo convoca a todos a viverem a dimensão do discipulado e da missionariedade.Atentos à palavra da vida e dispostos a testemunhá-la com a vida é a maneira pela qual concretizamos estas dimensões. Assim é Maria e toda a Igreja reunida em dignidade e transparência.
Maria, segundo o documento é a imagem do homem que busca a sua perfeição, é a imagem da Igreja que caminha para a unidade, seguindo o exemplo da trindade e Maria é a imagem de todo cristão que busca conformar a própria vida à de Jesus. Portanto, Maria é modelo para todos.

No documento de Aparecida, Maria é destacada porque no contexto latino-americano há uma presença marcante e significante. Maria ganhou muito espaço no contexto religioso latino-americano. A religiosidade que envolve Maria em alguns contextos passa a ter muita importância. Esta extrema importância acaba gerando um envolvimento maximalista e Maria passa a ser mais importante do que o próprio Filho.
Frente a uma religiosidade popular enraizada na espiritualidade mariana, o documento de Aparecida conduz o leitor a uma compreensão madura de Maria. No documento Maria é o modelo que leva o cristão a Jesus e convida a todos a entrar num processo de cristificação da própria vida.

Este caminho de cristificação conduz o cristão a um peregrinar na fé, a um projeto vivido em comum na Igreja de Cristo, a um ser discípulo e missionário do Filho, assim como Maria. Aqui Maria ganha grande destaque pois Maria é a imagem do seguidor de Jesus, nos mostra como devemos viver a solidariedade com os pobres.

A um tema que não é contemplado diretamente no Documento. Este tema é o tema do ecumenismo e incluo também o tema do diálogo interreligioso. São dois temas focalizado em muitos documentos e creio que Maria com seu exemplo de vida também pode ser encarada como modelo da vida de diálogo e respeito. Embora não tenha uma referência a este tema, creio que posso tomar a liberdade para incluí-lo em minha reflexão, pois se trata de uma referência pertinente e relevante para o contexto de pluralidade religiosa que vivemos atualmente.

Assim, acredito que à luz do documento de Aparecida, Maria é resgatada e ganha um enfoque especial pois na releitura feita encaramos Maria como imagem conformada ao projeto trinitário que se cumpre em Cristo. Ela nos recordar que a beleza do ser humano está no vínculo do amor com a Trindade, e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos.

Adriano Marques Santiago,scj

Faculdade Dehoniana

Maurício Gercilio Vaz - Faculdade Dehoniana disse...

O Documento de Aparecida ressalta a importância da Mãe de Deus em nossa fé Cristã, Maria é a anunciadora do verbo encarnado, sendo assim podemos observar a importância de Maria na evangelização da América Latina, Bem como seu papel importante de ser a primeira anunciadora de Cristo, aquela que entra em milhões de lares e congregando famílias ao anúncio do Evangelho.

Anônimo disse...

MARIOLOGIA
Maria no Documento da Igreja

As nossas aulas têm sido muito enriquecidas da maneira que vem sendo apresentadas. Creio que para todos os alunos tem sido um ganho muito grande. Alias não só para nós, mas para aqueles que nós temos a oportunidade de partilharmos. Nas aulas em que foi apresentado “MARIA NO DOCUMENTO DE APARECIDA”, percebi que o quanto é importante nós estarmos atentos nos documentos oficiais emitidos pela Igreja. Pois esse Documento trata num todo quem é realmente essa Mulher e como devemos ama-la, anuncia-la e vivencia-la. Fazendo uma leitura correta, veremos que realmente vale apena acolher essa mulher em nossa vida, com seu exemplo de Mãe, de Missionária, de uma Mulher de fé. Destaco o aspecto de Maria mulher ouvinte da palavra e discípula fiel. Maria só fez a experiência de missionária porque foi aquela que ouviu ao mestre Jesus. E assim conseguiu colocar em prática seus ensinamentos tornando-se modelo de missionária.

Fr. Marcelo Martins
Faculdade Dehoniana

Frater Ricardo - Dehoniana disse...

REFLEXÃO FEITA EM SALA DE AULA A PARTIR DO DOCUMENTO DE APARECIDA


PONTOS FORTES:
· Devoção popular (rosário):
o Como caminho autêntico de experiência de Deus;
o Ajuda a compreender a própria história;
o Conectada com a existência cotidiana;
o Valorização da própria cultura (expressões culturais) subjacentes;
o Precisa ser valorizada, mas também purificada;

· Peregrina na fé:
o Relação com a igreja peregrina;
o Maria como ouvinte e praticante da palavra;
o Discípula perfeita: ouve e pratica a palavra;
o A pedagoga da fé;
o Solidária com os pobres;
o Maria, mulher forte e livre;
o Missionária;

· Figura Antropológica Existencial:
o Figura do ser humano;
o Geradora de comunhão;
o Mãe e mulheres;
o Máxima realização da existência;

· Mariologia Social:
o Solidariedade;
o Acolhida aos pobres;
o Magnificat

AUSÊNCIAS:
· Maria e as outras Igrejas (Ecumenismo);
· Conflito entre piedade popular e liturgia;
· Maria referência dos consagrados;


O QUE PODERIA SER MELHOR: (AMBIGUIDADE)
· “Melhor remédio para uma Igreja...”
· “Magistério discipular”;
· “incompreensão”;
· “Selo Mariano”

Paulo disse...

Olá, gostaria de mostrar o software dedicado a orações baseadas no Rosário que escrevi, Multirosarium, que permite:

* aprender a rezar o Santo Terço, o Terço da Divina Misericórdia etc.
* meditar os mistérios do Terço utilizando belos ícones
* meditar os mistérios do Terço ouvindo leituras da Bíblia
* contar as orações sem precisar das contas de um Terço físico

Para orar online: http://multirosarium.com

Antônio - Gestão Pastoral - ISTA disse...

Um artigo que recolhe textos marianos do documento de Aparecida e nos apresenta a força de Maria na Igreja povo e instituição.
Maria está muito ligada à vida do povo simples e pobre. Nela, essas pessoas, vêem a presença de Deus. Nos momentos de luta da vida, recorrem a ela para sentirem o amor de Deus. Maria consegue reunir muitas pessoas, seja para a reza do rosário ou do ofício, ela ajuda a congregar os fiéis.
Penso que seja importante que essa devoção mariana seja o ponto de partida para um amadurecimento na fé. É preciso tomar o cuidado e ajudarmos as pessoas a perceberem que Maria não é a quarta pessoa da Trindade, mas uma mulher, discípula, missionária que nos serve de exemplo.
Nos diversos pontos tocados no artigo, fica claro para mim, que Maria é uma seta que nos aponta para o verdadeiro Caminho, e que nos dá o exemplo, de como sermos discípulos e missionários no nosso tempo.

João Paulino Neto disse...

O Documento de Aparecida nos traz Maria como principal modelo de discipulado e de missionariedade, retomando as linhas mestras contidas em Lumen Gentium. É um documento muito importante para nossa religiosidade popular porque nos apresenta Maria como caminho para viver nossa fé. Nos inspira a sermos pedagogos da fé, como Ela, no anúncio do Evangelho do seu Filho, aproveitando tudo o que a religiosidade popular nos oferece de base espiritual para trilhar o caminho, peregrinando na fé, até Jesus, nos solidarizando com os mais necessitados, acolhendo nossos semelhantes como verdadeiros irmãos e resgatando o valor da mulher dentro de nossa Igreja.

João Paulino Neto disse...

O Documento de Aparecida nos traz Maria como principal modelo de discipulado e de missionariedade, retomando as linhas mestras contidas em Lumen Gentium. É um documento muito importante para nossa religiosidade popular porque nos apresenta Maria como caminho para viver nossa fé. Nos inspira a sermos pedagogos da fé, como Ela, no anúncio do Evangelho do seu Filho, aproveitando tudo o que a religiosidade popular nos oferece de base espiritual para trilhar o caminho, peregrinando na fé, até Jesus, nos solidarizando com os mais necessitados, acolhendo nossos semelhantes como verdadeiros irmãos e resgatando o valor da mulher dentro de nossa Igreja.