Outro dia, li na internet o poema abaixo, intitulado “Sem dobras”. Ele me fez pensar numa atitude de Maria, que é inspiradora para os cristãos: a simplicidade.
Aprendo com o tempo
a felicidade vibra na frequência
das coisas mais simples
o que amacia a vida
acende o riso
convida a alma para brincar
coisas pequeninas
bordadas com fios de luz
no tecido áspero do cotidiano
como o toque bom do sol
quando pousa na pele
o café da manhã com pão quentinho
sonho compartilhado
repouso os olhos em olhos amados
o sono relaxado que põe tudo pra dormir
a presença da intimidade legítima
o banho bom que reinventa o corpo
o cheiro de terra
o cheiro de chuva
o cheiro do tempero do feijão da infância
o cheiro de quem se gosta
o acorde daquela risada que acorda tudo na gente
todas, simples assim.
J. Ramalho (http://www.semargem.blogspot.com/ )
Dizem que uma das possíveis raízes etimológicas da palavra “simplicidade” é “sem dobras”. Quem não se lembra daquelas saias antigas, cheias de dobra e difíceis de passar, chamadas de “plissadas”, porque exatamente estavam cheias de dobra? Ou então de uma realidade “complexa”, pois tem muitos elementos ao mesmo tempo, como se fossem muitas dobras, de forma a se tornar “complicada” para decifrar.
Uma pessoa simples não é um bobo ou ingênuo. Por vezes, utilizamos este belo adjetivo de forma equivocada, para classificar alguém que cultiva pouca cultura letrada, apresenta limitação intelectual ou se expressa mal. Nada disso tem a ver com simplicidade.
A simplicidade não está no começo do caminho da humanização, mas ao final. São Tomáz de Aquino dizia que a sabedoria e o conhecimento, na medida que evoluem, se simplificam. É admirável encontrar pessoas com alta capacidade artística, técnica, intelectual, operacional, que mantém a simplicidade, pois não se deixam iludir com o poder, o conhecimento, os cargos ou o dinheiro. Como são simples, sabem viver intensamente os pequenos e grandes momentos. Conhecem sua beleza e sua limitação. Por isso, a simplicidade é companheira da lucidez e da humildade. As pessoas simples aprendem com o tempo. Aliás, continuam sempre aprendizes. Adultos comprometidos, mas com a alegria e a fluidez do coração de criança.
A simplicidade de Maria reúne estas características. O Evangelho de Lucas a apresenta como uma mulher que cultiva a alegria, que descobre no encontro com Isabel a presença do Espírito vivificador. Educadora e mãe de Jesus, faz-se também sua discípula e seguidora, aprendendo com ele. Surge nos momentos importantes, como em Caná, na cruz, na preparação de Pentecostes, e depois se retira tranquilamente, pois não tem necessidade de permanecer no centro das cenas.
A simplicidade de Maria também foi uma conquista. Para saborear as coisas belas de sua existência, ela guardava e meditava no coração, muitas vezes. Para acolher as situações desafiadoras, também.
Que aprendamos de Maria a simplicidade da consciência alerta, que, em acorde com o Palavra de Deus e a beleza da vida, está desperta para saborear, anunciar, lutar e perseverar.
sábado, 28 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Oração a Maria, caminheira na fé
Voltamos nosso olhar e nosso coração para Ti.
E te contemplamos hoje, cheia de luz e revestida pela Graça vencedora de Deus.
Tu, a primeira ressuscitada, em quem se realizou de forma maravilhosa e antecipada,
a promessa e o sonho de Deus para todo ser humano.
Antes de seres tecida no útero de Sant’Ana, o Senhor te conheceu e te consagrou.
Ao longo de tua vida renovaste o compromisso com Deus,o “Sim” que em determinado momento brotou de teu coração e de teus lábios.
Tu, peregrina nas estradas empoeiradas, sinuosas e arriscadas da existência humana.
Provaste os riscos dos falsos atalhos e dos des-caminhos,
as tentações de toda sorte, até aquela de acomodar-se na mediocridade.
Nós te vemos em Nazaré, companheira de José, mãe e educadora de Jesus.
Ensinaste o filho de Deus encarnado a ser homem.Pelas tuas mãos e as de José, Jesus se educou e se fez pessoa.
Aprendeu a falar e a ouvir, desenvolveu atitudes e hábitos,
estruturou valores que marcaram sua vida.
Conheceu seus limites e sentiu as infinitas possibilidades da liberdade.
Tu, jardineira sensível, plantaste na terra fértil de Jesus as sementes do Bem.
Mas tua vida não se encerrou na tarefa de mãe e educadora.
As águas do Jordão marcaram o nascimento público de Jesus,
como o corte dolorido e necessário de um segundo cordão umbilical.
Foste surpreendida (ou talvez não) pelo homem adulto, dono de seu destino,
Pois parece que toda mãe vê no filho a sempre criança que um dia embalou nos braços.
Jesus percorre vilas e aldeias falando do Pai e do Reino.
Chama homens e mulheres para compartilhar com ele sonhos e tarefas.
Aprendizes na arte de viver, suas escolas são povoados, estradas, lagos e montanhas.
Agora, és uma discípula. Teu papel de mãe se modifica, parece eclipsar-se.
O Mestre olha com compaixão para a multidão
sem perspectiva, doente, abandonada.
Com o olhar recriador do Pai, vê mais do que miséria e perdição.
Descobre e suscita oportunidades salvadoras, abre portas e janelas de luz.
Animado pelo sonho do “Reino de Deus”, Jesus põe em marcha um “momento novo”.
E teu coração vibra, contagiado de emoção.
Acompanhas Jesus, que encanta as multidões com as parábolas,
surpreende os poderosos com palavras simples e sábias
e desconcerta os donos de uma religião sem coração.
Vês com alegria como as mãos do menino que tu seguraste
estão livres para curar, abençoar, acolher e libertar.
Jesus come e faz festa com os pecadores, as prostitutas, os “sem esperança”.
Aquela grande mesa de pão e inclusão é para ti extensão de Belém e de Nazaré,
a casa de nova família da humanidade, para além dos laços sanguíneos.
Teus olhos acompanham Jesus, quando muitas vezes ele se retira ao monte,
para falar e ouvir o Pai na intimidade.
Tu rezas por ele e com ele.
As forças do mal tramam contra Jesus,
e na tua intuição já pressentes o que lhe espera:
sofrimento, traição, fracasso, dor de perda, morte.
Ao pé da cruz, a fidelidade de um amor à toda prova.
Ao terceiro dia, a surpreendente experiência da vida que vence a morte.
Não sabemos se Jesus ressuscitado apareceu diante de ti. Talvez não precisasse.
Tua fé já tinha chegado a nível tal, que o sinal não é mais necessário.
Tornou-se confiança radical, entrega e sintonia.
Um dia, tua peregrinação terrestre também terminou.
Ao celebrarmos tua “Assunção”, professamos cheios de alegria,
Que o Senhor assumiu e transformou toda tua pessoa e tua existência,
até a corporeidade;
Ele que “faz novas todas as coisas”.
Olha para nós.
Tu conheces cada um de nós, como conhecias Jesus pelo cheiro e pelo olhar.
Fortalece-nos, pois recebemos tanto e correspondemos pouco à Graça do Senhor.
Dá-nos um espírito humilde e renovado
para sermos discípulos e anunciadores de Jesus.
Que recriemos a simplicidade e o encanto de Belém,
o espírito de família e o aconchego de Nazaré,
a força do Espírito que nos unge no Cenáculo,
a coragem e a presença pública de Jerusalém.
Queremos ser “todo de Deus” e para Ele.
Recebe nossas palavras, nossos gestos, nossas ações e nossos desejos. Amém.
Texto: Ir. Afonso Murad
Imagem: Frei Anderson, msc
terça-feira, 6 de julho de 2010
Aparições: um alerta!
Faz alguns anos, escrevi um livro intitulado “Visões e Aparições. Deus continua falando?”, publicado pela Editora Vozes. Nesta obra, apresento o fenômeno sob vários ângulos: psicológico (e parapsicológico), sócio-cultural, teológico e pastoral. Para escrever o livro, empreendi um longo e penoso trabalho de escuta atenta e humilde. Li o que encontrei sobre a análise teológica do evento e os critérios eclesiais de discernimento. Tive acesso a livros e manuscritos com mensagens de videntes do Brasil e do exterior. Mediante pedidos, vi filmagens de várias pretensas aparições. Visitei alguns videntes e conversei com pessoas que eram defensores incondicionais do fenômeno. Conversei com teólogos e místicos.A conclusão a que cheguei é que as chamadas “Aparições” movem-se no campo da atualização da revelação e das múltiplas formas de expressão da experiência mística. Por isso mesmo, são denominadas na teologia clássica católica como “revelações privadas”, mesmo que aconteçam para uma multidão de milhares de pessoas. E como tal, merecem respeito e consideração.
A vidência, como outros fenômenos místicos paranormais, pode ser um serviço à comunidade eclesial e ao mundo, enquanto interpretação e atualização da mensagem de Jesus, a revelação plena do Pai para os cristãos. Mas não tem força de obrigação para ninguém. Por isso, nenhum cristão católico é obrigado a crer em aparições, mesmo aquelas reconhecidas pela Igreja, como Guadalupe, Fátima e Lurdes. O parecer oficial da autoridade eclesial é claro: o fenômeno e sua mensagem é “digno de fé humana”, ou seja: não se trata de uma verdade que obrigue os fiéis. Mas, se alguém quer acolher a mensagem dos videntes e reverenciar Maria com o nome que eles lhe deram, pode fazê-lo com serenidade.
Fazia tempo que não me dedicava mais a pesquisar sobre o assunto. No ano passado, fui procurado por uma repórter do revista VEJA, que fazia uma cobertura sobre o assunto. Neste ano, foi a vez da ISTO É. Então, voltei a ler sobre o tema, com um pouco mais de distanciamento. Comecei também a pesquisar na Internet, pois muitos videntes divulgam as mensagens na WEB. E trabalhei com meus alunos sobre isso na aula de mariologia.
Um dos problemas mais complicados para o discernimento atual sobre as aparições diz respeito à sua continuidade no tempo. Até o fenômeno de Fátima, os videntes tinham uma experiência sensível, traduzida em mensagens, que se encerrava após um curto período. No caso dos videntes portugueses, as “revelações” aconteceram de maio a outubro do mesmo ano e depois acabaram. Assim, foi possível analisar a mensagem e dar um parecer oficial. Ora, nos casos atuais, as pretensas aparições não terminam. Maria “fala” a cada semana, com hora marcada, para videntes de várias partes do mundo. Ora, isso levanta algumas perguntas sérias: não seria uma banalização do sagrado? Como emitir um parecer eclesial sobre um fenômeno que ainda está acontecendo? Que qualidade espiritual tem um conjunto de visões e mensagens, que ano após ano, repete sempre a mesma cantilena: “rezem o terço, participem dos sacramentos, façam penitência...”? A história recente da humanidade traz novas questões: ecologia, diálogo ou intolerância religiosa, cultura da imagem, crise econômica em algumas partes do mundo, acentos na experiência religiosa, questões de gênero, mas as mensagens mudam muito pouco. Será que Maria não tem nada a dizer sobre isso? As mensagens dos videntes atuais são mais fracas naquilo que deveria ser seu diferencial qualitativo: uma atualização significativa da revelação de Deus, em Cristo, para os dias de hoje.
O que é mais grave é que alguns movimentos aparicionistas vendem a ilusão de que suas mensagens são as únicas corretas e perfeitas, pois são comunicação direta do céu, sem se contaminar com as ideologias humanas. Eu mostrei no livro, com várias evidências, como as mensagens dos videntes sofrem uma série de influências e estão submetidas a vários condicionamentos. Não levar isso em conta é correr o sério risco de divinizar manifestações humanas de pouca consistência espiritual.
Se a Bíblia, Palavra de Deus em linguagem humana, não pode ser lida de forma literal, mas necessita de uma interpretação, com muito mais razão se exige isso das mensagens de videntes.
No mês de junho acessei várias páginas da internet de movimentos aparicionistas. A impressão que tive é que há uma degeneração espiritual em muitos deles. Ou seja, perde-se o núcleo da experiência religiosa cristã, que é o seguimento de Jesus, e acontece um acento unilateral em práticas devocionais, mescladas com uma mentalidade apocalíptica baseada no medo. Num dos sites que visitei, havia uma recomendação do vidente (que ele atribui a Maria) para confeccionar um “lencinho de Nossa Senhora”, que seria a arma mais poderosa para preparar os católicos diante da eminência do fim do mundo. Em outro site, encontrei um título animador: “como rezar”. Respirei aliviado. Imaginei que seriam algumas dicas sobre a leitura com a bíblia, sobre a revisão de vida, ou alguma orientação concreta para orar no cotidiano, com suas alegrias e tristezas, decepções e conquistas. Ao abrir o tema, outra decepção: era simplesmente uma colagem com as orações tradicionais católicas (Pai Nosso, Ave Maria, Credo), seguidas de outras orações vocais de conteúdo duvidoso. E tudo atribuído a Maria. Que estranho: Maria ensinaria somente a rezar com fórmulas? Todo o movimento de rezar com o coração, de maneira espontânea, não tem valor? E a oração com a bíblia seria desconhecida por ela?
Registro aqui este alerta, eivado de perplexidade e indignação. Nem tudo o que acontece no âmbito do extraordinário é o melhor caminho para viver o Evangelho de Jesus. Espero que os movimentos aparicionistas cresçam em lucidez. Não basta uma religiosidade intensa. Ela necessita equilíbrio, diálogo e centramento em Jesus e o seu Reino, com suas mediações históricas limitadas e imperfeitas. Ignorar isso é não levar em conta o mistério da encarnação, questão central para a fé cristã.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Visitação de Maria a Isabel
A festa da visitação, encerrando o mês de maio, traz uma mensagem simples e atual. Após aceitar seu compromisso de servidora de Deus e mãe do messias, ela se põe a caminho para casa de sua parenta Isabel. E Lucas ressalta: “apressadamente”. Trata-se da mesma atitude dos pastores, que também saem “apressadamente” para ver Jesus em Belém.Esta expressão poderia soar tão normal, pois hoje tudo se faz com pressa. Aliás, com estresse. O tempo se tornou tão rápido, que a gente não consegue mais contemplar os fatos com calma. Ontem foi lua cheia, e ninguém viu. Parece estranho alguém se deter em silencio para sentir a luz prateada da lua, ou provar os belos tons do entardecer, ou mesmo se guardar na memória o sorriso de outra pessoa.
Estranhamente, as pessoas apressadas também se tornam indiferentes. Pois o olhar e a atenção não se fixam em nada. Nesta correria, não se sabe bem para onde se dirige a existência. Há pressa, mas pouca mobilização. Muito movimento e pouca mudança. E talvez aí resida o segredo do relato da anunciação, compreendido à luz da existência contemporânea.
Maria sai em busca de Isabel, para partilhar sua alegria. A pressa não expressa estresse, mas sim um desejo enorme, a convicção, a generosidade. Do encontro, brota alegria. O Espírito Santo circula naquela pequena comunidade de mulheres grávidas. E por fim, Maria expressa sua gratidão a Deus: “O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é seu nome”.
Maria sai em busca de Isabel, para partilhar sua alegria. A pressa não expressa estresse, mas sim um desejo enorme, a convicção, a generosidade. Do encontro, brota alegria. O Espírito Santo circula naquela pequena comunidade de mulheres grávidas. E por fim, Maria expressa sua gratidão a Deus: “O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é seu nome”.
Que a festa de visitação suscite em nós o desejo de ir ao encontro dos outros, com pressa e sem estresse. À luz desse encontro, cultivemos relações de qualidade. Que ela também renove a alegria e o senso de gratidão ao Deus que em nós também faz maravilhas.
Texto: Afonso Murad
domingo, 23 de maio de 2010
Oração: Maria e o Espírito Santo
Pai materno, Fonte da Vida, nós te louvamos,pois em ti somos, nos movemos e existimos.
Teu espírito criador, presente desde início na evolução do cosmos
baila sobre as águas,
sustenta, renova e leva à consumação toda a criação.
Jesus, nosso mestre e Senhor,
ungido pelo Espírito desde o começo de sua missão,
cheio do Espírito na tentação, no deserto, no meio do povo, na missão,
obrigado pois nos concedes o Paráclito,
o Espírito que nos consoma, nos confirma e nos abre para compreender a verdade peregrina,
que só se consumará quando Deus for tudo em todos.
ungido pelo Espírito desde o começo de sua missão,
cheio do Espírito na tentação, no deserto, no meio do povo, na missão,
obrigado pois nos concedes o Paráclito,
o Espírito que nos consoma, nos confirma e nos abre para compreender a verdade peregrina,
que só se consumará quando Deus for tudo em todos.
Trindade Santa, nós te louvamos, pois vieste fazer morada em nosso meio.
E agora nos concedes o dom de sermos templos vivos do Espírito!
Nós te louvamos pela tua serva, Maria, mãe de Jesus
Agraciada por Deus de forma especial
Marcada pela ação fecundo do Espírito, que vem sobre ela como “força do altíssimo”,
que a reveste com sua sombra protetora e geradora de Vida.
Ela, como membro e mãe da comunidade,
junto com outros discípulos-missionários
prepara a vinda do Espírito em Pentecostes.
E agora nos concedes o dom de sermos templos vivos do Espírito!
Nós te louvamos pela tua serva, Maria, mãe de Jesus
Agraciada por Deus de forma especial
Marcada pela ação fecundo do Espírito, que vem sobre ela como “força do altíssimo”,
que a reveste com sua sombra protetora e geradora de Vida.
Ela, como membro e mãe da comunidade,
junto com outros discípulos-missionários
prepara a vinda do Espírito em Pentecostes.
Com ela, proclamamos alegremente:
“O Senhor fez em nós maravilhas, Santo é seu nome”.
Como ela, vivemos a presença do Espírito santificador,
que não nos tira do mundo, mas sim nos livra da visão mundana.
A seu exemplo, somos místicos, homens e mulheres de Deus
e profetas: cidadãos lúcidos, críticos e esperançosos.
Pois cremos que o Senhor renova a face da Terra,
em múltiplos rostos e possibilidades. Amém!
“O Senhor fez em nós maravilhas, Santo é seu nome”.
Como ela, vivemos a presença do Espírito santificador,
que não nos tira do mundo, mas sim nos livra da visão mundana.
A seu exemplo, somos místicos, homens e mulheres de Deus
e profetas: cidadãos lúcidos, críticos e esperançosos.
Pois cremos que o Senhor renova a face da Terra,
em múltiplos rostos e possibilidades. Amém!
Ir. Afonso Murad
Marcadores:
Maria e o Espírito Santo,
Maria em pentecostes
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Ladainha a Maria (1)
Nós te louvamos Maria:
. Porque foste escolhida por Deus
. Porque respondeste a seu chamado
. Porque permaneceste fiel ao Deus que te chamou
. Porque todos os dias aprofundastes o teu chamado
. Porque refletias sobre teu chamado
. porque deste um sim lúcido a Deus
. porque soubeste ser mulher em todos os momentos
. Porque foste, com outras mulheres, mulher libertadora
. Porque permaneceste cheia de graça
. Porque ouviste e praticaste a palavra do teu Deus
. Porque buscavas entender o que se passava contigo
. Porque amaste o teu povo
. Porque antes de levar Deus no ventre já o tinhas no coração
. Porque sabias orar e perseverar na oração
. Porque amaste José em todas as circunstâncias
. Porque em teu ventre a palavra se fez vida
. Porque soubeste ser mãe, na alegria e na dificuldade
. Porque soubeste aprender com o filho que nascia
. Porque aprendeste com o filho que crescia
. Porque educaste o filho no diálogo sereno e franco
. Porque soubeste incentivar o filho a se manifestar ao povo
. Porque sabias pedir ao filho em favor dos outros
. Porque entendeste a missão profética do teu filho
. Porque assumiste as dores e os riscos da missão de Jesus
. Porque estavas junto e perto do teu filho
. Porque assumiste o evangelho de Jesus
. Porque sem ti o evangelho se desencarnaria
. Porque és mãe para os discípulos de teu filho
. Porque te tornaste modelo da Igreja que serve
. Porque te proclamaste e agiste como servidora de Deus
. Porque és o primeiro grande fruto da Igreja
. Porque assumiste o papel de mãe da Vida Nova
. Porque és verdadeira mãe de Deus e dos cristãos
. Porque demonstras predileção pelos pequenos e oprimidos
. Porque assumes a feição e as cores dos mais necessitados
. Porque és a pessoa humana que esteve mais perto de Deus
. Porque soubeste viver sem pecado
. Porque assumiste a Palavra de forma consciente
. Porque formaste com José e Jesus uma família feliz
. Porque assumistes as conseqüências da tua maternidade
. Porque não ocupaste nunca o lugar do teu filho
. Porque permaneceste apontando sempre para Ele
. Porque és modelo completo de fidelidade a Jesus Cristo
. Porque, com Jesus, foste protagonista da história
. Porque soubeste profetizar, no silêncio e na palavra
. Porque muitos povos e religiões te veneram
. Porque fostes e és mãe dos mártires e confessores
. Porque na Igreja permaneces testemunha fiel de Jesus Cristo.
. Porque é discípula e missionária, junto conosco.
Padre Zezinho, adaptado por Afonso Murad
. Porque foste escolhida por Deus
. Porque respondeste a seu chamado
. Porque permaneceste fiel ao Deus que te chamou
. Porque todos os dias aprofundastes o teu chamado
. Porque refletias sobre teu chamado
. porque deste um sim lúcido a Deus
. porque soubeste ser mulher em todos os momentos
. Porque foste, com outras mulheres, mulher libertadora
. Porque permaneceste cheia de graça
. Porque ouviste e praticaste a palavra do teu Deus
. Porque buscavas entender o que se passava contigo
. Porque amaste o teu povo
. Porque antes de levar Deus no ventre já o tinhas no coração
. Porque sabias orar e perseverar na oração
. Porque amaste José em todas as circunstâncias
. Porque em teu ventre a palavra se fez vida
. Porque soubeste ser mãe, na alegria e na dificuldade
. Porque soubeste aprender com o filho que nascia
. Porque aprendeste com o filho que crescia
. Porque educaste o filho no diálogo sereno e franco
. Porque soubeste incentivar o filho a se manifestar ao povo
. Porque sabias pedir ao filho em favor dos outros
. Porque entendeste a missão profética do teu filho
. Porque assumiste as dores e os riscos da missão de Jesus
. Porque estavas junto e perto do teu filho
. Porque assumiste o evangelho de Jesus
. Porque sem ti o evangelho se desencarnaria
. Porque és mãe para os discípulos de teu filho
. Porque te tornaste modelo da Igreja que serve
. Porque te proclamaste e agiste como servidora de Deus
. Porque és o primeiro grande fruto da Igreja
. Porque assumiste o papel de mãe da Vida Nova
. Porque és verdadeira mãe de Deus e dos cristãos
. Porque demonstras predileção pelos pequenos e oprimidos
. Porque assumes a feição e as cores dos mais necessitados
. Porque és a pessoa humana que esteve mais perto de Deus
. Porque soubeste viver sem pecado
. Porque assumiste a Palavra de forma consciente
. Porque formaste com José e Jesus uma família feliz
. Porque assumistes as conseqüências da tua maternidade
. Porque não ocupaste nunca o lugar do teu filho
. Porque permaneceste apontando sempre para Ele
. Porque és modelo completo de fidelidade a Jesus Cristo
. Porque, com Jesus, foste protagonista da história
. Porque soubeste profetizar, no silêncio e na palavra
. Porque muitos povos e religiões te veneram
. Porque fostes e és mãe dos mártires e confessores
. Porque na Igreja permaneces testemunha fiel de Jesus Cristo.
. Porque é discípula e missionária, junto conosco.
Padre Zezinho, adaptado por Afonso Murad
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Missionária e mãe
Partilho com você um texto do Padre Zezinho, neste mês de maio
Não está escrito em nenhum lugar da Bíblia que Jesus enviou Maria em alguma missão. Também não está escrito que não enviou. O que está escrito é que ele, em missão, se fazia acompanhar, coisa rara naquele tempo, também de mulheres missionárias, que mesmo não pregando, estavam lá no grupo com ele e os discípulos. Seguiram Jesus desde a Galiléia para cuidar de suas necessidades( Mt 27,55) O cristianismo começou com homens missionários e mulheres missionárias, já que ser missionário não significa apenas pregar a palavra, mas leva-la e ajudar a leva-la. Elas estavam lá firmes na caminhada, ao pé da cruz, no enterro e na ressurreição. Na sua morte, entre as mulheres, estavam, Maria Madalena, Salomé, Maria, mãe de Tiago,de José, de Simão e de Judas (Mt 13,55; Jd 1,1 ; Mc 15,40) Os filhos desta Maria missionária eram chamados irmãos de Jesus. Mas não era a mesma Maria de José, a mãe de Jesus. Há uma confusão nos evangelhos( Mt 13,55) mas logo depois ela se desfaz em outras passagens quando se atribui aos mesmos um outro pai: Alfeu. Então havia uma Maria de Alfeu e uma Maria de José, esta a mãe de Jesus. As duas, missionárias.
E então? É impensável que Jesus tema chamado estas mulheres para a missão sem ter chamado Maria. Até porque viveram juntos mais de 30 anos e Maria estava lá, firme ao pé da cruz, como estivera firme em momentos importantes da sua vida. E estava lá quando o Espírito Santo veio sobre os presentes. As línguas de fogo não pousaram só nos homens. Nos Atos se lê que o fenômeno aconteceu com todos os presentes.( At 2,4) Lá se lê que entre eles estava Maria, sua mãe, seus “irmãos”que já sabemos que tinham outra mãe e as outras mulheres.(At 1,14) Nossas Igrejas ensinam que o Espírito Santo não vem apenas para os pregadores. Os que estavam lá orando ( At 1,14) eram missionários e todos receberam o Espírito Santo.
Quando pois proclamamos Maria missionária, porque ora com os discípulos e com as outras mulheres, porque que age e intercede pelos outros como nas bodas de Caná, porque não se afasta dele por nada, desde o berço até à cruz, estamos falando da mãe que deu todo o apoio ao filho e com quem ele pôde contar o tempo todo. Se, por anunciarmos Jesus, alguém nos chama de missionários, imaginem Maria! Alguém amou e entendeu Jesus mais do que ela? Entre nós católicos, outubro o mês das missões é também dedicado a ela. Nem podia ser de outra forma...Ninguém foi tão comprometido com ele quanto sua mãe. Acostumemo-nos a vê-la dessa forma. Perto dessa missionária não há católico nem evangélico que não se curve respeitoso... Se título cabe aos apóstolos e a nós cabe também a ela. arCom muito mais mérito e razão.
Não está escrito em nenhum lugar da Bíblia que Jesus enviou Maria em alguma missão. Também não está escrito que não enviou. O que está escrito é que ele, em missão, se fazia acompanhar, coisa rara naquele tempo, também de mulheres missionárias, que mesmo não pregando, estavam lá no grupo com ele e os discípulos. Seguiram Jesus desde a Galiléia para cuidar de suas necessidades( Mt 27,55) O cristianismo começou com homens missionários e mulheres missionárias, já que ser missionário não significa apenas pregar a palavra, mas leva-la e ajudar a leva-la. Elas estavam lá firmes na caminhada, ao pé da cruz, no enterro e na ressurreição. Na sua morte, entre as mulheres, estavam, Maria Madalena, Salomé, Maria, mãe de Tiago,de José, de Simão e de Judas (Mt 13,55; Jd 1,1 ; Mc 15,40) Os filhos desta Maria missionária eram chamados irmãos de Jesus. Mas não era a mesma Maria de José, a mãe de Jesus. Há uma confusão nos evangelhos( Mt 13,55) mas logo depois ela se desfaz em outras passagens quando se atribui aos mesmos um outro pai: Alfeu. Então havia uma Maria de Alfeu e uma Maria de José, esta a mãe de Jesus. As duas, missionárias.
E então? É impensável que Jesus tema chamado estas mulheres para a missão sem ter chamado Maria. Até porque viveram juntos mais de 30 anos e Maria estava lá, firme ao pé da cruz, como estivera firme em momentos importantes da sua vida. E estava lá quando o Espírito Santo veio sobre os presentes. As línguas de fogo não pousaram só nos homens. Nos Atos se lê que o fenômeno aconteceu com todos os presentes.( At 2,4) Lá se lê que entre eles estava Maria, sua mãe, seus “irmãos”que já sabemos que tinham outra mãe e as outras mulheres.(At 1,14) Nossas Igrejas ensinam que o Espírito Santo não vem apenas para os pregadores. Os que estavam lá orando ( At 1,14) eram missionários e todos receberam o Espírito Santo.
Quando pois proclamamos Maria missionária, porque ora com os discípulos e com as outras mulheres, porque que age e intercede pelos outros como nas bodas de Caná, porque não se afasta dele por nada, desde o berço até à cruz, estamos falando da mãe que deu todo o apoio ao filho e com quem ele pôde contar o tempo todo. Se, por anunciarmos Jesus, alguém nos chama de missionários, imaginem Maria! Alguém amou e entendeu Jesus mais do que ela? Entre nós católicos, outubro o mês das missões é também dedicado a ela. Nem podia ser de outra forma...Ninguém foi tão comprometido com ele quanto sua mãe. Acostumemo-nos a vê-la dessa forma. Perto dessa missionária não há católico nem evangélico que não se curve respeitoso... Se título cabe aos apóstolos e a nós cabe também a ela. arCom muito mais mérito e razão.
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